Gazeta do Povo
Repercussões das mudanças vão passar obrigatoriamente pelo Paraná
Brasília – Com a reforma ministerial se desenhando a partir dos afagos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito a alguns companheiros ministros que permanecerão nos cargos, Brasília começa a sentir o fervor dos muitos candidatos que diariamente desfilam pelo Congresso na expectativa de verem seus nomes lembrados. Esse clima também incentiva a presença de alguns governadores na capital da República, visitando os ministros integrantes da “tropa de choque” instalados no Palácio do Planalto. Leia-se José Dirceu, Luiz Gushiken, e Luiz Dulci.
As repercussões da reforma ministerial também passam pelo Paraná e, como a situação limita-se ao acolhimento do PMDB no governo petista, além da possível mudança de endereço, do Executivo para o Legislativo, de alguns nomes instalados na Esplanada dos Ministérios, o processo de inclusão é intrínseco ao PMDB e ao PDT, com leves repercussões em outros pequenos partidos, que no Paraná são carentes de quadros expressivos no cenário nacional. Mas quais as reais chances de o estado emplacar algum nome com densidade política no ministério do presidente Lula?
Como é do conhecimento dos paranaenses, o PMDB no estado tem a “unidade”, mas carece da unanimidade em torno de quadros e nomes que possam ser defendidos pelo Palácio Iguaçu com “unhas e dentes”. Começando pelo deputado Gustavo Fruet, que tem alguma chance para emplacar o Ministério das Cidades. Nome respeitado em Brasília, Fruet tem discreta participação na cúpula partidária. Mas é convocado para “missões impossíveis” quando o partido pretender mostrar posições fortes. Essa demonstração de força e competência foi dada pelo parlamentar durante a CPI do Proer, que apontou uma série de irregularidades no “modus operandi” de socorro aos bancos efetuado pelo governo federal, com conseqüências nefastas até mesmo para quem nunca teve ou terá conta bancária. Ainda por cima, sua teimosia em querer ser prefeito de Curitiba o leva a “bater de frente” com o governador Roberto Requião, que tem planos até agora não revelados, porém que recebem uma clara indicação dada pelo presidente do PT, José Genoino, durante sua presença em Curitiba quando visitou Requião, após os acertos petistas.
Considerado por ele mesmo como parlamentar do “baixo clero”, Osmar Serraglio (PMDB-PR) já declarou que aceita ser ministro de qualquer pasta. Sua presença na Comissão de Constituição e Justiça, monitorando os movimentos da Casa, tem levado o parlamentar a receber a chancela de discreto e competente pelos seus pares, embora seus pareceres, relatórios e substitutivos de propostas debatidas no plenário da comissão não recebam unanimidade, levando-se a entender que ele sabe, muito bem, monitorar os “balões” diante dos processos críticos que o partido, às vezes, se vê envolvido.
Outro nome paranaense que discretamente desponta no cenário do poder é o de André Zacharow (PDT-PR). Embora no primeiro mandato, tornou-se o “curinga” dentro do jogo político palaciano, por ser merecedor do respeito e da credibilidade do “poder central”. A delicada posição de Miro Teixeira no Ministério das Comunicações, e que poderá ter seu retorno abreviado ao parlamento para, junto a lideranças governistas, “pilotar projetos delicados”, deixa Zacharow em posição bem confortável, pois, segundo uma fonte do Planalto, “de qualquer maneira, o tempo lhe conspira favoravelmente e, se não for agora, o futuro o espera”, afirma.
Pela sua visão estratégica e com ampla experiência política, outro velho nome partidário é o de Max Rosenmann. Considerado leal, intransigente e turrão diante dos seus pontos-de-vista, Max é um respeitável parlamentar da sigla peemedebistas, com trânsito em todos os segmentos políticos partidários, sem maiores resistências. Passou a ser lembrado pela cúpula da legenda, que o coloca agora na “regra três”.
