Estadão – CLEIDE SILVA
Pelo menos 24 mil metalúrgicos participam de protesto e linhas de montagem não operam
A greve dos metalúrgicos do ABC paralisou totalmente a produção de veículos na Volkswagen, Ford e Scania e parcialmente na Mercedes-Benz e Toyota ontem. Pelo menos 1,7 mil veículos, além de motores e peças, deixaram de ser fabricados. O movimento continua hoje e deve ter a adesão de outras regiões.
Dirigentes das montadoras passaram a tarde de ontem reunidos na Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para avaliar o reflexo da greve, mas só hoje devem divulgar um posicionamento. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à CUT, calcula o envolvimento de pelo menos 24 mil trabalhadores no protesto, quase 80% dos funcionários dessas fábricas. As empresas confirmaram a paralisação das linhas, mas não divulgaram números.
Também suspenderam atividades ontem 1,2 mil funcionários administrativos da General Motors em São Caetano do Sul, ligados à Força Sindical, e 530 trabalhadores da Volks em São Carlos, representados pela central CBTE.
A categoria rejeitou a proposta de reajuste de 15,7% para quem ganha até R$ 4,2 mil e aumento fixo de R$ 659,40 para quem recebe acima desse teto. Os metalúrgicos insistem em aumento real de 4%, reajuste integral para todos e pagamento imediato do abono referente à antecipação da data-base de novembro para outubro. As empresas querem pagar em janeiro.
“A retomada da produção vai depender da disposição das empresas em retomar as negociações”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo. “Caso elas decidam pedir o dissídio coletivo poderemos radicalizar e o movimento será mais longo.”
Hoje, devem parar os 6,5 mil trabalhadores da Volks de Taubaté e, na próxima semana, os quase 18 mil da GM de São Caetano e de São José dos Campos. As montadoras alegam operar com prejuízos e que qualquer aumento de custo vai prejudicar ainda mais a sustentabilidade das operações no País.
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Por Mhais• 30 de outubro de 2003• 10:10• Sem categoria
GREVE PÁRA MONTADORAS DO ABC
Estadão – CLEIDE SILVA
Pelo menos 24 mil metalúrgicos participam de protesto e linhas de montagem não operam
A greve dos metalúrgicos do ABC paralisou totalmente a produção de veículos na Volkswagen, Ford e Scania e parcialmente na Mercedes-Benz e Toyota ontem. Pelo menos 1,7 mil veículos, além de motores e peças, deixaram de ser fabricados. O movimento continua hoje e deve ter a adesão de outras regiões.
Dirigentes das montadoras passaram a tarde de ontem reunidos na Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para avaliar o reflexo da greve, mas só hoje devem divulgar um posicionamento. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à CUT, calcula o envolvimento de pelo menos 24 mil trabalhadores no protesto, quase 80% dos funcionários dessas fábricas. As empresas confirmaram a paralisação das linhas, mas não divulgaram números.
Também suspenderam atividades ontem 1,2 mil funcionários administrativos da General Motors em São Caetano do Sul, ligados à Força Sindical, e 530 trabalhadores da Volks em São Carlos, representados pela central CBTE.
A categoria rejeitou a proposta de reajuste de 15,7% para quem ganha até R$ 4,2 mil e aumento fixo de R$ 659,40 para quem recebe acima desse teto. Os metalúrgicos insistem em aumento real de 4%, reajuste integral para todos e pagamento imediato do abono referente à antecipação da data-base de novembro para outubro. As empresas querem pagar em janeiro.
“A retomada da produção vai depender da disposição das empresas em retomar as negociações”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo. “Caso elas decidam pedir o dissídio coletivo poderemos radicalizar e o movimento será mais longo.”
Hoje, devem parar os 6,5 mil trabalhadores da Volks de Taubaté e, na próxima semana, os quase 18 mil da GM de São Caetano e de São José dos Campos. As montadoras alegam operar com prejuízos e que qualquer aumento de custo vai prejudicar ainda mais a sustentabilidade das operações no País.
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