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CANUTO SUBSTITUI BIER NO BANCO MUNDIAL

Valor Online

BRASÍLIA – A partir de janeiro, o atual assessor internacional do Ministério da Fazenda, Octaviano Canuto, será o diretor-executivo que representa o Brasil no Banco Mundial, em substituição a Amaury Bier. Formalmente, Canuto terá de ser aprovado pelos outros oito países representados pela diretoria, que já foram informados da troca pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e consultados pelo próprio Bier.

Tradicionalmente, há um acordo informal para aprovação da indicação brasileira, e o nome de Canuto foi recebido com satisfação, segundo técnicos do banco. O assessor de Palocci já é conhecido na instituição e participou ativamente das últimas duas reuniões do banco, em Washington e em Dubai, nos Emirados Árabes. Além do Brasil, a diretoria hoje ocupada por Amaury Bier trata dos interesses da Colômbia, do Equador, do Haiti, das Filipinas, do Panamá, do Suriname, de Trinidad e Tobago, da República Dominicana e da Guiana.

Antes da última reunião do FMI e do Banco Mundial, em Dubai, Bier já havia comunicado a Palocci sua intenção de deixar a diretoria do banco, um ano antes do término do mandato, para o qual foi indicado ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. A razão é um convite recebido por Bier, ex-secretário-executivo do ministério da Fazenda, na gestão Pedro Malan, para associar-se à Gávea Investimentos, instituição financeira de administração de riquezas capitaneada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.

Bier já havia comentado com amigos que via maiores oportunidades de carreira na iniciativa privada, e ficou surpreso com a versão, circulada em Brasília, de que estaria saindo por desentendimentos com Palocci. ” Não tenho nenhuma divergência com o ministro da Fazenda, ou com a política implementada pelo novo governo ” , garantiu, ontem, ao Valor. No Ministério da Fazenda, Amaury Bier recebe elogios pela ajuda que teria dado a Palocci durante as reuniões do FMI e as negociações para um novo acordo com o Fundo Monetário.

O convite de Armínio Fraga, somado ao fato de que o mandato no Banco Mundial terminaria já no ano que vem pesaram na decisão de voltar ao Brasil. Amaury Bier, que já vendeu o carro e distribuiu livros aos amigos pretende mudar-se no fim do ano, para São Paulo, e começar já em janeiro a trabalhar no novo emprego.

Palocci não decidiu ainda quem substituirá Octaviano Canuto, que representou o Ministério da Fazenda nas reuniões preparatórias do Fundo Monetário Internacional e nas principais reuniões comerciais, como a reunião ministerial da Organização Mundial de Comércio, em Cancún, e os encontros de negociação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) – inclusive a última reunião ministerial, na semana passada, em Miami. Teria sido o próprio Canuto quem manifestou interesse em ocupar a diretoria do Brasil no Banco Mundial, como primeiro nome de confiança do ministro a ser designado para um posto internacional. O ministério da Fazenda decidiu guardar silêncio sobre o assunto. Palocci já comunicou a integrantes do governo que não tem intenção de mudar os representantes do país no FMI.

Por 10:42 Notícias

CANUTO SUBSTITUI BIER NO BANCO MUNDIAL

Valor Online
BRASÍLIA – A partir de janeiro, o atual assessor internacional do Ministério da Fazenda, Octaviano Canuto, será o diretor-executivo que representa o Brasil no Banco Mundial, em substituição a Amaury Bier. Formalmente, Canuto terá de ser aprovado pelos outros oito países representados pela diretoria, que já foram informados da troca pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e consultados pelo próprio Bier.
Tradicionalmente, há um acordo informal para aprovação da indicação brasileira, e o nome de Canuto foi recebido com satisfação, segundo técnicos do banco. O assessor de Palocci já é conhecido na instituição e participou ativamente das últimas duas reuniões do banco, em Washington e em Dubai, nos Emirados Árabes. Além do Brasil, a diretoria hoje ocupada por Amaury Bier trata dos interesses da Colômbia, do Equador, do Haiti, das Filipinas, do Panamá, do Suriname, de Trinidad e Tobago, da República Dominicana e da Guiana.
Antes da última reunião do FMI e do Banco Mundial, em Dubai, Bier já havia comunicado a Palocci sua intenção de deixar a diretoria do banco, um ano antes do término do mandato, para o qual foi indicado ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. A razão é um convite recebido por Bier, ex-secretário-executivo do ministério da Fazenda, na gestão Pedro Malan, para associar-se à Gávea Investimentos, instituição financeira de administração de riquezas capitaneada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.
Bier já havia comentado com amigos que via maiores oportunidades de carreira na iniciativa privada, e ficou surpreso com a versão, circulada em Brasília, de que estaria saindo por desentendimentos com Palocci. ” Não tenho nenhuma divergência com o ministro da Fazenda, ou com a política implementada pelo novo governo ” , garantiu, ontem, ao Valor. No Ministério da Fazenda, Amaury Bier recebe elogios pela ajuda que teria dado a Palocci durante as reuniões do FMI e as negociações para um novo acordo com o Fundo Monetário.
O convite de Armínio Fraga, somado ao fato de que o mandato no Banco Mundial terminaria já no ano que vem pesaram na decisão de voltar ao Brasil. Amaury Bier, que já vendeu o carro e distribuiu livros aos amigos pretende mudar-se no fim do ano, para São Paulo, e começar já em janeiro a trabalhar no novo emprego.
Palocci não decidiu ainda quem substituirá Octaviano Canuto, que representou o Ministério da Fazenda nas reuniões preparatórias do Fundo Monetário Internacional e nas principais reuniões comerciais, como a reunião ministerial da Organização Mundial de Comércio, em Cancún, e os encontros de negociação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) – inclusive a última reunião ministerial, na semana passada, em Miami. Teria sido o próprio Canuto quem manifestou interesse em ocupar a diretoria do Brasil no Banco Mundial, como primeiro nome de confiança do ministro a ser designado para um posto internacional. O ministério da Fazenda decidiu guardar silêncio sobre o assunto. Palocci já comunicou a integrantes do governo que não tem intenção de mudar os representantes do país no FMI.

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