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BRASIL É O 71º NO RANKING DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

JB
País melhora a pontuação, mas está atrás de Congo, Bolívia e El Salvador
GENEBRA – A organização internacional Repórter Sem Fronteiras divulgou ontem o ranking anual de liberdade de expressão – a pesquisa leva em consideração a atuação da imprensa, os esforços dos governos para que os direitos dos jornalistas sejam respeitados e o nível de impunidade nos países. O Brasil aparece apenas na 71ª posição, atrás da Tanzânia, Congo e El Salvador, por exemplo. No ranking anterior, o Brasil aparecia em 57ª posição, mas sua queda é justificada pela inclusão de mais 27 países na pesquisa. Na primeira classificação, no ano passado, foram avaliados 139 países. Este ano, 166. O estudo indica, contudo, que o Brasil melhorou a sua pontuação – de 18,77 passou para 16,75 pontos (quanto menor o número, maior a liberdade de imprensa).
Foram ouvidos pela pesquisa jornalistas, pesquisadores, juristas e ativistas dos direitos humanos de diversos países. No Brasil, os principais problemas apontados foram as ameaças de atentados aos profissionais, principalmente em jornais regionais e locais.
Apenas no último ano, no Brasil, houve registro de dois jornalistas assassinados, dois presos, quatro agredidos e um que sofreu ameaça de morte. Nos últimos 15 anos, 20 profissionais de imprensa foram executados e, na maioria dos casos, não houve qualquer punição.
A Ásia é o continente que causa mais preocupação à ONG Repórteres Sem Fronteiras. Dos 10 últimos colocados no ranking divulgado ontem, oito pertencem à região. Irã (160º), China (161º) e Coréia do Norte (166º e último) são alguns dos países com os piores desempenhos na escala. Cuba, a penúltima na pesquisa, também foi duramente criticada pelo relatório – apenas no último outono, 26 jornalistas foram presos.
Na parte de cima da lista predominam os países europeus. Dos 10 primeiros colocados, só Trinidad e Tobago (6º) e Canadá (10º) não fazem parte do continente. Finlândia, Islândia, Noruega e a Holanda são os mais bem posicionados e têm a mesma pontuação: 0,50. Os quatro países já haviam liderado o ranking da ONG Repórter Sem Fronteiras divulgado no ano passado.
Analisados à parte, os oito países mais industrializados do mundo, que compõem o G-8, têm posições muito díspares. A Alemanha seria a vencedora neste hipotético torneio, mas é apenas a 8ª no geral. A seguir vêm Canadá (10º), França (26º) e Reino Unido (27º). Os EUA, considerados a maior democracia do mundo, estão apenas na 31ª posição – 14 posições a menos do que a divulgado no ranking anterior. O Japão é o 45º, e a Itália, o 53º. A China, no 161º lugar, entre 166 nações, fecha o bloco entre os países que compõem o G-8.

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BRASIL É O 71º NO RANKING DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

JB

País melhora a pontuação, mas está atrás de Congo, Bolívia e El Salvador

GENEBRA – A organização internacional Repórter Sem Fronteiras divulgou ontem o ranking anual de liberdade de expressão – a pesquisa leva em consideração a atuação da imprensa, os esforços dos governos para que os direitos dos jornalistas sejam respeitados e o nível de impunidade nos países. O Brasil aparece apenas na 71ª posição, atrás da Tanzânia, Congo e El Salvador, por exemplo. No ranking anterior, o Brasil aparecia em 57ª posição, mas sua queda é justificada pela inclusão de mais 27 países na pesquisa. Na primeira classificação, no ano passado, foram avaliados 139 países. Este ano, 166. O estudo indica, contudo, que o Brasil melhorou a sua pontuação – de 18,77 passou para 16,75 pontos (quanto menor o número, maior a liberdade de imprensa).
Foram ouvidos pela pesquisa jornalistas, pesquisadores, juristas e ativistas dos direitos humanos de diversos países. No Brasil, os principais problemas apontados foram as ameaças de atentados aos profissionais, principalmente em jornais regionais e locais.

Apenas no último ano, no Brasil, houve registro de dois jornalistas assassinados, dois presos, quatro agredidos e um que sofreu ameaça de morte. Nos últimos 15 anos, 20 profissionais de imprensa foram executados e, na maioria dos casos, não houve qualquer punição.

A Ásia é o continente que causa mais preocupação à ONG Repórteres Sem Fronteiras. Dos 10 últimos colocados no ranking divulgado ontem, oito pertencem à região. Irã (160º), China (161º) e Coréia do Norte (166º e último) são alguns dos países com os piores desempenhos na escala. Cuba, a penúltima na pesquisa, também foi duramente criticada pelo relatório – apenas no último outono, 26 jornalistas foram presos.

Na parte de cima da lista predominam os países europeus. Dos 10 primeiros colocados, só Trinidad e Tobago (6º) e Canadá (10º) não fazem parte do continente. Finlândia, Islândia, Noruega e a Holanda são os mais bem posicionados e têm a mesma pontuação: 0,50. Os quatro países já haviam liderado o ranking da ONG Repórter Sem Fronteiras divulgado no ano passado.

Analisados à parte, os oito países mais industrializados do mundo, que compõem o G-8, têm posições muito díspares. A Alemanha seria a vencedora neste hipotético torneio, mas é apenas a 8ª no geral. A seguir vêm Canadá (10º), França (26º) e Reino Unido (27º). Os EUA, considerados a maior democracia do mundo, estão apenas na 31ª posição – 14 posições a menos do que a divulgado no ranking anterior. O Japão é o 45º, e a Itália, o 53º. A China, no 161º lugar, entre 166 nações, fecha o bloco entre os países que compõem o G-8.

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