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LUCRO DE 9 MESES DO ITAÚ CRESCE 36%, PARA R$ 2,3 BILHÕES

O ganho com a marcação a mercado da carteira de títulos e com a expansão da margem financeira neutralizou o aumento sazonal das despesas com pessoal do terceiro trimestre e a estabilidade do crédito, justificando o lucro líquido consolidado de R$ 807 milhões do Banco Itaú Holding Financeira no terceiro trimestre, acumulando R$ 2,298 bilhões em nove meses. Somente o Santander Banespa teve um lucro maior, de R$ 2,324 bilhões nos primeiros nove meses de 2002. Em todo o ano passado, o Itaú lucrou R$ 2,377 bilhões.
O resultado do Itaú é 36,22% superior aos R$ 1,687 bilhão dos primeiros nove meses de 2002. Pelo quinto trimestre consecutivo o lucro cresceu acima de 30%.
A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido de R$ 11,464 bilhões no final de setembro ficou em 27,6%. Só no terceiro trimestre, o retorno foi de 31,3%.
O presidente do Itaú, Roberto Setubal, afirmou ao Valor que o resultado “reflete as aquisições feitas e as iniciativas de controle de despesas”. Ele notou também que o banco reforçou áreas em que não era tão forte no passado como previdência, seguros e cartões. A expectativa é que 2004 será ainda melhor. “Será um ano bastante positivo para o país e para o banco, com a redução dos juros e expansão da economia”, disse Setubal.
As operações de varejo (Banco Itaú) contribuíram com 38,1% do resultado do terceiro trimestre (R$ 308 milhões), o atacado (Banco Itaú-BBA), com 23,5% ou R$ 190 milhões; os cartões de crédito, com 18,3% ou R$ 148 milhões; seguros e previdência, 18,2% (R$ 147 milhões) e a área de gestão de fundos e carteiras, com 6,1%, equivalentes a R$ 49 milhões. Os dados não incluem a recente compra das operações de vida e previdência da AGF.
A carteira de crédito do Itaú fechou setembro em R$ 42,699 bilhões, abaixo dos R$ 44,586 bilhões do final do primeiro semestre, mas 7,59% acima dos R$ 39,687 bilhões de setembro de 2002. A expectativa do diretor de controladoria, Silvio de Carvalho, é que o desempenho do último trimestre garanta uma expansão de 10% da carteira de crédito neste ano. Já no próximo ano, com a reativação da economia, a carteira deve crescer 20% nominais ou 12% reais, previu.
Crescimento superior ao do total da própria carteira de crédito foi o das operações com pequenas e médias empresas, que aumentaram 30,4% em doze meses. O diretor de controladoria notou o aumento da presença de pessoas físicas no balanço, com a expansão das operações de financiamento de veículos propiciada pela aquisição do Banco Fiat e a fusão com o BBA, que trouxe junto a Fináustria.
O Itaú e seu controlado, o Banerj, lançaram a linha de microcrédito em agosto, atendendo exigência do Banco Central. Até setembro, 6 mil clientes haviam tomado R$ 3 milhões.
O resultado do Itaú ficou acima das expectativas dos especialistas. O analista Paul Tucker, da Merrill Lynch, observou em relatório enviado a clientes que a margem financeira sobre os ativos aumentou 230 pontos-base e que os ganhos com títulos e hedging “tiveram um papel importante nos resultados fortes juntamente com a queda nas exigências de reservas”.
Carvalho informou que o ganho com a marcação a mercado da carteira de títulos ficou em R$ 268 milhões antes dos impostos, compensando as despesas de R$ 108 milhões com o dissídio dos bancários. Durante este ano, foi amortizado integralmente o ágio pago na compra do Banco Fiat, feita em 26 de março, que contribuiu para o prejuízo extraordinário de R$ 563 milhões em nove meses.
A receita de crédito nos nove meses deste ano despencou 58,7%, para R$ 4,7 bilhões, em comparação com igual período de 2002; e a com títulos e valores, desabou 86,8% para R$ 1,088 bilhão em igual comparação. Carvalho afirmou que essas receitas foram afetadas pela apreciação cambial. Já a posição do Itaú em investimentos no exterior (US$ 1,7 bilhão) foi neutralizada com hedge. As despesas com provisões ficaram estabilizadas em R$ 1,6 bilhão.
Valor Econômico – Maria Christina Carvalho

