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EMPREGO COM CARTEIRA CAI NA CAPITAL E CRESCE NO INTERIOR

Luis Alfredo Dolci – Diário de S.Paulo

SÃO PAULO – A queda do poder aquisitivo e o crescimento lento da economia brasileira empurraram um número cada vez maior de trabalhadores para o mercado informal na Grande São Paulo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de pessoas que trabalham sem carteira ou por conta própria pulou de 2,84 milhões em setembro de 2002 para 3,25 milhões em setembro deste ano – um crescimento de 14,6%. Na prática, isso significa mais 416 mil trabalhadores na informalidade, sem direito a 13º salário, Fundo de Garantia e férias remuneradas.

No interior, o movimento foi inverso. As exportações ajudaram a aumentar o número de empregos com carteira assinada. Levantamento do Ministério do Trabalho aponta que das 317 mil novas ocupações criadas no estado entre janeiro e setembro deste ano, 79% (249 mil) surgiram em cidades do interior paulista.

– As regiões que abrigam pólos industriais voltados principalmente para a exportação foram as que tiveram mais condições de criar novas vagas. É o caso de vários locais do interior paulista, com destaque para o pólo calçadista de Franca – diz a coordenadora do Observatório do Mercado de Trabalho do ministério, Rosane Maia.

De janeiro a setembro deste ano, a criação de vagas foi mais intensa no interior de São Paulo e também de outros estados como Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Apesar dos empregos formais criados no interior de São Paulo e de outros estados neste ano, trabalhar com carteira assinada é um privilégio de apenas 28% dos 78 milhões de trabalhadores do país, segundo a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) de 2002. Na Grande São Paulo, existem 3,63 milhões de empregados com registro (46,4% do total).

Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo, o crescimento da informalidade também está relacionada à entrada de trabalhadores da mesma família no mercado em busca de uma colocação para complementar o orçamento.

– Em períodos de crise, é comum aumentar o número de pessoas que antes não trabalhavam nem procuravam emprego, e que agora se vêem obrigadas a ajudar no orçamento doméstico, porque a renda caiu ou por haver algum membro da família desempregado. Em geral, o destino desses novos trabalhadores é a informalidade – explica Azeredo. Para o secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, Marcio Pochmann, as regiões industrializadas em torno das capitais foram as que mais sofreram com o fraco desempenho da economia no primeiro semestre.

Porém, ele lembra que quando a economia começar a reagir, no início de 2004, as grandes regiões metropolitanas, como a de São Paulo, serão as primeiras a mostrar a retomada do emprego.

– O importante é que o crescimento seja sustentado, e não mais passageiro, como o Brasil presenciou por sete vezes desde 1981 – observa Pochmann.

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EMPREGO COM CARTEIRA CAI NA CAPITAL E CRESCE NO INTERIOR

Luis Alfredo Dolci – Diário de S.Paulo
SÃO PAULO – A queda do poder aquisitivo e o crescimento lento da economia brasileira empurraram um número cada vez maior de trabalhadores para o mercado informal na Grande São Paulo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de pessoas que trabalham sem carteira ou por conta própria pulou de 2,84 milhões em setembro de 2002 para 3,25 milhões em setembro deste ano – um crescimento de 14,6%. Na prática, isso significa mais 416 mil trabalhadores na informalidade, sem direito a 13º salário, Fundo de Garantia e férias remuneradas.
No interior, o movimento foi inverso. As exportações ajudaram a aumentar o número de empregos com carteira assinada. Levantamento do Ministério do Trabalho aponta que das 317 mil novas ocupações criadas no estado entre janeiro e setembro deste ano, 79% (249 mil) surgiram em cidades do interior paulista.
– As regiões que abrigam pólos industriais voltados principalmente para a exportação foram as que tiveram mais condições de criar novas vagas. É o caso de vários locais do interior paulista, com destaque para o pólo calçadista de Franca – diz a coordenadora do Observatório do Mercado de Trabalho do ministério, Rosane Maia.
De janeiro a setembro deste ano, a criação de vagas foi mais intensa no interior de São Paulo e também de outros estados como Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.
Apesar dos empregos formais criados no interior de São Paulo e de outros estados neste ano, trabalhar com carteira assinada é um privilégio de apenas 28% dos 78 milhões de trabalhadores do país, segundo a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) de 2002. Na Grande São Paulo, existem 3,63 milhões de empregados com registro (46,4% do total).
Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo, o crescimento da informalidade também está relacionada à entrada de trabalhadores da mesma família no mercado em busca de uma colocação para complementar o orçamento.
– Em períodos de crise, é comum aumentar o número de pessoas que antes não trabalhavam nem procuravam emprego, e que agora se vêem obrigadas a ajudar no orçamento doméstico, porque a renda caiu ou por haver algum membro da família desempregado. Em geral, o destino desses novos trabalhadores é a informalidade – explica Azeredo. Para o secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, Marcio Pochmann, as regiões industrializadas em torno das capitais foram as que mais sofreram com o fraco desempenho da economia no primeiro semestre.
Porém, ele lembra que quando a economia começar a reagir, no início de 2004, as grandes regiões metropolitanas, como a de São Paulo, serão as primeiras a mostrar a retomada do emprego.
– O importante é que o crescimento seja sustentado, e não mais passageiro, como o Brasil presenciou por sete vezes desde 1981 – observa Pochmann.

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