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CAIXA ALEGA QUE REAJUSTE DA FENABAN AGRAVA DISTORÇÃO SALARIAL

Valor Econômico – Débora Guterman
Pressionada pela ameaça de uma greve de 72 horas, a direção da Petrobras marcou uma nova reunião com os representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), hoje, às 9 hs. Na semana passada, os trabalhadores aprovaram a paralisação, caso as negociações, interrompidas no dia 26 de setembro, não fossem retomadas, em assembléias realizadas ao longo da semana passada nos 13 Estados em que a empresa tem base.
Os petroleiros pedem um reajuste salarial de 15,5%, percentual que equivale à inflação acumulada em 12 meses até agosto, medida pelo ICV-Dieese, além de 6,8% por produtividade. Em sua última proposta, a Petrobras ofereceu 10,7%.
Na Caixa Econômica Federal, quase 18 horas de reunião, entre sexta-feira e ontem, dos representantes da instituição financeira e dos sindicatos de bancários não foram suficientes para selar um acordo coletivo de reajuste salarial e pôr fim à greve, iniciada na quinta-feira. Essa semana começou com 66% das agências com atividades prejudicadas pela paralisação, mas apenas 13,4% fechadas totalmente, segundo balanço da CEF.
A orientação da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) é de que a greve continue hoje. A reivindicação trabalhista inclui aumento salarial de 12,6% para todos empregados da CEF, abono de R$ 1,5 mil e participação nos lucros e resultados (PLR) – como acordado com a Fenaban, entidade que representa os bancos privados.
O vice-presidente da CEF, Paulo Bretas, afirma que se a empresa concordar em seguir o acordo integral da Fenaban, a diferença entre o salário da Caixa e a média de mercado pode se agravar, em alguns casos. A CEF propôs reajustar em 12,6% os salários-base e os ganhos em função comissionada. Os demais teriam aumento salarial de 5% – uma espécie de antecipação ao plano de cargos e salários, segundo Bretas. A última atualização do plano, que está sendo reformulado este ano, foi feita em 1998. Com as demais cláusulas do acordo com os bancos privados, como abono PLR, a CEF concorda, diz o executivo.
Bretas, que considera a greve uma “injustiça, já que é a melhor proposta desde o Plano Real”, acredita, porém, que ela ocorreu porque “a panela de pressão, que ficou oprimida por oito anos, aflora agora, no novo governo”.

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CAIXA ALEGA QUE REAJUSTE DA FENABAN AGRAVA DISTORÇÃO SALARIAL

Valor Econômico – Débora Guterman

Pressionada pela ameaça de uma greve de 72 horas, a direção da Petrobras marcou uma nova reunião com os representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), hoje, às 9 hs. Na semana passada, os trabalhadores aprovaram a paralisação, caso as negociações, interrompidas no dia 26 de setembro, não fossem retomadas, em assembléias realizadas ao longo da semana passada nos 13 Estados em que a empresa tem base.

Os petroleiros pedem um reajuste salarial de 15,5%, percentual que equivale à inflação acumulada em 12 meses até agosto, medida pelo ICV-Dieese, além de 6,8% por produtividade. Em sua última proposta, a Petrobras ofereceu 10,7%.

Na Caixa Econômica Federal, quase 18 horas de reunião, entre sexta-feira e ontem, dos representantes da instituição financeira e dos sindicatos de bancários não foram suficientes para selar um acordo coletivo de reajuste salarial e pôr fim à greve, iniciada na quinta-feira. Essa semana começou com 66% das agências com atividades prejudicadas pela paralisação, mas apenas 13,4% fechadas totalmente, segundo balanço da CEF.

A orientação da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) é de que a greve continue hoje. A reivindicação trabalhista inclui aumento salarial de 12,6% para todos empregados da CEF, abono de R$ 1,5 mil e participação nos lucros e resultados (PLR) – como acordado com a Fenaban, entidade que representa os bancos privados.

O vice-presidente da CEF, Paulo Bretas, afirma que se a empresa concordar em seguir o acordo integral da Fenaban, a diferença entre o salário da Caixa e a média de mercado pode se agravar, em alguns casos. A CEF propôs reajustar em 12,6% os salários-base e os ganhos em função comissionada. Os demais teriam aumento salarial de 5% – uma espécie de antecipação ao plano de cargos e salários, segundo Bretas. A última atualização do plano, que está sendo reformulado este ano, foi feita em 1998. Com as demais cláusulas do acordo com os bancos privados, como abono PLR, a CEF concorda, diz o executivo.

Bretas, que considera a greve uma “injustiça, já que é a melhor proposta desde o Plano Real”, acredita, porém, que ela ocorreu porque “a panela de pressão, que ficou oprimida por oito anos, aflora agora, no novo governo”.

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