Folha de São Paulo
As empresas estatais terão de economizar cerca de R$ 6 bilhões nos últimos dois meses do ano para garantir sua parcela de contribuição de R$ 10,9 bilhões para o superávit fiscal (economia para pagamento de juros) do governo em 2003. A afirmação foi feita ontem pelo secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy.
“Temos a expectativa, sim, de que as estatais contribuirão com o combinado no começo do ano ou com um valor bem próximo”, disse Levy ontem, após reunião com membros do Grupo de Acompanhamento da Conjuntura (Gace), do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
Segundo Levy, o cumprimento da meta das empresas estatais é fundamental para que o governo possa realizar o seu cronograma de gastos do fim do ano.
Até outubro, as estatais haviam conseguido poupar apenas R$ 4,56 bilhões dos R$ 10,9 bilhões acordados. A diferença vinha sendo compensada pelos cortes de gastos do governo central.
A respeito da esperada capitalização do BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico e Social) pelo governo, Levy disse que o Tesouro apóia a decisão e deverá contribuir, mas não esclareceu de que forma.
Durante a reunião com empresários, Levy ouviu queixas sobre o aperto fiscal e o aumento, de 3% para 7,6%, da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) a partir de fevereiro de 2004. Ficou decidido também que empresários se reunirão com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, amanhã, em Brasília, para discutir o tema.
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