CBN/Curitiba
Giselle Lima
Pelo regimento interno da Assembléia Legislativa, só podem funcionar cinco CPIs ao mesmo tempo. O encerramento dos trabalhos das CPIs deste ano – Copel, Banestado, Jogos Mundiais da Natureza, Paranacidade e Pedágio – abriu a possibilidade para novas investigações pelos parlamentares. A proposta de uma CPI para investigar a reforma agrária foi aprovada pelos deputados estaduais, e os trabalhos devem começar já na abertura dos trabalhos legislativos do ano que vem.
Segundo o autor da proposta, o deputado estadual Plauto Miró, do PFL na região de Ponta Grossa, a falta de informações oficiais sobre a reforma agrária no Paraná é a principal justificativa para a aprovação da CPI. A proposta foi apresentada em agosto à Assembléia e o requerimento pedindo a instalação foi assinado nesta sexta-feira por 21 parlamentares.
O deputado diz que quer levar o Incra a repassar informações mais precisas sobre o histórico da reforma agrária no Paraná nos últimos 20 anos. Dados, segundo ele, como o número de pessoas assentadas e o total de recursos público aplicado nessas operações.
A CPI terá prazo de 120 dias para os trabalhos e será formada por 11 deputados. Entre os deputados que votaram pela aprovação da Comissão estão governistas como Cleiton Kielse, do PMDB, e Mauro Moraes, do PL.
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