Sandra Motta – Diário de S.Paulo
SÃO PAULO – O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal aumentaram este ano os recursos disponíveis para financiar empresas com dificuldade em pagar o 13º salário aos empregados. Segundo o superintendente nacional de empréstimos da Caixa, Jorge Pedro Lima Filho, o banco tem R$ 837 milhões para esses financiamentos. Espera liberar pelo menos R$ 200 milhões, mais que o dobro dos R$ 79,6 milhões emprestados no ano passado. O gerente executivo de pequenas empresas do BB, Kedson Macedo, prevê atender oito mil clientes, aumentando o total emprestado de R$ 157,5 milhões em 2002 para R$ 300 milhões.
Assim como os bancos, o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, Joseph Couri, acha que mais empresas terão de recorrer ao financiamento para conseguir pagar o abono. A mesma avaliação tem o consultor financeiro e presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira.
– O ano está sendo difícil, muitas firmas fizeram estoques e comprometeram capital de giro. Claro que é sempre melhor evitar financiamentos, já que os juros ainda estão altos. Mas essas linhas especiais em geral têm taxas menores que as de mercado. Podem ajudar a empresa a acertar a situação com os empregados. Porém é preciso ficar atento e negociar as melhores condições – destaca Oliveira.
Ele lembra que dependendo do relacionamento da empresa com o banco, é possível conseguir juros menores negociando outras opções, até mesmo desconto de cheques ou duplicatas.
– Nem sempre a empresa terá as garantias exigidas pelo banco – afirma.
Mas, na média, esses juros estão mais altos que as linhas do 13º, sobretudo para as pequenas empresas. Em setembro, a taxa média no desconto de duplicatas, segundo a Anefac, era de 4,43% ao mês ou 68,23% ao ano.
No BB, explica Macedo, a empresa pode contratar o crédito até janeiro de 2004. Deve ser cliente do banco; pode pedir até R$ 250 mil (a média do empréstimo pedido pelas pequenas empresas é de R$ 15,5 mil) e terá até 10 meses para pagar. O custo varia de 2,46% a 2,76% ao mês, mais a TR (Taxa Referencial de juros).
Na Caixa, os clientes têm linhas com juros que vão de 0,83% a 2,47% ao mês mais TR. O financiamento é diluído ao longo do ano (até 12 meses), reduzindo o impacto sobre o fluxo de caixa da empresa. O valor a ser concedido é limitado ao valor da folha de pagamento mais os encargos sociais. A empresa tem até o dia 10 de dezembro de 2003 para contratar a operação.
No Bradesco, os clientes do banco podem financiar até 100% do valor da folha de pagamento relativa ao 13º, com taxa prefixada de 3,5% ao mês. O prazo para pagar é de seis meses. A contratação vai até 20 de dezembro de 2003.
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Por Mhais• 22 de outubro de 2003• 12:34• Sem categoria
BANCOS DOBRAM OFERTA DE CRÉDITO PARA AS EMPRESAS PAGAREM O 13º
Sandra Motta – Diário de S.Paulo
SÃO PAULO – O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal aumentaram este ano os recursos disponíveis para financiar empresas com dificuldade em pagar o 13º salário aos empregados. Segundo o superintendente nacional de empréstimos da Caixa, Jorge Pedro Lima Filho, o banco tem R$ 837 milhões para esses financiamentos. Espera liberar pelo menos R$ 200 milhões, mais que o dobro dos R$ 79,6 milhões emprestados no ano passado. O gerente executivo de pequenas empresas do BB, Kedson Macedo, prevê atender oito mil clientes, aumentando o total emprestado de R$ 157,5 milhões em 2002 para R$ 300 milhões.
Assim como os bancos, o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, Joseph Couri, acha que mais empresas terão de recorrer ao financiamento para conseguir pagar o abono. A mesma avaliação tem o consultor financeiro e presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira.
– O ano está sendo difícil, muitas firmas fizeram estoques e comprometeram capital de giro. Claro que é sempre melhor evitar financiamentos, já que os juros ainda estão altos. Mas essas linhas especiais em geral têm taxas menores que as de mercado. Podem ajudar a empresa a acertar a situação com os empregados. Porém é preciso ficar atento e negociar as melhores condições – destaca Oliveira.
Ele lembra que dependendo do relacionamento da empresa com o banco, é possível conseguir juros menores negociando outras opções, até mesmo desconto de cheques ou duplicatas.
– Nem sempre a empresa terá as garantias exigidas pelo banco – afirma.
Mas, na média, esses juros estão mais altos que as linhas do 13º, sobretudo para as pequenas empresas. Em setembro, a taxa média no desconto de duplicatas, segundo a Anefac, era de 4,43% ao mês ou 68,23% ao ano.
No BB, explica Macedo, a empresa pode contratar o crédito até janeiro de 2004. Deve ser cliente do banco; pode pedir até R$ 250 mil (a média do empréstimo pedido pelas pequenas empresas é de R$ 15,5 mil) e terá até 10 meses para pagar. O custo varia de 2,46% a 2,76% ao mês, mais a TR (Taxa Referencial de juros).
Na Caixa, os clientes têm linhas com juros que vão de 0,83% a 2,47% ao mês mais TR. O financiamento é diluído ao longo do ano (até 12 meses), reduzindo o impacto sobre o fluxo de caixa da empresa. O valor a ser concedido é limitado ao valor da folha de pagamento mais os encargos sociais. A empresa tem até o dia 10 de dezembro de 2003 para contratar a operação.
No Bradesco, os clientes do banco podem financiar até 100% do valor da folha de pagamento relativa ao 13º, com taxa prefixada de 3,5% ao mês. O prazo para pagar é de seis meses. A contratação vai até 20 de dezembro de 2003.
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