Correio Braziliense
A greve de funcionários do Banco do Brasil paralisou a maioria das atividades nas agências de Brasília, onde 80% dos 8,6 mil bancários cruzaram os braços. Houve piquetes em frente a várias agências, onde os grevistas impediram parcialmente a entrada de colegas. O movimento também foi forte nas cidades de São Paulo (70% de adesão à greve), Rio de Janeiro (90%), Salvador (85%), Belo Horizonte (95%) e Recife (90%). Também entraram em greve ontem os bancários no Rio Grande do Sul, Pará, Mato Grosso, Alagoas, Maranhão, Amapá e Espírito Santo.
A direção do Banco do Brasil, no entanto, considera que o movimento foi parcial. Segundo a assessoria do banco, os transtornos foram causados apenas para os clientes que procuraram atendimento pessoal, uma vez que os 38 mil terminais eletrônicos funcionaram normalmente — de acordo com o banco, 85% dos serviços do BB são realizados por meio eletrônico. O serviço de compensação de cheques (o Banco do Brasil centraliza o serviço para 80 bancos) não foi afetado pela greve por ser considerado serviço essencial.
O movimento de grevistas foi maior em frente aos três edifícios sede, no Setor Bancário Sul, e no Centro de Tecnologia, no final da Asa Norte, que concentra o setor de informática do BB. Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Brasília , a maioria das agências da capital não funcionou. O movimento só foi normal naquelas agências que ficam dentro de prédios públicos, como nos ministérios, e em cidades mais distantes do centro, como Samambaia. ‘‘Só funcionaram as agências onde a movimentação do sindicato foi dificultada, como nos órgãos públicos’’, diz o presidente do sindicato dos bancários em Brasília, José Wilson da Silva.
Os bancários reivindicam a reposição de perdas salariais ocorridas nos últimos anos, quando, segundo o Sindicato dos Bancários do DF, os reajustes oferecidos aos funcionários dos bancos públicos representaram menos da metade dos aumentos concedidos pela iniciativa privada. Os funcionários do BB querem um reajuste salarial de 21,6% e a equiparação de direitos — como anuênios — para todos os bancários. A direção do banco ofereceu 12,6% para 75% dos empregados (os que têm menores salários) e de 6% a 12% para os demais, além de um abono de R$ 1,5 mil. (LOG)
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Por Mhais• 15 de outubro de 2003• 11:06• Sem categoria
PARALISAÇÃO ATINGE 80% NO BANCO DO BRASIL
Correio Braziliense
A greve de funcionários do Banco do Brasil paralisou a maioria das atividades nas agências de Brasília, onde 80% dos 8,6 mil bancários cruzaram os braços. Houve piquetes em frente a várias agências, onde os grevistas impediram parcialmente a entrada de colegas. O movimento também foi forte nas cidades de São Paulo (70% de adesão à greve), Rio de Janeiro (90%), Salvador (85%), Belo Horizonte (95%) e Recife (90%). Também entraram em greve ontem os bancários no Rio Grande do Sul, Pará, Mato Grosso, Alagoas, Maranhão, Amapá e Espírito Santo.
A direção do Banco do Brasil, no entanto, considera que o movimento foi parcial. Segundo a assessoria do banco, os transtornos foram causados apenas para os clientes que procuraram atendimento pessoal, uma vez que os 38 mil terminais eletrônicos funcionaram normalmente — de acordo com o banco, 85% dos serviços do BB são realizados por meio eletrônico. O serviço de compensação de cheques (o Banco do Brasil centraliza o serviço para 80 bancos) não foi afetado pela greve por ser considerado serviço essencial.
O movimento de grevistas foi maior em frente aos três edifícios sede, no Setor Bancário Sul, e no Centro de Tecnologia, no final da Asa Norte, que concentra o setor de informática do BB. Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Brasília , a maioria das agências da capital não funcionou. O movimento só foi normal naquelas agências que ficam dentro de prédios públicos, como nos ministérios, e em cidades mais distantes do centro, como Samambaia. ‘‘Só funcionaram as agências onde a movimentação do sindicato foi dificultada, como nos órgãos públicos’’, diz o presidente do sindicato dos bancários em Brasília, José Wilson da Silva.
Os bancários reivindicam a reposição de perdas salariais ocorridas nos últimos anos, quando, segundo o Sindicato dos Bancários do DF, os reajustes oferecidos aos funcionários dos bancos públicos representaram menos da metade dos aumentos concedidos pela iniciativa privada. Os funcionários do BB querem um reajuste salarial de 21,6% e a equiparação de direitos — como anuênios — para todos os bancários. A direção do banco ofereceu 12,6% para 75% dos empregados (os que têm menores salários) e de 6% a 12% para os demais, além de um abono de R$ 1,5 mil. (LOG)
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