SANDRA MANFRINI
da Foha Online, em Brasília
O Banco Central prevê que a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, deverá continuar em queda nos próximos meses.
A previsão consta da ata da reunião realizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária, do BC) na semana passada, que só foi divulgada hoje. Na reunião, o BC reduziu os juros pelo quinto mês seguido, de 20% para 19% ao ano.
“Com a consolidação progressiva das perspectivas favoráveis observadas recentemente para a inflação no médio prazo, o Copom avalia que deverá continuar havendo espaço para quedas adicionais da taxa Selic no futuro”, diz o documento divulgado pelo BC.
A previsão da autoridade monetária é compartilhada por analistas de mercado, que prevêem que a Selic estará entre 18% e 17% ao ano no final de dezembro.
Reajustes
De acordo com o Copom, os reajustes salariais, que estavam entre os principais fatores de risco que poderiam elevar a inflação no segundo semestre, têm ficado abaixo da inflação acumulada nos 12 meses que antecedem a data-base das principais categorias.
Por isso, o BC entende que está se consolidando a perspectiva de aumentos moderados nos rendimentos reais, “compatíveis com a retomada da atividade econômica, sem a reinstituição de práticas generalizadas de indexação [de preços à inflação passada]”.
A avaliação feita pelo Copom foi de que as projeções de inflação para os próximos 12 meses e para 2004 continuam abaixo da meta e que as expectativas de inflação estão convergindo para a trajetória das metas.
Em razão disso, se mantivesse a taxa de juros em 20% ao ano e com a taxa de câmbio em patamar próximo ao que prevalecia na véspera da reunião (R$ 2,85), a inflação em 2004 ainda ficaria abaixo do centro da meta, de 5,5%. Por isso, o Copom decidiu reduzir os juros para 19% ao ano, “dando continuidade ao processo de flexibilização da política monetária”.
Com relação ao aumento da inflação verificado em setembro, o BC afirma que o movimento correspondeu somente a “um repique temporário”, que estava associado a problemas de entressafra, ao aumento do preço internacional de algumas commodities e a reajustes de preços administrados (tarifas públicas e preços controlados como o dos combustíveis). Apesar de temporário, de acordo coma ata, alguns efeitos da entressafra ainda não se esgotaram, o que pode pressionar a inflação no curto prazo.
“Entretanto, o Copom continuará atuando de forma que os ganhos obtidos no combate à inflação até o momento sejam permanentes e, para tanto, acompanhará nos próximos meses a evolução da inflação e das diferentes medidas do seu núcleo, discriminando entre reajustes pontuais e reajustes persistentes ou generalizados de preços”, diz o documento.
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Comentários
Por Mhais• 30 de outubro de 2003• 09:52• Sem categoria
BC DIZ QUE AINDA HÁ ESPAÇO PARA QUEDAS ADICIONAIS DA SELIC
SANDRA MANFRINI
da Foha Online, em Brasília
O Banco Central prevê que a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, deverá continuar em queda nos próximos meses.
A previsão consta da ata da reunião realizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária, do BC) na semana passada, que só foi divulgada hoje. Na reunião, o BC reduziu os juros pelo quinto mês seguido, de 20% para 19% ao ano.
“Com a consolidação progressiva das perspectivas favoráveis observadas recentemente para a inflação no médio prazo, o Copom avalia que deverá continuar havendo espaço para quedas adicionais da taxa Selic no futuro”, diz o documento divulgado pelo BC.
A previsão da autoridade monetária é compartilhada por analistas de mercado, que prevêem que a Selic estará entre 18% e 17% ao ano no final de dezembro.
Reajustes
De acordo com o Copom, os reajustes salariais, que estavam entre os principais fatores de risco que poderiam elevar a inflação no segundo semestre, têm ficado abaixo da inflação acumulada nos 12 meses que antecedem a data-base das principais categorias.
Por isso, o BC entende que está se consolidando a perspectiva de aumentos moderados nos rendimentos reais, “compatíveis com a retomada da atividade econômica, sem a reinstituição de práticas generalizadas de indexação [de preços à inflação passada]”.
A avaliação feita pelo Copom foi de que as projeções de inflação para os próximos 12 meses e para 2004 continuam abaixo da meta e que as expectativas de inflação estão convergindo para a trajetória das metas.
Em razão disso, se mantivesse a taxa de juros em 20% ao ano e com a taxa de câmbio em patamar próximo ao que prevalecia na véspera da reunião (R$ 2,85), a inflação em 2004 ainda ficaria abaixo do centro da meta, de 5,5%. Por isso, o Copom decidiu reduzir os juros para 19% ao ano, “dando continuidade ao processo de flexibilização da política monetária”.
Com relação ao aumento da inflação verificado em setembro, o BC afirma que o movimento correspondeu somente a “um repique temporário”, que estava associado a problemas de entressafra, ao aumento do preço internacional de algumas commodities e a reajustes de preços administrados (tarifas públicas e preços controlados como o dos combustíveis). Apesar de temporário, de acordo coma ata, alguns efeitos da entressafra ainda não se esgotaram, o que pode pressionar a inflação no curto prazo.
“Entretanto, o Copom continuará atuando de forma que os ganhos obtidos no combate à inflação até o momento sejam permanentes e, para tanto, acompanhará nos próximos meses a evolução da inflação e das diferentes medidas do seu núcleo, discriminando entre reajustes pontuais e reajustes persistentes ou generalizados de preços”, diz o documento.
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