A exumação do corpo do ex-diretor da Banestado Leasing Osvaldo Magalhães dos Santos Filho, autorizada pelo juiz da 2ª Vara Federal Criminal em Curitiba, Sérgio Moro, deverá ser realizada no próximo sábado.
Segundo o presidente da CPI do Banestado, deputado Neivo Beraldin, a exumação deverá ser paga pela Assembléia Legislativa. Ele diz que a exumação deve custar cerca de R$ 4 mil entre passagens e hospedagem dos peritos da Polícia Federal em Brasília e taxas do Cemitério Parque Iguaçu, onde está sepultado o corpo.
O material recolhido da exumação deverá ser analisado pelos legistas do Rio Grande do Sul.
Magalhães dos Santos morreu no feriado de 7 de setembro em 1998, quando bateu o carro contra um caminhão, na BR 277, perto de Palmeira. O corpo ficou desfigurado e o velório foi em caixão lacrado. A morte ocorreu em meio a um escândalo em que Oswaldinho, como era conhecido, era acusado de conceder empréstimos irregulares. Os deputados da CPI suspeitam que ele pode ter forjado a própria morte.
O corpo foi liberado para sepultamento sem ser fotografado e sem o recolhimento das impressões digitais, não foi feito o exame da arcada dentária e nem foi feita coleta de material genético – procedimento habitual quando o cadáver fica desfigurado ou envolve um homem público.
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