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EXCLUSÃO ESCOLAR É “TRAGÉDIA NACIONAL”, DIZ MINISTÉRIO

Gazeta do Povo
Cerca de 3% das crianças com idade para freqüentar o ensino fundamental e 20% dos adolescentes que deveriam cursar o ensino médio estão fora da escola no Brasil. “Esses dados revelam um quadro de exclusão que é uma verdadeira tragédia nacional. E é esse cenário que queremos mudar”, diz a diretora de programas da Secretaria de Inclusão Educacional (Secrie) do Ministério da Educação, Magdalena Queiroz. Segundo ela, 70% dos brasileiros em idade escolar que estão fora da escola vivem em zonas rurais.
A diretora está em Curitiba participando do seminário “Capacitar para incluir”. O evento é voltado para cerca de 70 professores, diretores, secretários de Educação e representantes de organizações não-governamentais. Eles estão tendo a oportunidade de conhecer a Secrie, criada em julho, além de apresentarem sugestões de propostas de trabalho. Até o fim de novembro, esse seminário terá sido realizado em todos os estados e no Distrito Federal.
O “Capacitar para incluir” terá uma segunda fase, em dezembro, quando os educadores serão capacitados, por meio de teleconferências, para executar os projetos da secretaria. “Com isso, estaremos criando uma rede de agentes de inclusão educacional”, informa Magdalena Queiroz.
O trabalho da Secrie é promover o ingresso, o regresso e a permanência com sucesso da criança na escola. Com esse propósito, em 2004, a secretaria deve desenvolver ações educativas complementares nos municípios que participam dos programas de assistência social do governo federal e que, na sua maioria, apresentam baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). “Infelizmente, não teremos recursos para desenvolver os programas em todas as cidades brasileiras”, lamenta.
Alguns exemplos de ações educativas complementares são o reforço escolar, projetos ligados a apresentações teatrais e à prática desportiva. “Além de tornar a escola mais atrativa, essas ações melhoram o desempenho escolar, o que é fundamental, já que hoje mais da metade das crianças que concluem a 4.ª série não entendem o que lêem e não dominam as quatro operações fundamentais.”
O trabalho da Secrie também deve priorizar a execução das diretrizes operacionais nas escolas do campo, onde a exclusão é maior. As diretrizes foram aprovadas em abril de 2002, mas até hoje estão apenas no papel. Elas sugerem capacitação diferenciada dos professores que trabalham com essa população, um amplo estudo sobre o transporte escolar e o estabelecimento de um calendário diferenciado, que considere, entre outras coisas, o período de colheita, quando as crianças abandonam a escola. Um trabalho semelhante deve ser desenvolvido nas escolas que ficam em regiões de florestas.
Andréa Morais

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EXCLUSÃO ESCOLAR É “TRAGÉDIA NACIONAL”, DIZ MINISTÉRIO

Gazeta do Povo

Cerca de 3% das crianças com idade para freqüentar o ensino fundamental e 20% dos adolescentes que deveriam cursar o ensino médio estão fora da escola no Brasil. “Esses dados revelam um quadro de exclusão que é uma verdadeira tragédia nacional. E é esse cenário que queremos mudar”, diz a diretora de programas da Secretaria de Inclusão Educacional (Secrie) do Ministério da Educação, Magdalena Queiroz. Segundo ela, 70% dos brasileiros em idade escolar que estão fora da escola vivem em zonas rurais.

A diretora está em Curitiba participando do seminário “Capacitar para incluir”. O evento é voltado para cerca de 70 professores, diretores, secretários de Educação e representantes de organizações não-governamentais. Eles estão tendo a oportunidade de conhecer a Secrie, criada em julho, além de apresentarem sugestões de propostas de trabalho. Até o fim de novembro, esse seminário terá sido realizado em todos os estados e no Distrito Federal.

O “Capacitar para incluir” terá uma segunda fase, em dezembro, quando os educadores serão capacitados, por meio de teleconferências, para executar os projetos da secretaria. “Com isso, estaremos criando uma rede de agentes de inclusão educacional”, informa Magdalena Queiroz.

O trabalho da Secrie é promover o ingresso, o regresso e a permanência com sucesso da criança na escola. Com esse propósito, em 2004, a secretaria deve desenvolver ações educativas complementares nos municípios que participam dos programas de assistência social do governo federal e que, na sua maioria, apresentam baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). “Infelizmente, não teremos recursos para desenvolver os programas em todas as cidades brasileiras”, lamenta.

Alguns exemplos de ações educativas complementares são o reforço escolar, projetos ligados a apresentações teatrais e à prática desportiva. “Além de tornar a escola mais atrativa, essas ações melhoram o desempenho escolar, o que é fundamental, já que hoje mais da metade das crianças que concluem a 4.ª série não entendem o que lêem e não dominam as quatro operações fundamentais.”

O trabalho da Secrie também deve priorizar a execução das diretrizes operacionais nas escolas do campo, onde a exclusão é maior. As diretrizes foram aprovadas em abril de 2002, mas até hoje estão apenas no papel. Elas sugerem capacitação diferenciada dos professores que trabalham com essa população, um amplo estudo sobre o transporte escolar e o estabelecimento de um calendário diferenciado, que considere, entre outras coisas, o período de colheita, quando as crianças abandonam a escola. Um trabalho semelhante deve ser desenvolvido nas escolas que ficam em regiões de florestas.

Andréa Morais

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