Agência Brasil
Agência Câmara
BRASÍLIA – A CPI Mista do Banestado, criada para investigar a evasão de divisas por meio das contas CC5, decidiu, nesta quinta-feira, que vai interrogar Norma Regina Emílio da Cunha, ex-mulher do juiz federal João Carlos da Rocha Matos. Os dois estão sob investigação da Polícia Federal por formação de quadrilha, venda de sentenças judiciais e facilitação de contrabando. A CPI aprovou um total de 38 requerimentos, dois deles referentes à chamada Operação Anaconda, que desbaratou a quadrilha, integrada por três juízes, policiais federais e advogados.
A CPI decidiu também requisitar à Polícia Federal e ao Ministério Público cópias dos documentos e gravações apreendidos na casa de Norma Regina, que é auditora aposentada da Receita Federal.
O presidente da Comissão, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), disse que o interesse nas investigações da Operação Anaconda decorre do fato de terem sido encontrados na casa de Norma comprovantes da remessa de dinheiro para contas bancárias no exterior, em meio a cerca de US$ 500 mil e barras de ouro.
– Há uma conexão direta entre o material apreendido com o objeto desta CPI. É muito provável que Norma Regina seja testa-de-ferro da quadrilha, e que já tenha enviado recursos ao exterior através de contas clandestinas e não declaradas – disse o senador.
Nas próximas segunda e terça-feira, a CPI promoverá diligência no Rio Janeiro. A Comissão aprovou doze requerimentos do relator, deputado José Mentor (PT-SP), que convocam para depor várias pessoas envolvidas no escândalo do Propinoduto. Serão ouvidos, entre outros, Rodrigo Silveirinha Correa e Carlos Eduardo Pereira Ramos, fiscais do governo do Rio de Janeiro apontados pela CPI do Propinoduto como integrantes do esquema de evasão de divisas ao exterior.
Também foram convocados o ex-secretário de Fazenda do Rio, Antonio Carlos Sasse, representantes do Discount Bank and Trust Company, e pessoas que trabalhavam para os empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, que teriam sido usadas como “laranjas”.
Mentor pediu também a transferência de sigilo, para a CPI, do processo de privatização do Terminal Menezes Cortes, no Rio de Janeiro (RJ), “incluindo o acesso de membros e assessores credenciados aos autos, com a devida permissão para a extração de cópias”. Segundo o deputado Alexandre Santos (PP-RJ), há denúncias de que o terminal tenha sido adquirido por uma empresa off-shore, com recursos depositados no exterior a partir de operações de remessa ilegal e lavagem de dinheiro.
Notícias recentes
- Governo Lula vai registrar a menor inflação da história, diz Haddad
- Trabalhador se mantém na luta coletiva, aponta pesquisa, segundo Sérgio Nobre
- Congresso aprova Orçamento para 2026
- Após adiamentos, Banco Central desiste de regular Pix Parcelado
- Bolsa supera os 164 mil pontos e bate terceiro recorde seguido
Comentários
Por Mhais• 7 de novembro de 2003• 10:05• Sem categoria
CPI DO BANESTADO INVESTIGA OPERAÇÃO ANACONDA E PROPINODUTO
Agência Brasil
Agência Câmara
BRASÍLIA – A CPI Mista do Banestado, criada para investigar a evasão de divisas por meio das contas CC5, decidiu, nesta quinta-feira, que vai interrogar Norma Regina Emílio da Cunha, ex-mulher do juiz federal João Carlos da Rocha Matos. Os dois estão sob investigação da Polícia Federal por formação de quadrilha, venda de sentenças judiciais e facilitação de contrabando. A CPI aprovou um total de 38 requerimentos, dois deles referentes à chamada Operação Anaconda, que desbaratou a quadrilha, integrada por três juízes, policiais federais e advogados.
A CPI decidiu também requisitar à Polícia Federal e ao Ministério Público cópias dos documentos e gravações apreendidos na casa de Norma Regina, que é auditora aposentada da Receita Federal.
O presidente da Comissão, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), disse que o interesse nas investigações da Operação Anaconda decorre do fato de terem sido encontrados na casa de Norma comprovantes da remessa de dinheiro para contas bancárias no exterior, em meio a cerca de US$ 500 mil e barras de ouro.
– Há uma conexão direta entre o material apreendido com o objeto desta CPI. É muito provável que Norma Regina seja testa-de-ferro da quadrilha, e que já tenha enviado recursos ao exterior através de contas clandestinas e não declaradas – disse o senador.
Nas próximas segunda e terça-feira, a CPI promoverá diligência no Rio Janeiro. A Comissão aprovou doze requerimentos do relator, deputado José Mentor (PT-SP), que convocam para depor várias pessoas envolvidas no escândalo do Propinoduto. Serão ouvidos, entre outros, Rodrigo Silveirinha Correa e Carlos Eduardo Pereira Ramos, fiscais do governo do Rio de Janeiro apontados pela CPI do Propinoduto como integrantes do esquema de evasão de divisas ao exterior.
Também foram convocados o ex-secretário de Fazenda do Rio, Antonio Carlos Sasse, representantes do Discount Bank and Trust Company, e pessoas que trabalhavam para os empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, que teriam sido usadas como “laranjas”.
Mentor pediu também a transferência de sigilo, para a CPI, do processo de privatização do Terminal Menezes Cortes, no Rio de Janeiro (RJ), “incluindo o acesso de membros e assessores credenciados aos autos, com a devida permissão para a extração de cópias”. Segundo o deputado Alexandre Santos (PP-RJ), há denúncias de que o terminal tenha sido adquirido por uma empresa off-shore, com recursos depositados no exterior a partir de operações de remessa ilegal e lavagem de dinheiro.
Deixe um comentário