ão Paulo, 27 de Novembro de 2003.
AO
HSBC BANK BRASIL S A – BANCO MÚLTIPLO
ATT: Diretoria e Gerência de Relações Sindicais
Vimos através deste apresentar nossos protestos em razão do “ DIA DE RECLAMAÇÃO ZERO “.
Hoje, 27/11/2003, está acontecendo mais um dia com esse objetivo.
Na data anterior, 16/11/2003, a informação que nos chegou foi que o nível de estresse dentre os bancários foi enorme. Alguns chegaram a definir como “um verdadeiro inferno”.
Muitos funcionários sequer conseguiram almoçar naquele dia. Que isso não se repita.
Em qualquer processo de qualidade total é preciso também se pensar no público interno, e isso não tem acontecido. Só são pensados os resultados.
Não se trata de defendermos a existência de reclamações.
Nossa divergência está no fato, já levado ao conhecimento do Banco, do porquê elas acontecem.
Falta de funcionários e condições adequadas de trabalho são a origem dos problemas e dentro da estratégia do banco de redução de custos, são tratadas de forma paliativa.
O “sonho” do Banco em não ter contra si registro de reclamações procedentes, certamente também é compartilhado por todos os funcionários, desde que passem a ter condições adequadas de trabalho, não se transformando em mais um instrumento de assédio moral.
Sem resolver os problemas estruturais da empresa, essas datas assumem caráter coercitivo, não tendo efeito positivo para os trabalhadores e nem mesmo para o Banco.
Toda responsabilidade é repassada aos funcionários, como se os problemas acontecessem deliberadamente ou por falta de profissionalismo, enquanto o Banco se exime pela forma de atendimento determinado: auto-atendimento com uso de estagiários, atendimento demorado nas agências por só ter um caixa, sistema de senhas de atendimento discriminatórios, sistemas obsoletos, multifuncionalidade, polivalência, acúmulo de tarefas, volume de metas dentre outras coisas que prejudicam o bom atendimento
Não é justo cobrar mais este tipo de sacrifício dos bancários, já atingidos em cheio pela reestruturação produtiva, acometidos de doenças profissionais, físicas e mentais, em razão de tanta pressão. Até mesmo as férias estão sendo marcadas para 20 dias, a pedido do Banco.
É preciso que a Diretoria reflita e reveja toda sua política de Recursos Humanos.
Só assim, de fato, conseguirá fazer do relacionamento com seus clientes foco de seu negócio e obter os resultados esperados, inclusive a inexistência de reclamações.
Atenciosamente,
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS BANCÁRIOS – CUT
COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO DOS EMPREGADOS
SINDICATOS DOS BANCÁRIOS
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