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LUCRO DE 9 MESES DO ITAÚ CRESCE 36%, PARA R$ 2,3 BILHÕES

O ganho com a marcação a mercado da carteira de títulos e com a expansão da margem financeira neutralizou o aumento sazonal das despesas com pessoal do terceiro trimestre e a estabilidade do crédito, justificando o lucro líquido consolidado de R$ 807 milhões do Banco Itaú Holding Financeira no terceiro trimestre, acumulando R$ 2,298 bilhões em nove meses. Somente o Santander Banespa teve um lucro maior, de R$ 2,324 bilhões nos primeiros nove meses de 2002. Em todo o ano passado, o Itaú lucrou R$ 2,377 bilhões.

O resultado do Itaú é 36,22% superior aos R$ 1,687 bilhão dos primeiros nove meses de 2002. Pelo quinto trimestre consecutivo o lucro cresceu acima de 30%.

A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido de R$ 11,464 bilhões no final de setembro ficou em 27,6%. Só no terceiro trimestre, o retorno foi de 31,3%.

O presidente do Itaú, Roberto Setubal, afirmou ao Valor que o resultado “reflete as aquisições feitas e as iniciativas de controle de despesas”. Ele notou também que o banco reforçou áreas em que não era tão forte no passado como previdência, seguros e cartões. A expectativa é que 2004 será ainda melhor. “Será um ano bastante positivo para o país e para o banco, com a redução dos juros e expansão da economia”, disse Setubal.

As operações de varejo (Banco Itaú) contribuíram com 38,1% do resultado do terceiro trimestre (R$ 308 milhões), o atacado (Banco Itaú-BBA), com 23,5% ou R$ 190 milhões; os cartões de crédito, com 18,3% ou R$ 148 milhões; seguros e previdência, 18,2% (R$ 147 milhões) e a área de gestão de fundos e carteiras, com 6,1%, equivalentes a R$ 49 milhões. Os dados não incluem a recente compra das operações de vida e previdência da AGF.

A carteira de crédito do Itaú fechou setembro em R$ 42,699 bilhões, abaixo dos R$ 44,586 bilhões do final do primeiro semestre, mas 7,59% acima dos R$ 39,687 bilhões de setembro de 2002. A expectativa do diretor de controladoria, Silvio de Carvalho, é que o desempenho do último trimestre garanta uma expansão de 10% da carteira de crédito neste ano. Já no próximo ano, com a reativação da economia, a carteira deve crescer 20% nominais ou 12% reais, previu.

Crescimento superior ao do total da própria carteira de crédito foi o das operações com pequenas e médias empresas, que aumentaram 30,4% em doze meses. O diretor de controladoria notou o aumento da presença de pessoas físicas no balanço, com a expansão das operações de financiamento de veículos propiciada pela aquisição do Banco Fiat e a fusão com o BBA, que trouxe junto a Fináustria.

O Itaú e seu controlado, o Banerj, lançaram a linha de microcrédito em agosto, atendendo exigência do Banco Central. Até setembro, 6 mil clientes haviam tomado R$ 3 milhões.

O resultado do Itaú ficou acima das expectativas dos especialistas. O analista Paul Tucker, da Merrill Lynch, observou em relatório enviado a clientes que a margem financeira sobre os ativos aumentou 230 pontos-base e que os ganhos com títulos e hedging “tiveram um papel importante nos resultados fortes juntamente com a queda nas exigências de reservas”.

Carvalho informou que o ganho com a marcação a mercado da carteira de títulos ficou em R$ 268 milhões antes dos impostos, compensando as despesas de R$ 108 milhões com o dissídio dos bancários. Durante este ano, foi amortizado integralmente o ágio pago na compra do Banco Fiat, feita em 26 de março, que contribuiu para o prejuízo extraordinário de R$ 563 milhões em nove meses.

A receita de crédito nos nove meses deste ano despencou 58,7%, para R$ 4,7 bilhões, em comparação com igual período de 2002; e a com títulos e valores, desabou 86,8% para R$ 1,088 bilhão em igual comparação. Carvalho afirmou que essas receitas foram afetadas pela apreciação cambial. Já a posição do Itaú em investimentos no exterior (US$ 1,7 bilhão) foi neutralizada com hedge. As despesas com provisões ficaram estabilizadas em R$ 1,6 bilhão.

Valor Econômico – Maria Christina Carvalho

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