da Folha Online
A greve das montadoras ganhou a adesão de novos trabalhadores nesta quarta-feira. Balanço divulgado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC mostra que mais de 24 mil funcionários aderiram hoje à paralisação aprovada em assembléia ontem à noite. Esse número representa 73,6% dos 32.594 empregados das montadoras do ABC paulista.
A greve atinge a DaimlerChrysler, Volkswagen, Ford e Scania –que estavam paradas parcialmente ontem-, além da Toyota.
Os trabalhadores rejeitaram a nova proposta de reajuste salarial do Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores), que previa o pagamento de 15,7% de reajuste apenas para quem ganhasse até R$ 4.200.
Para empregados com salários superiores a R$ 4.200 por mês, as montadoras ofereciam um aumento fixo de R$ 659,40.
Os trabalhadores querem aumento real de salário –o índice de 15,7% representa a inflação integral do período medido pelo INPC– e rejeitam os reajustes abaixo da inflação para os que ganham mais de R$ 4.200.
De volta para casa
De acordo com balanço do sindicato, a paralisação atingiu hoje todos os funcionários da Ford (5.700), Scania (2.062) e Volkswagen (14.778).
Houve paralisação parcial na DaimlerChrysler –onde 1.500 funcionários da linha de produção de motores voltaram para casa– e na Toyota –onde 350 dos 650 empregados não trabalharam.
O Sinfavea não vai se pronunciar sobre a paralisação dos funcionários das montadoras.
O sindicato marcou para amanhã novas assembléias nas portas das fábricas das montadoras.
Dos 95 mil metalúrgicos da região do ABC paulista, cerca de 33 mil estão empregados nas montadoras. Os demais trabalham para indústrias de autopeças, máquinas, fundição, entre outros.
Assembléias de trabalhadores também aprovaram a deflagração de greve geral nas empresas dos outros setores.
A relação de empresas atingidas e o total de funcionários que aderiram à greve ainda não foi fechada.
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Por Mhais• 29 de outubro de 2003• 12:26• Sem categoria
GREVE PÁRA 24 MIL NA FORD, TOYOTA, SCANIA, VOLKS E CHRYSLER
da Folha Online
A greve das montadoras ganhou a adesão de novos trabalhadores nesta quarta-feira. Balanço divulgado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC mostra que mais de 24 mil funcionários aderiram hoje à paralisação aprovada em assembléia ontem à noite. Esse número representa 73,6% dos 32.594 empregados das montadoras do ABC paulista.
A greve atinge a DaimlerChrysler, Volkswagen, Ford e Scania –que estavam paradas parcialmente ontem-, além da Toyota.
Os trabalhadores rejeitaram a nova proposta de reajuste salarial do Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores), que previa o pagamento de 15,7% de reajuste apenas para quem ganhasse até R$ 4.200.
Para empregados com salários superiores a R$ 4.200 por mês, as montadoras ofereciam um aumento fixo de R$ 659,40.
Os trabalhadores querem aumento real de salário –o índice de 15,7% representa a inflação integral do período medido pelo INPC– e rejeitam os reajustes abaixo da inflação para os que ganham mais de R$ 4.200.
De volta para casa
De acordo com balanço do sindicato, a paralisação atingiu hoje todos os funcionários da Ford (5.700), Scania (2.062) e Volkswagen (14.778).
Houve paralisação parcial na DaimlerChrysler –onde 1.500 funcionários da linha de produção de motores voltaram para casa– e na Toyota –onde 350 dos 650 empregados não trabalharam.
O Sinfavea não vai se pronunciar sobre a paralisação dos funcionários das montadoras.
O sindicato marcou para amanhã novas assembléias nas portas das fábricas das montadoras.
Dos 95 mil metalúrgicos da região do ABC paulista, cerca de 33 mil estão empregados nas montadoras. Os demais trabalham para indústrias de autopeças, máquinas, fundição, entre outros.
Assembléias de trabalhadores também aprovaram a deflagração de greve geral nas empresas dos outros setores.
A relação de empresas atingidas e o total de funcionários que aderiram à greve ainda não foi fechada.
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