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EMPRESAS DEVEM LUCRAR MAIS QUE BANCOS EM 2004

Valor Econômico

Se 2003 foi o ano dos bancos, 2004 será o das empresas. A previsão é de Bernard Mencier, presidente do BNP Paribas, que foi o banco mais lucrativo do primeiro semestre. 0 BNP Paribas teve um lucro líquido de R$ 113,7 milhões de janeiro a junho, três vezes o resultado de todo o ano passado, que foi de R$ 37,7 milhões. Apesar de o patrimônio líquido ter crescido 90,5% em um ano, para R$ 440,451 milhões em junho passado, o retorno anualizado ficou em 58,3%.

“As empresas vão se divertir”, tem dito aos clientes Mencier, que está otimista com a reativação da economia brasileira em 2004. Ele espera um crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) que, no entanto, não deverá ser linear ao longo dos doze meses. “O ano vai começar devagar, como sempre, e engrenar só depois do Carnaval, crescendo com mais vigor no segundo semestre”, afirmou.

O banqueiro fundamenta suas previsões na expectativa de que o governo Lula vai aprovar ainda neste ano as reformas tributária e previdenciária e reduzir mais os juros, abrindo espaço para a recuperação da economia. Para ele, a taxa básica de juros (Selic), que está em 17,5% ao ano, vai chegar a 14% no final do próximo.

Só alguma surpresa no front externo pode mudar essa trajetória, observa. Além disso, não prevê nenhuma restrição à recuperação da economia antes de 2005, como disse recentemente em mensagem aos funcionários do banco. Mencier lembrou que, tradicionalmente, as retomadas acabam esbarrando na insuficiência da produção no Brasil, desencadeando inflação, importações e alta dos juros. Desta vez, porém, não espera algum problema dessa natureza pelo menos até 2005. Para evitá-lo, espera que o governo cuide também da microeconomia, de modo a garantir os investimentos e a continuidade da recuperação.

A melhora da economia deve trazer de volta alguns dos bancos estrangeiros que deixaram o Brasil nos últimos anos, pressionando as margens, acredita Mencier, que chegou ao país há 20 anos, para cuidar dos investimentos do também francês Banco CCF, que dirigiu até 2000, quando foi vendido ao HSBC; pouco depois, em 2001, assumiu a direção do BNP Paribas Brasil.

Se para as empresas 2004 será um ano bom, para os bancos, a expectativa é de ganhos menores: “Os juros vão cair, mas a demanda por crédito só vai crescer quando os investimentos forem retomados. Além disso, a volatilidade vai diminuir”, explicou.

Novas oportunidades de negócios terão que ser procuradas. Mencier vê boas chances nas operações com derivativos de ações. Nesse cenário, disse, o BNP Paribas está bem posicionado porque sempre manteve várias linhas de negócios no Brasil, ao contrário de outros bancos estrangeiros que limitaram-se a dois ou três negócios e se deram mal quando a turbulência afetou os resultados.

Para evitar essa armadilha, Mencier usou no Brasil a estratégia da “centopéia, que tem várias pernas”, cada uma com três a seis linhas de negócio. As quatro pernas principais são a divisão de empresas, a tesouraria, a de clientes institucionais e a de administração de fortunas.

Esse conforto permitiu ao BNP Paribas crescer no Brasil quando vários outros encolheram as operações. Mencier está feliz com os resultados: o lucro passou de R$ 9 milhões em 2000 para R$ 49,5 milhões em 2001 e para R$ 44,9 milhões em 2002. Neste ano, o resultado será muito bom, antecipou. O BNP Paribas também cresceu no ranking dos maiores bancos brasileiros. Ao final do primeiro semestre, era o 25 º maior em ativos e 19 entre os privados, com R$ 4,2 bilhões em ativos.

Fonte: Maria Christina Carvalho – Valor Econômico

Por 12:54 Notícias

EMPRESAS DEVEM LUCRAR MAIS QUE BANCOS EM 2004

Valor Econômico
Se 2003 foi o ano dos bancos, 2004 será o das empresas. A previsão é de Bernard Mencier, presidente do BNP Paribas, que foi o banco mais lucrativo do primeiro semestre. 0 BNP Paribas teve um lucro líquido de R$ 113,7 milhões de janeiro a junho, três vezes o resultado de todo o ano passado, que foi de R$ 37,7 milhões. Apesar de o patrimônio líquido ter crescido 90,5% em um ano, para R$ 440,451 milhões em junho passado, o retorno anualizado ficou em 58,3%.
“As empresas vão se divertir”, tem dito aos clientes Mencier, que está otimista com a reativação da economia brasileira em 2004. Ele espera um crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) que, no entanto, não deverá ser linear ao longo dos doze meses. “O ano vai começar devagar, como sempre, e engrenar só depois do Carnaval, crescendo com mais vigor no segundo semestre”, afirmou.
O banqueiro fundamenta suas previsões na expectativa de que o governo Lula vai aprovar ainda neste ano as reformas tributária e previdenciária e reduzir mais os juros, abrindo espaço para a recuperação da economia. Para ele, a taxa básica de juros (Selic), que está em 17,5% ao ano, vai chegar a 14% no final do próximo.
Só alguma surpresa no front externo pode mudar essa trajetória, observa. Além disso, não prevê nenhuma restrição à recuperação da economia antes de 2005, como disse recentemente em mensagem aos funcionários do banco. Mencier lembrou que, tradicionalmente, as retomadas acabam esbarrando na insuficiência da produção no Brasil, desencadeando inflação, importações e alta dos juros. Desta vez, porém, não espera algum problema dessa natureza pelo menos até 2005. Para evitá-lo, espera que o governo cuide também da microeconomia, de modo a garantir os investimentos e a continuidade da recuperação.
A melhora da economia deve trazer de volta alguns dos bancos estrangeiros que deixaram o Brasil nos últimos anos, pressionando as margens, acredita Mencier, que chegou ao país há 20 anos, para cuidar dos investimentos do também francês Banco CCF, que dirigiu até 2000, quando foi vendido ao HSBC; pouco depois, em 2001, assumiu a direção do BNP Paribas Brasil.
Se para as empresas 2004 será um ano bom, para os bancos, a expectativa é de ganhos menores: “Os juros vão cair, mas a demanda por crédito só vai crescer quando os investimentos forem retomados. Além disso, a volatilidade vai diminuir”, explicou.
Novas oportunidades de negócios terão que ser procuradas. Mencier vê boas chances nas operações com derivativos de ações. Nesse cenário, disse, o BNP Paribas está bem posicionado porque sempre manteve várias linhas de negócios no Brasil, ao contrário de outros bancos estrangeiros que limitaram-se a dois ou três negócios e se deram mal quando a turbulência afetou os resultados.
Para evitar essa armadilha, Mencier usou no Brasil a estratégia da “centopéia, que tem várias pernas”, cada uma com três a seis linhas de negócio. As quatro pernas principais são a divisão de empresas, a tesouraria, a de clientes institucionais e a de administração de fortunas.
Esse conforto permitiu ao BNP Paribas crescer no Brasil quando vários outros encolheram as operações. Mencier está feliz com os resultados: o lucro passou de R$ 9 milhões em 2000 para R$ 49,5 milhões em 2001 e para R$ 44,9 milhões em 2002. Neste ano, o resultado será muito bom, antecipou. O BNP Paribas também cresceu no ranking dos maiores bancos brasileiros. Ao final do primeiro semestre, era o 25 º maior em ativos e 19 entre os privados, com R$ 4,2 bilhões em ativos.
Fonte: Maria Christina Carvalho – Valor Econômico

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