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DIRETORIA DA FUNDAÇÃO COPEL NÃO RENUNCIA

Gazeta do Povo

Renúncia foi solicitada pela direção da estatal, atendendo ordem do governador
O presidente da Fundação Copel, Othon Máder Ribas, não aceitou ontem renunciar ao cargo, como a direção da Copel propôs na segunda-feira, por determinação do governador Roberto Requião (PMDB). Ribas disse que, depois de se reunirem durante boa parte do dia, ele e os demais diretores (Pantaleão Muniz da Silva, de administração e seguridade, e Paulo de Almeida, financeiro) consideraram “tecnicamente corretas” as compras de debêntures (títulos de renda fixa) de concessionárias de rodovias e da Universidade Luterana Brasileira (Ulbra), criticadas pelo governador e que motivaram o pedido de destituição.

“Vamos esperar por uma decisão do conselho deliberativo que, conforme diz o estatuto da fundação, é quem tem poderes para mudar a diretoria executiva”, declarou Othon Ribas.

No fim da tarde de ontem, o presidente do conselho deliberativo, Édison Rauen Vianna, foi procurado pela Gazeta do Povo, mas não quis dar entrevista. Vianna é funcionário da Copel e, por meio da assessoria de imprensa da estatal, afirmou ainda acreditar na renúncia, hoje, da direção executiva da fundação. Caso isso não ocorra, o presidente do conselho vai convocar uma reunião com os outros cinco conselheiros, para a próxima segunda-feira. Nesse encontro, será colocado em votação se os diretores da fundação devem ou não ser exonerados. Se der empate, quem decide é o presidente do conselho, que tem o chamado “voto de minerva”.

As operações financeiras realizadas pela Fundação Copel que contrariaram Roberto Requião foram a compra de debêntures (títulos de renda fixa) da Ulbra, da Econorte (que tem concessão de rodovias no norte do Paraná) e da Ecosul (concessões no Rio Grande do Sul).

Requião classificou como “mico” a aquisição de papéis da Ulbra, já que a instituição de ensino passa, segundo afirmou, por dificuldades financeiras. O governador também não gostou do investimento feito nas concessionárias, pois o governo trava um embate com as empresas para reduzir as tarifas de pedágio.

De acordo com o presidente da Fundação Copel, a entidade aplicou R$ 30 milhões na compra de debêntures da Ulbra e R$ 16,9 milhões nas duas concessionárias de rodovias. “O ‘rating’ (classificação de risco feita por consultorias) foi ‘A’, ou seja, baixíssimo”, observou.

Wágner de Alcântara Aragão

Por 10:04 Notícias

DIRETORIA DA FUNDAÇÃO COPEL NÃO RENUNCIA

Gazeta do Povo
Renúncia foi solicitada pela direção da estatal, atendendo ordem do governador
O presidente da Fundação Copel, Othon Máder Ribas, não aceitou ontem renunciar ao cargo, como a direção da Copel propôs na segunda-feira, por determinação do governador Roberto Requião (PMDB). Ribas disse que, depois de se reunirem durante boa parte do dia, ele e os demais diretores (Pantaleão Muniz da Silva, de administração e seguridade, e Paulo de Almeida, financeiro) consideraram “tecnicamente corretas” as compras de debêntures (títulos de renda fixa) de concessionárias de rodovias e da Universidade Luterana Brasileira (Ulbra), criticadas pelo governador e que motivaram o pedido de destituição.
“Vamos esperar por uma decisão do conselho deliberativo que, conforme diz o estatuto da fundação, é quem tem poderes para mudar a diretoria executiva”, declarou Othon Ribas.
No fim da tarde de ontem, o presidente do conselho deliberativo, Édison Rauen Vianna, foi procurado pela Gazeta do Povo, mas não quis dar entrevista. Vianna é funcionário da Copel e, por meio da assessoria de imprensa da estatal, afirmou ainda acreditar na renúncia, hoje, da direção executiva da fundação. Caso isso não ocorra, o presidente do conselho vai convocar uma reunião com os outros cinco conselheiros, para a próxima segunda-feira. Nesse encontro, será colocado em votação se os diretores da fundação devem ou não ser exonerados. Se der empate, quem decide é o presidente do conselho, que tem o chamado “voto de minerva”.
As operações financeiras realizadas pela Fundação Copel que contrariaram Roberto Requião foram a compra de debêntures (títulos de renda fixa) da Ulbra, da Econorte (que tem concessão de rodovias no norte do Paraná) e da Ecosul (concessões no Rio Grande do Sul).
Requião classificou como “mico” a aquisição de papéis da Ulbra, já que a instituição de ensino passa, segundo afirmou, por dificuldades financeiras. O governador também não gostou do investimento feito nas concessionárias, pois o governo trava um embate com as empresas para reduzir as tarifas de pedágio.
De acordo com o presidente da Fundação Copel, a entidade aplicou R$ 30 milhões na compra de debêntures da Ulbra e R$ 16,9 milhões nas duas concessionárias de rodovias. “O ‘rating’ (classificação de risco feita por consultorias) foi ‘A’, ou seja, baixíssimo”, observou.
Wágner de Alcântara Aragão

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