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DESEMPREGO ATORMENTA O PAÍS

ABr

Após 11 meses de governo, o presidente Lula consegue manter boa imagem junto à população

BRASÍLIA – A última pesquisa CNT/Sensus do ano mostra que a falta de emprego continua sendo o principal pesadelo dos brasileiros. Para 70,3% das pessoas, o desemprego está igual ou pior do que na administração de Fernando Henrique Cardoso. Apenas 24,4% acham que a situação melhorou no governo Lula. Os números revelam que, por enquanto, as políticas de geração de novos postos de trabalho não estão sendo percebidas pela população. Entre os entrevistados, 45,4% acham que não existe política de emprego ou que os programas não dão certo. Outros 43,4% avaliam que o governo está no rumo certo.

Realizada entre os dias 2 e 4 de dezembro, a pesquisa ouviu 2 mil brasileiros e tem margem de erro de 3%.

Apesar da desconfiança, o governo Lula tem pontos a comemorar. Após uma queda de quase sete pontos percentuais entre agosto e outubro, a aprovação dos atos so governo estabilizou. A avaliação positiva estancou nos 41% – era de 41,6% em outubro e 48,3% em agosto. A negativa aumentou, mas permanece dentro da margem de erro – 12,3% em outubro para 12,9% em dezembro.

A figura de Lula ainda suplanta os desgastes sofridos pelo governo neste primeiro ano de mandato. Para 69,9%, o desempenho pessoal do presidente foi positivo, contra 21% que o desaprovam.

– O governo precisa fazer algo para gerar empregos. A avaliação positiva é fruto da tolerância de dois anos dada pela população. Mas a política econômica adotada foi muito recessiva – apontou o presidente da Confederação Nacional dos Transportes, Clésio Andrade.

A pesquisa destaca o desempenho do presidente no exterior. Apesar das críticas feitas pela oposição, 52,5% dos brasileiros consideram que as viagens são produtivas ou importantes para o Brasil. Outros 52,4% acreditam que a influência do Brasil no mundo atual é maior do que a obtida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Apenas 16,5% afirmaram que a performance internacional do ex-presidente supera a de Lula.

– É a força pessoal dele. As viagens estão sendo bem avaliadas, assim como o discurso internacional de inclusão social e combate à fome – prosseguiu Clésio.

Acostumado a se autointitular guardião da ética política, o governo do PT também precisa estar atento aos números da pesquisa no que se refere à corrupção. Para 26,5% dos pesquisados, houve aumento durante os primeiros 11 meses da gestão petista. Outros 47,4% acham que não houve mudança e 19,5% avaliam que a situação está melhor.

A Operação Anaconda, que investiga a participação de juízes federais, delegados e agentes da Polícia Federal num esquema de corrupção, também influenciou no resultado da pesquisa. Para 21,1% dos pesquisados, o Poder Judiciário é o mais corrupto, seguido pelo Executivo – 12,5% – e Legislativo – 10,2%. Como conseqüência natural, 70,4% se disseram favoráveis à uma reforma do sistema judiciário, contra apenas 8,1% que pensam o contrário.

A violência também deixou suas marcas. Entre os pesquisados, 45,1% acreditam que o problema piorou no primeiro ano de governo Lula e outros 43,3% acham que tudo está como antes. Apenas 9,1% apontam melhora. Em matéria de experiência pessoal, os números são ainda mais contundentes: 50,9% conhecem um familiar ou amigo vítima de roubo, assalto, seqüestro ou agressão. Como reflexo da onda de insegurança existente no país, 88,1% dos entrevistados são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Por 10:35 Notícias

DESEMPREGO ATORMENTA O PAÍS

ABr
Após 11 meses de governo, o presidente Lula consegue manter boa imagem junto à população
BRASÍLIA – A última pesquisa CNT/Sensus do ano mostra que a falta de emprego continua sendo o principal pesadelo dos brasileiros. Para 70,3% das pessoas, o desemprego está igual ou pior do que na administração de Fernando Henrique Cardoso. Apenas 24,4% acham que a situação melhorou no governo Lula. Os números revelam que, por enquanto, as políticas de geração de novos postos de trabalho não estão sendo percebidas pela população. Entre os entrevistados, 45,4% acham que não existe política de emprego ou que os programas não dão certo. Outros 43,4% avaliam que o governo está no rumo certo.
Realizada entre os dias 2 e 4 de dezembro, a pesquisa ouviu 2 mil brasileiros e tem margem de erro de 3%.
Apesar da desconfiança, o governo Lula tem pontos a comemorar. Após uma queda de quase sete pontos percentuais entre agosto e outubro, a aprovação dos atos so governo estabilizou. A avaliação positiva estancou nos 41% – era de 41,6% em outubro e 48,3% em agosto. A negativa aumentou, mas permanece dentro da margem de erro – 12,3% em outubro para 12,9% em dezembro.
A figura de Lula ainda suplanta os desgastes sofridos pelo governo neste primeiro ano de mandato. Para 69,9%, o desempenho pessoal do presidente foi positivo, contra 21% que o desaprovam.
– O governo precisa fazer algo para gerar empregos. A avaliação positiva é fruto da tolerância de dois anos dada pela população. Mas a política econômica adotada foi muito recessiva – apontou o presidente da Confederação Nacional dos Transportes, Clésio Andrade.
A pesquisa destaca o desempenho do presidente no exterior. Apesar das críticas feitas pela oposição, 52,5% dos brasileiros consideram que as viagens são produtivas ou importantes para o Brasil. Outros 52,4% acreditam que a influência do Brasil no mundo atual é maior do que a obtida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Apenas 16,5% afirmaram que a performance internacional do ex-presidente supera a de Lula.
– É a força pessoal dele. As viagens estão sendo bem avaliadas, assim como o discurso internacional de inclusão social e combate à fome – prosseguiu Clésio.
Acostumado a se autointitular guardião da ética política, o governo do PT também precisa estar atento aos números da pesquisa no que se refere à corrupção. Para 26,5% dos pesquisados, houve aumento durante os primeiros 11 meses da gestão petista. Outros 47,4% acham que não houve mudança e 19,5% avaliam que a situação está melhor.
A Operação Anaconda, que investiga a participação de juízes federais, delegados e agentes da Polícia Federal num esquema de corrupção, também influenciou no resultado da pesquisa. Para 21,1% dos pesquisados, o Poder Judiciário é o mais corrupto, seguido pelo Executivo – 12,5% – e Legislativo – 10,2%. Como conseqüência natural, 70,4% se disseram favoráveis à uma reforma do sistema judiciário, contra apenas 8,1% que pensam o contrário.
A violência também deixou suas marcas. Entre os pesquisados, 45,1% acreditam que o problema piorou no primeiro ano de governo Lula e outros 43,3% acham que tudo está como antes. Apenas 9,1% apontam melhora. Em matéria de experiência pessoal, os números são ainda mais contundentes: 50,9% conhecem um familiar ou amigo vítima de roubo, assalto, seqüestro ou agressão. Como reflexo da onda de insegurança existente no país, 88,1% dos entrevistados são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

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