Isabel Braga – O Globo
BRASÍLIA – Convidado a falar na Comissão de Relações Exteriores e Segurança Nacional da Câmara sobre Alca, o vice-presidente da República, José Alencar, não perdeu a oportunidade de voltar a pedir taxas de juros menores. Alencar iniciou sua exposição afirmando ter prometido a sua mulher que não falaria sobre juros, mas não resistiu e disse que faria comentários rápidos a respeito.
Segundo Alencar, o “maior fator de envelhecimento é a angústia e “nós, homens públicos, precisamos liberar nosso sentimento, por isso falo tanto de juros”. O vice-presidente disse que, enquanto as atividades produtivas não puderem remunerar os custos de capital em condições mais vantajosas, não haverá investimento consistente no país.
– A queda de juros é que vai gerar a retomada dos investimentos mais consistentes. Temos que denunciar isso. A taxa de juros está ainda muito alta no Brasil. Se a gente comparar com outros países, os juros reais deveriam ser de 3%, mas chega a ser dez vezes maior que a de outros países. Se pagarem 3% de juros reais, é claro que os investimentos ficarão no Brasil. A balança comercial deve fechar o ano com US$ 24 bilhões graças àagricultura, que hoje já tem juros diferenciados.
Sobre a Alca, Alencar disse que o Brasil tem potencial muito grande com a agricultura, bons índices e condições excepcionais de crescer no setor de turismo. O importante na Alca, segundo ele, é ter condições iguais de crescimento.
– Mas você não tem isso porque hoje o PIB dos EUA é de US$ 10,4 trilhões, 81% do PIB de todos os outros países juntos. Você tem três blocos na Alca: América do Norte, com US$ 12,8 trilhões de PIB; América Central toda, com US$ 126 bilhões; e América do Sul com US$ 903 bilhões. A rigor, o grande mercado está na América do Norte – afirmou.
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Por Mhais• 29 de outubro de 2003• 12:29• Sem categoria
ALENCAR QUEBRA PROMESSA E VOLTA A FALAR SOBRE JUROS
Isabel Braga – O Globo
BRASÍLIA – Convidado a falar na Comissão de Relações Exteriores e Segurança Nacional da Câmara sobre Alca, o vice-presidente da República, José Alencar, não perdeu a oportunidade de voltar a pedir taxas de juros menores. Alencar iniciou sua exposição afirmando ter prometido a sua mulher que não falaria sobre juros, mas não resistiu e disse que faria comentários rápidos a respeito.
Segundo Alencar, o “maior fator de envelhecimento é a angústia e “nós, homens públicos, precisamos liberar nosso sentimento, por isso falo tanto de juros”. O vice-presidente disse que, enquanto as atividades produtivas não puderem remunerar os custos de capital em condições mais vantajosas, não haverá investimento consistente no país.
– A queda de juros é que vai gerar a retomada dos investimentos mais consistentes. Temos que denunciar isso. A taxa de juros está ainda muito alta no Brasil. Se a gente comparar com outros países, os juros reais deveriam ser de 3%, mas chega a ser dez vezes maior que a de outros países. Se pagarem 3% de juros reais, é claro que os investimentos ficarão no Brasil. A balança comercial deve fechar o ano com US$ 24 bilhões graças àagricultura, que hoje já tem juros diferenciados.
Sobre a Alca, Alencar disse que o Brasil tem potencial muito grande com a agricultura, bons índices e condições excepcionais de crescer no setor de turismo. O importante na Alca, segundo ele, é ter condições iguais de crescimento.
– Mas você não tem isso porque hoje o PIB dos EUA é de US$ 10,4 trilhões, 81% do PIB de todos os outros países juntos. Você tem três blocos na Alca: América do Norte, com US$ 12,8 trilhões de PIB; América Central toda, com US$ 126 bilhões; e América do Sul com US$ 903 bilhões. A rigor, o grande mercado está na América do Norte – afirmou.
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