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CAIXA REATIVA FINANCIAMENTO HABITACIONAL PARA A CLASSE MÉDIA

Correio Braziliense – Andrea Cordeiro
A estabilidade na economia e a tendência de queda nas taxas de juros fizeram com que a Caixa Econômica Federal ressuscitasse ontem a Carta de Crédito Caixa, modalidade de financiamento para compra de imóveis que tem como público-alvo a classe média. Para este ano, o banco tem R$ 500 milhões disponíveis para financiar imóveis residenciais e comerciais, com taxa de juros de 13,7% ao ano, por até 15 anos.
Em agosto de 2001, esse financiamento foi interrompido, por causa da instabilidade na economia, com a crise no setor elétrico e, no ano seguinte, com as eleições. Segundo o vice-presidente de Negócios Bancários e Imobiliários da Caixa, Fábio Lenza, a estabilidade atual permite que o banco volte a financiar imóveis para a classe média. Lenza acrescenta ainda que, caso a procura seja grande, a Caixa tem condições de atender a toda a demanda. ‘‘Se os recursos previstos para 2003 acabarem, o banco tem condições de buscar mais recursos no mercado financeiro’’, avisa Lenza. O dinheiro usado na Carta tem origem na poupança e na Letra Hipotecária.
A população de classe média do Distrito Federal está comemorando o financiamento. Esse público é impedido de financiar imóveis com recursos do FGTS porque a renda mensal é limitada a R$ 4,5 mil. O advogado Luiz Fernando Moreira, 42 anos, está animado. Ele quer comprar um imóvel na Asa Norte e precisa de R$ 100 mil para quitá-lo (40% do valor total). O restante do valor, cerca de R$ 150 mil, será pago com o FGTS. O financiamento caiu do céu. Moreira procurou informações em bancos privados e estava até desanimado com os custos. ‘‘Agora, poderei fazer a compra’’, comemora.
Bom negócio
A taxa de juros é atraente e um bom negócio para a classe média, lembra o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo ele, a taxa é uma das menores do mercado para esse público. ‘‘Os bancos privados chegam a cobrar até 18% ao ano’’, revela.
Para as construtoras, a Carta de Crédito Caixa é excelente. De acordo com o diretor-presidente da PaulOOctavio, Marcelo Carvalho, o financiamento abrirá o mercado para um público que passou 2003 sem acesso a linha de crédito com prazo tão longo e com prestação que se encaixasse na renda. ‘‘A venda de imóveis prontos será 40% mais veloz com o financiamento. Até o mercado de usados será beneficiado’’, completa.
A Carta também permite o financiamento de até 50% de imóveis comerciais. O financiamento mínimo é de R$ 5,1 mil, com prazo máximo de 72 meses e juros de 18% ao ano mais TR. Para construir imóvel comercial, a diferença é a construção deve ser concluída em 18 meses.

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CAIXA REATIVA FINANCIAMENTO HABITACIONAL PARA A CLASSE MÉDIA

Correio Braziliense – Andrea Cordeiro

A estabilidade na economia e a tendência de queda nas taxas de juros fizeram com que a Caixa Econômica Federal ressuscitasse ontem a Carta de Crédito Caixa, modalidade de financiamento para compra de imóveis que tem como público-alvo a classe média. Para este ano, o banco tem R$ 500 milhões disponíveis para financiar imóveis residenciais e comerciais, com taxa de juros de 13,7% ao ano, por até 15 anos.

Em agosto de 2001, esse financiamento foi interrompido, por causa da instabilidade na economia, com a crise no setor elétrico e, no ano seguinte, com as eleições. Segundo o vice-presidente de Negócios Bancários e Imobiliários da Caixa, Fábio Lenza, a estabilidade atual permite que o banco volte a financiar imóveis para a classe média. Lenza acrescenta ainda que, caso a procura seja grande, a Caixa tem condições de atender a toda a demanda. ‘‘Se os recursos previstos para 2003 acabarem, o banco tem condições de buscar mais recursos no mercado financeiro’’, avisa Lenza. O dinheiro usado na Carta tem origem na poupança e na Letra Hipotecária.

A população de classe média do Distrito Federal está comemorando o financiamento. Esse público é impedido de financiar imóveis com recursos do FGTS porque a renda mensal é limitada a R$ 4,5 mil. O advogado Luiz Fernando Moreira, 42 anos, está animado. Ele quer comprar um imóvel na Asa Norte e precisa de R$ 100 mil para quitá-lo (40% do valor total). O restante do valor, cerca de R$ 150 mil, será pago com o FGTS. O financiamento caiu do céu. Moreira procurou informações em bancos privados e estava até desanimado com os custos. ‘‘Agora, poderei fazer a compra’’, comemora.

Bom negócio
A taxa de juros é atraente e um bom negócio para a classe média, lembra o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo ele, a taxa é uma das menores do mercado para esse público. ‘‘Os bancos privados chegam a cobrar até 18% ao ano’’, revela.

Para as construtoras, a Carta de Crédito Caixa é excelente. De acordo com o diretor-presidente da PaulOOctavio, Marcelo Carvalho, o financiamento abrirá o mercado para um público que passou 2003 sem acesso a linha de crédito com prazo tão longo e com prestação que se encaixasse na renda. ‘‘A venda de imóveis prontos será 40% mais veloz com o financiamento. Até o mercado de usados será beneficiado’’, completa.

A Carta também permite o financiamento de até 50% de imóveis comerciais. O financiamento mínimo é de R$ 5,1 mil, com prazo máximo de 72 meses e juros de 18% ao ano mais TR. Para construir imóvel comercial, a diferença é a construção deve ser concluída em 18 meses.

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