– Reuters – 27/11/2003
(Londres) O HSBC, um dos maiores bancos do mundo e um dos que mais vai às compras, anunciou nesta quinta-feira que seus planos de longo prazo não incluem mais megaacordos e que, ao invés disso, a companhia vai se concentrar em empresas menores.
“Não há mais necessidade de compras transformativas, mas aquisições para incrementar, que ampliem nossa base de clientes ou forneça competências de produtos importantes, que serão consideradas”, disse o chairman do banco, John Bond, em uma apresentação para analistas.
O executivo acrescentou que compras que tragam incremento ao banco custarão até 5 bilhões de dólares.
Do início de 2002 até o final de setembro deste ano, o HSBC fez 27 aquisições, incluindo sua maior investida, a compra do norte-americano Household International, por 14,8 bilhões de dólares, em março.
Desde então, a companhia comprou o Bank of Bermuda, por 1,3 bilhão de dólares, para expandir seu negócio de private bank, e grande parte dos negócios do Lloyds TSB no Brasil por 815 milhões de dólares, para expandir sua participação de crédito ao consumidor.
Ele disse ainda que o grupo deve gerenciar produtos importantes globalmente, incluindo cartões de crédito, seguro e administração de recursos.
Bond disse que a estratégia do banco é de se concentrar na América do Norte, incluindo México, e China. Segundo o chairman, metade da demanda mundial nos próximos 25 anos virá de países em desenvolvimento.
Stuart Gulliver, diretor da área de investimentos do HSBC, disse durante a apresentação que o banco irá demitir 450 pessoas no mundo na sua divisão.
“Nós temos 1.450 pessoas em equities no mundo, incluindo 350 em pesquisa”, disse Gulliver. “Eu espero que haja menos de 1 mil quando terminarmos.”
Fonte: Reuters
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