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BANCOS FARÃO PROPOSTA PARA ACORDO HEMISFÉRICO

Gazeta Mercantil

(Miami) A Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban) quer aproveitar o avanço das negociações para formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), para propor a criação de um capítulo, no acordo, que trate de serviços financeiros.

Segundo a assessora econômica da Felaban, Magdalena Pardo, o objetivo é fortalecer o bloco neste quesito, numa abertura que seja de mão dupla para os países latino-americanos e Estados Unidos. “A idéia é propiciar a presença estrangeira para atrair investimentos para a região”, disse ela durante a XXXVII Assembléia Anual da Felaban, que nesta semana reúne, em Miami, representantes de 38 países. “É a oportunidade que temos de aprofundar o tema, que está sendo muito timidamente tratado na OMC (Organização Mundial de Comércio).”

Segundo a especialista, até agora as discussões da Alca caminhavam para colocar sob o mesmo bojo os serviços de telecomunicações, energia, financeiros, ou de outra natureza. “Nossos temas são de importância nevrálgica para a normalidade e desempenho das economias, e a regulação do setor (financeiro) afeta os demais.”

Para a Felaban, isso não quer dizer que o manejo da conta capital estará sob um acordo comercial. A idéia é que regulamente movimentações transfronteiriças, como o saque em dólares de um turista latino-americano nos EUA pela rede Cirrus, direto de sua conta corrente, no país de origem. Este tipo de transação, segundo Magdalena, corresponde a 40% dos negócios com serviços financeiros.

Outra fatia semelhante traduz-se pelos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) por bancos estrangeiros que se instalam em outros países. Na América Latina já há um certo grau de abertura, com a Espanha dominando os investimentos. Mas, para que os EUA referendem a presença externa no país, há limitações regionais e de acesso, diz a assessora. Ela lembra que enquanto a estrutura financeira na América Latina é extremamente centralizada, nos EUA é o contrário, com cerca de 13 mil bancos comerciais. “Não adianta fazermos um acordo com uma nação, para depois enfrentarmos restrições geográficas, de estados, municípios ou departamentos regionais.”

Outro obstáculo, para a especialista, é o tamanho do sistema financeiro continental, com EUA, Brasil e México concentrando os ativos da região. Para a Felaban, devem ser criados mecanismos que compensem estas diferenças, para que todos tenham acesso às mesmas oportunidades.

Na polarização Brasil-EUA que ocorreu recentemente na negociação da Alca, o País queria retirar da discussão parte do que se referia a serviços. Preferia uma discussão na OMC. No futuro, espera Magdalena, os acordos bilaterais caminharão para um desenho mais convergente ao bloco. Ela acredita que, neste meio tempo, o Brasil não se oporá à constituição de um capítulo que trate de serviços financeiros.

Fonte: Adriana Cotias – Gazeta Mercantil

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BANCOS FARÃO PROPOSTA PARA ACORDO HEMISFÉRICO

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(Miami) A Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban) quer aproveitar o avanço das negociações para formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), para propor a criação de um capítulo, no acordo, que trate de serviços financeiros.
Segundo a assessora econômica da Felaban, Magdalena Pardo, o objetivo é fortalecer o bloco neste quesito, numa abertura que seja de mão dupla para os países latino-americanos e Estados Unidos. “A idéia é propiciar a presença estrangeira para atrair investimentos para a região”, disse ela durante a XXXVII Assembléia Anual da Felaban, que nesta semana reúne, em Miami, representantes de 38 países. “É a oportunidade que temos de aprofundar o tema, que está sendo muito timidamente tratado na OMC (Organização Mundial de Comércio).”
Segundo a especialista, até agora as discussões da Alca caminhavam para colocar sob o mesmo bojo os serviços de telecomunicações, energia, financeiros, ou de outra natureza. “Nossos temas são de importância nevrálgica para a normalidade e desempenho das economias, e a regulação do setor (financeiro) afeta os demais.”
Para a Felaban, isso não quer dizer que o manejo da conta capital estará sob um acordo comercial. A idéia é que regulamente movimentações transfronteiriças, como o saque em dólares de um turista latino-americano nos EUA pela rede Cirrus, direto de sua conta corrente, no país de origem. Este tipo de transação, segundo Magdalena, corresponde a 40% dos negócios com serviços financeiros.
Outra fatia semelhante traduz-se pelos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) por bancos estrangeiros que se instalam em outros países. Na América Latina já há um certo grau de abertura, com a Espanha dominando os investimentos. Mas, para que os EUA referendem a presença externa no país, há limitações regionais e de acesso, diz a assessora. Ela lembra que enquanto a estrutura financeira na América Latina é extremamente centralizada, nos EUA é o contrário, com cerca de 13 mil bancos comerciais. “Não adianta fazermos um acordo com uma nação, para depois enfrentarmos restrições geográficas, de estados, municípios ou departamentos regionais.”
Outro obstáculo, para a especialista, é o tamanho do sistema financeiro continental, com EUA, Brasil e México concentrando os ativos da região. Para a Felaban, devem ser criados mecanismos que compensem estas diferenças, para que todos tenham acesso às mesmas oportunidades.
Na polarização Brasil-EUA que ocorreu recentemente na negociação da Alca, o País queria retirar da discussão parte do que se referia a serviços. Preferia uma discussão na OMC. No futuro, espera Magdalena, os acordos bilaterais caminharão para um desenho mais convergente ao bloco. Ela acredita que, neste meio tempo, o Brasil não se oporá à constituição de um capítulo que trate de serviços financeiros.
Fonte: Adriana Cotias – Gazeta Mercantil

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