Gazeta Mercantil
(São Paulo) O HSBC Bank Brasil pretende manter a marca Losango por, pelo menos, mais um ano no Brasil. Após ter a aquisição do Lloyds TSB, e da respectiva financeira, aprovada pelo Banco Central (BC), no dia 3, em tempo recorde (45 dias, dos 90 a 120 dias previstos), a idéia, segundo o diretor-executivo de Relações Institucionais, Hélio Duarte, é não mexer na área de financiamento ao consumo, o grande atrativo do Lloyds no país. “Não há a intenção de mudar nada de imediato”, comentou. “Vamos manter toda a equipe que está nesta operação.”
Pelo fato de a Losango ser um negócio consolidado no Brasil e com uma estrutura que já era independente, são grandes as chances de a marca ser mantida também no futuro. A grande alteração viria da tecnologia de crédito da Household International, o braço de consumo do HSBC nos EUA, que deve ser replicada por aqui.
O HSBC selou, com champanha, a compra do Lloyds TSB em 8 de outubro, às 5h da manhã por US$ 815 milhões, num negócio disputado por Bradesco, Itaú e Unibanco. O banco inglês levou a melhor porque incluiu o pagamento à vista no exterior, antes mesmo da aprovação do BC. O Itaú teria feito uma oferta de 15% a 20% maior, condicionada ao aval das autoridades brasileiras, para só então fazer a liquidação financeira.
Só a Losango custou ao HSBC US$ 451 milhões, 55% do desembolso total. Tanto empenho explica-se pela carteira, de 7,5 milhões de clientes ativos, ante uma base de 14 milhões, quatro vezes maior do que o portfólio atual do HSBC no Brasil, de 3,5 milhões. De acordo com Duarte, o banco garimpará no cadastro de consumo os potenciais correntistas para o HSBC – com renda entre R$ 500 e R$ 1,5 mil. Conta-corrente, cartão e cheque especial serão a porta de entrada deste público.
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