Agência Fenae
Nesta terça-feira, a Caixa realizou uma teleconfência com os Escritórios de Negócios, na qual instrui os superintendentes e gerentes de mercado a exercerem pressão nas unidades pelo fim da greve.
No comunicado aos EN, a direção da empresa afirma ter chegado ao limite nas negociações e que a proposta de acordo é a que foi apresentada antes de a greve ser deflagrada. Diz ainda que eventuais ajustes serão possíveis na implantação do um novo plano de cargos e salários, que já está sendo preparado.
Essa atitude da empresa visa conter o avanço e a força da greve , para viabilizar a imposição de um acordo rebaixado, em comparação com a Convenção Coletiva Nacional firmada com a Fenaban e aplicada também pelo Banco do Brasil.
Em outras palavras, está-se tentando dar aos bancários da Caixa um tratamento diferenciado, como se fôssemos bancários de segunda classe. Para uma categoria que traz viva na memória a luta que foi obrigada a travar no passado pelo jornada de seis horas e a sindicalização, direitos que eram assegurados ao demais bancários e negados aos empregados da Caixa, essa discriminação de agora torna-se absolutamente inaceitável.
A exclusão dos bancários da Caixa da Convenção Coletiva Nacional fica ainda mais fora de contexto e mais distante de ser aceita na medida que o Banco do Brasil, também um banco público federal, aplica integralmente o que foi conquistado nas negociações com a Fenaban.
A teleconferência, com as orientações que foram dadas aos superintendentes e gerentes de mercado, dificulta a busca de superação do impasse e pode gerar conflitos indesejáveis nos locais de trabalho. Mas os bancários da Caixa devem se portar com absoluta tranqüilidade. Não devem se intimidar diante de qualquer tipo de pressão e não devem também aceitar provocações que possam ter desdobramentos que só interessam aos que apostam no enfraquecimento da greve.
É indispensável manter a serenidade, com total confiança na força da luta coletiva. A greve é um direito inalienável, que não pode jamais ser usurpado. E não será agora, nesse momento novo vivido pelo país, que nós, trabalhadores, vamos refluir em nossa luta, abrindo mão de ir à greve em defesa de nossas reivindicações.
No final da manhã, a direção da Caixa acertou com a Executiva Nacional dos Bancários uma rodada de negociação para as 15h. Os sindicatos devem reforçar as assembléias do início da noite, com o objetivo de avaliar eventual proposta da empresa ou, caso não haja avanço nas negociações, garantir a continuidade da greve.
CNB/CUT – Confederação Nacional dos Bancários
CEE/Caixa – Comissão Executiva dos Empregados da Caixa
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Por Mhais• 22 de outubro de 2003• 11:57• Sem categoria
CAIXA TENTA CONTER AVANÇO DA GREVE. BANCÁRIOS NÃO DEVEM ACEITAR PROVOCAÇÃO
Agência Fenae
Nesta terça-feira, a Caixa realizou uma teleconfência com os Escritórios de Negócios, na qual instrui os superintendentes e gerentes de mercado a exercerem pressão nas unidades pelo fim da greve.
No comunicado aos EN, a direção da empresa afirma ter chegado ao limite nas negociações e que a proposta de acordo é a que foi apresentada antes de a greve ser deflagrada. Diz ainda que eventuais ajustes serão possíveis na implantação do um novo plano de cargos e salários, que já está sendo preparado.
Essa atitude da empresa visa conter o avanço e a força da greve , para viabilizar a imposição de um acordo rebaixado, em comparação com a Convenção Coletiva Nacional firmada com a Fenaban e aplicada também pelo Banco do Brasil.
Em outras palavras, está-se tentando dar aos bancários da Caixa um tratamento diferenciado, como se fôssemos bancários de segunda classe. Para uma categoria que traz viva na memória a luta que foi obrigada a travar no passado pelo jornada de seis horas e a sindicalização, direitos que eram assegurados ao demais bancários e negados aos empregados da Caixa, essa discriminação de agora torna-se absolutamente inaceitável.
A exclusão dos bancários da Caixa da Convenção Coletiva Nacional fica ainda mais fora de contexto e mais distante de ser aceita na medida que o Banco do Brasil, também um banco público federal, aplica integralmente o que foi conquistado nas negociações com a Fenaban.
A teleconferência, com as orientações que foram dadas aos superintendentes e gerentes de mercado, dificulta a busca de superação do impasse e pode gerar conflitos indesejáveis nos locais de trabalho. Mas os bancários da Caixa devem se portar com absoluta tranqüilidade. Não devem se intimidar diante de qualquer tipo de pressão e não devem também aceitar provocações que possam ter desdobramentos que só interessam aos que apostam no enfraquecimento da greve.
É indispensável manter a serenidade, com total confiança na força da luta coletiva. A greve é um direito inalienável, que não pode jamais ser usurpado. E não será agora, nesse momento novo vivido pelo país, que nós, trabalhadores, vamos refluir em nossa luta, abrindo mão de ir à greve em defesa de nossas reivindicações.
No final da manhã, a direção da Caixa acertou com a Executiva Nacional dos Bancários uma rodada de negociação para as 15h. Os sindicatos devem reforçar as assembléias do início da noite, com o objetivo de avaliar eventual proposta da empresa ou, caso não haja avanço nas negociações, garantir a continuidade da greve.
CNB/CUT – Confederação Nacional dos Bancários
CEE/Caixa – Comissão Executiva dos Empregados da Caixa
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