Estadão
São Paulo – O risco Brasil – taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país – recuou hoje para a marca dos 494 pontos base, o menor nível desde o dia 5 de maio de 1998, quando esse índice encerrou o dia em 481 pontos base, segundo apurou o jornalista André Palhano. Às 17h06, segundo informação do JP Morgan, instituição que calcula esta taxa, o risco Brasil estava em 500 pontos base, uma queda de 33 pontos em relação ao encerramento da última sexta-feira.
A taxa representada pelo risco Brasil significa o prêmio exigido pelos investidores estrangeiros para a negociação com títulos da dívida brasileira. Trata-se de um juro acima das taxas pagas pelos títulos norte-americanos, considerados sem risco. Quanto menor a taxa de risco, maior a confiança dos investidores na capacidade de pagamento da dívida do país.
Para se ter uma idéia, em outubro do ano passado, com as incertezas sobre o cenário político no Brasil, o risco país estava em 2.400 pontos base. Ou seja, 24 pontos porcentuais acima dos juros norte-americanos. Hoje esta diferença está em torno de 5 pontos porcentuais.
A queda do risco Brasil é reflexo da valorização dos títulos da dívida brasileira negociados no exterior. O C-Bond – principal papel da dívida do País – bateu hoje um novo recorde. Durante o dia, chegou ao patamar de 97,688 centavos por dólar. No ano, os títulos brasileiros já acumulam uma valorização de 47,45%, tomando por base esta cotação recorde, verificada às 17h40, e o patamar de fechamento de sexta-feira.
Como fechou o mercado hoje
Às 17h46, perto do fechamento, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava com alta de 1,39%. O volume de negócios estava acima de R$ 1 bilhão. As taxas de juros no mercado futuro tiveram mais um dia de queda. Os contratos com taxas pós-fixadas (DIs), negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com vencimento em outubro de 2004, pagavam taxa de 15,850% ao ano, frente a 15,870% ao ano negociados na sexta-feira.
O dólar comercial encerrou o dia no patamar de R$ 2,9260 na ponta de venda dos negócios, em baixa de 0,71% em relação às últimas operações de sexta-feira. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 2,9450 e oscilou da máxima de R$ 2,9500 à mínima de R$ 2,9240. Com o resultado de hoje, o dólar acumula queda de 17,34% no ano.
Cláudia Ribeiro
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