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CPI BANESTADO: COMISSÃO PEDE QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO DE EMPRESAS E PESSOA

Globo Minas
BELO HORIZONTE – A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades no caso do extinto Banestado pediu nesta terça-feira, em Belo Horizonte, quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de cinco pessoas e empresas envolvidas na investigação. Entre eles está o empresário Haroldo Bicalho, que teria vínculo com uma empresa de factoring, além de algumas empresas das Organizações Manoel Bernardes.
Nesta terça-feira foram ouvidas seis testemunhas. O diretor financeiro da Manoel Bernardes, José Eustáquio Cardoso, afirmou não ter conhecimento de operações ilegais do grupo e que apenas centralizava o pagamento de clientes internacionais. Segundo ele, a instituição nunca transferiu dinheiro para fora do país e que não têm conhecimento do que são as contas CC-5. O sócio da organização, Marcelo Oliveira Bernardes, afirmou, também em depoimento, que a empresa realizava operações com a Beacom Hill, mas Cardoso não soube explicar a razão da emissão de US$ 3,6 milhões para o exterior.
O presidente da antiga construtora Mendes Júnior, Murilo Mendes, que está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de superfaturamento em obras da prefeitura no valor de R$ 800 milhões, também prestou depoimento. Ele foi questionado sobre a existência de um caixa dois que seria operado por ex-funcionários da empreiteira. O empresário afirmou que este tipo de política é contra a norma da empresa e que não tem conhecimento da prática.
Segundo o integrante da comissão, deputado federal João Paulo Gomes (PL-MG), a comissão encerra, temporariamente, após esta fase de colhimento de depoimentos, os trabalhos em Minas. Os deputados e senadores se reúnem em Brasília a partir desta quarta, onde discutem os resultados obtidos.

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CPI BANESTADO: COMISSÃO PEDE QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO DE EMPRESAS E PESSOA

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BELO HORIZONTE – A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades no caso do extinto Banestado pediu nesta terça-feira, em Belo Horizonte, quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de cinco pessoas e empresas envolvidas na investigação. Entre eles está o empresário Haroldo Bicalho, que teria vínculo com uma empresa de factoring, além de algumas empresas das Organizações Manoel Bernardes.

Nesta terça-feira foram ouvidas seis testemunhas. O diretor financeiro da Manoel Bernardes, José Eustáquio Cardoso, afirmou não ter conhecimento de operações ilegais do grupo e que apenas centralizava o pagamento de clientes internacionais. Segundo ele, a instituição nunca transferiu dinheiro para fora do país e que não têm conhecimento do que são as contas CC-5. O sócio da organização, Marcelo Oliveira Bernardes, afirmou, também em depoimento, que a empresa realizava operações com a Beacom Hill, mas Cardoso não soube explicar a razão da emissão de US$ 3,6 milhões para o exterior.

O presidente da antiga construtora Mendes Júnior, Murilo Mendes, que está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de superfaturamento em obras da prefeitura no valor de R$ 800 milhões, também prestou depoimento. Ele foi questionado sobre a existência de um caixa dois que seria operado por ex-funcionários da empreiteira. O empresário afirmou que este tipo de política é contra a norma da empresa e que não tem conhecimento da prática.

Segundo o integrante da comissão, deputado federal João Paulo Gomes (PL-MG), a comissão encerra, temporariamente, após esta fase de colhimento de depoimentos, os trabalhos em Minas. Os deputados e senadores se reúnem em Brasília a partir desta quarta, onde discutem os resultados obtidos.

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