Paulo Cruz
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Por Mhais• 1 de dezembro de 2003• 10:09• Sem categoria
REFORMA MINISTERIAL MOVIMENTA NOMES DO PARANÁ EM BRASÍLIA
Gazeta do Povo
Repercussões das mudanças vão passar obrigatoriamente pelo Paraná
Brasília – Com a reforma ministerial se desenhando a partir dos afagos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito a alguns companheiros ministros que permanecerão nos cargos, Brasília começa a sentir o fervor dos muitos candidatos que diariamente desfilam pelo Congresso na expectativa de verem seus nomes lembrados. Esse clima também incentiva a presença de alguns governadores na capital da República, visitando os ministros integrantes da “tropa de choque” instalados no Palácio do Planalto. Leia-se José Dirceu, Luiz Gushiken, e Luiz Dulci.
As repercussões da reforma ministerial também passam pelo Paraná e, como a situação limita-se ao acolhimento do PMDB no governo petista, além da possível mudança de endereço, do Executivo para o Legislativo, de alguns nomes instalados na Esplanada dos Ministérios, o processo de inclusão é intrínseco ao PMDB e ao PDT, com leves repercussões em outros pequenos partidos, que no Paraná são carentes de quadros expressivos no cenário nacional. Mas quais as reais chances de o estado emplacar algum nome com densidade política no ministério do presidente Lula?
Como é do conhecimento dos paranaenses, o PMDB no estado tem a “unidade”, mas carece da unanimidade em torno de quadros e nomes que possam ser defendidos pelo Palácio Iguaçu com “unhas e dentes”. Começando pelo deputado Gustavo Fruet, que tem alguma chance para emplacar o Ministério das Cidades. Nome respeitado em Brasília, Fruet tem discreta participação na cúpula partidária. Mas é convocado para “missões impossíveis” quando o partido pretender mostrar posições fortes. Essa demonstração de força e competência foi dada pelo parlamentar durante a CPI do Proer, que apontou uma série de irregularidades no “modus operandi” de socorro aos bancos efetuado pelo governo federal, com conseqüências nefastas até mesmo para quem nunca teve ou terá conta bancária. Ainda por cima, sua teimosia em querer ser prefeito de Curitiba o leva a “bater de frente” com o governador Roberto Requião, que tem planos até agora não revelados, porém que recebem uma clara indicação dada pelo presidente do PT, José Genoino, durante sua presença em Curitiba quando visitou Requião, após os acertos petistas.
Considerado por ele mesmo como parlamentar do “baixo clero”, Osmar Serraglio (PMDB-PR) já declarou que aceita ser ministro de qualquer pasta. Sua presença na Comissão de Constituição e Justiça, monitorando os movimentos da Casa, tem levado o parlamentar a receber a chancela de discreto e competente pelos seus pares, embora seus pareceres, relatórios e substitutivos de propostas debatidas no plenário da comissão não recebam unanimidade, levando-se a entender que ele sabe, muito bem, monitorar os “balões” diante dos processos críticos que o partido, às vezes, se vê envolvido.
Outro nome paranaense que discretamente desponta no cenário do poder é o de André Zacharow (PDT-PR). Embora no primeiro mandato, tornou-se o “curinga” dentro do jogo político palaciano, por ser merecedor do respeito e da credibilidade do “poder central”. A delicada posição de Miro Teixeira no Ministério das Comunicações, e que poderá ter seu retorno abreviado ao parlamento para, junto a lideranças governistas, “pilotar projetos delicados”, deixa Zacharow em posição bem confortável, pois, segundo uma fonte do Planalto, “de qualquer maneira, o tempo lhe conspira favoravelmente e, se não for agora, o futuro o espera”, afirma.
Pela sua visão estratégica e com ampla experiência política, outro velho nome partidário é o de Max Rosenmann. Considerado leal, intransigente e turrão diante dos seus pontos-de-vista, Max é um respeitável parlamentar da sigla peemedebistas, com trânsito em todos os segmentos políticos partidários, sem maiores resistências. Passou a ser lembrado pela cúpula da legenda, que o coloca agora na “regra três”.
Paulo Cruz
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