FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, disse hoje que a inclusão social se faz por meio do trabalho. Segundo ele, programas de transferência de renda ajudam a “matar a fome”, mas não promovem a inclusão.
“A inclusão verdadeira se faz pelo trabalho. As pessoas não se incluem por ter dinheiro no bolso, mas quando se sentem parte do processo da sociedade. O dinheiro no bolso mata a fome, mas não inclui”, disse ele hoje em São Paulo em debate sobre reforma trabalhista e crescimento econômico.
Wagner afirmou que o desemprego atual é uma espécie de “câncer”, que afeta hoje também os Estados Unidos e a Europa. “Essa carência de trabalho não é gripe comum. É uma dessas doenças como câncer, que há tanto tempo se pesquisa e não se chega à causa definitiva.”
O ministro disse que o grande desafio do governo será a “bandeira do trabalho”. “Não a bandeira do emprego, porque não tem emprego tradicional para todo mundo. Mas a do trabalho como inclusão.”
Wagner também defendeu a alteração do atual modelo econômico, responsável pela “exclusão social”. “Caso contrário, estaremos enxugando gelo. As empresas são escravas de uma lógica que diz que só vende se baratear mão-de-obra.”
Segundo o ministro, a reforma trabalhista não será responsável pela ampliação da geração do emprego. “Não vamos nos enganar. Não é a legislação trabalhista que impede o nosso crescimento. Não vamos dizer que reforma trabalhista terá de fazer geração de emprego. Porque se a economia crescer, vamos empregar.”
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Por Mhais• 12 de novembro de 2003• 09:48• Sem categoria
WAGNER CHAMA DESEMPREGO DE CÂNCER E DEFENDE INCLUSÃO PELO TRABALHO
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, disse hoje que a inclusão social se faz por meio do trabalho. Segundo ele, programas de transferência de renda ajudam a “matar a fome”, mas não promovem a inclusão.
“A inclusão verdadeira se faz pelo trabalho. As pessoas não se incluem por ter dinheiro no bolso, mas quando se sentem parte do processo da sociedade. O dinheiro no bolso mata a fome, mas não inclui”, disse ele hoje em São Paulo em debate sobre reforma trabalhista e crescimento econômico.
Wagner afirmou que o desemprego atual é uma espécie de “câncer”, que afeta hoje também os Estados Unidos e a Europa. “Essa carência de trabalho não é gripe comum. É uma dessas doenças como câncer, que há tanto tempo se pesquisa e não se chega à causa definitiva.”
O ministro disse que o grande desafio do governo será a “bandeira do trabalho”. “Não a bandeira do emprego, porque não tem emprego tradicional para todo mundo. Mas a do trabalho como inclusão.”
Wagner também defendeu a alteração do atual modelo econômico, responsável pela “exclusão social”. “Caso contrário, estaremos enxugando gelo. As empresas são escravas de uma lógica que diz que só vende se baratear mão-de-obra.”
Segundo o ministro, a reforma trabalhista não será responsável pela ampliação da geração do emprego. “Não vamos nos enganar. Não é a legislação trabalhista que impede o nosso crescimento. Não vamos dizer que reforma trabalhista terá de fazer geração de emprego. Porque se a economia crescer, vamos empregar.”
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