JUCA GUIMARÃES
do Agora
Os servidores do INSS começaram ontem uma paralisação que atinge todo o país e, segundo o Sindicato dos Servidores da Previdência, serve de advertência para que o governo aprove o projeto de lei que estabelece um plano de carreira para os servidores. O projeto está na Câmara.
Ontem, só na capital paulista, 16 postos fizeram greve e devem continuar fechados hoje. Todos os tipos de atendimento foram afetados pela paralisação. No total, são 27 postos na capital.
Segundo o INSS, cerca de 27 mil pessoas ficaram sem atendimento. No interior, pelos menos 17 mil segurados foram prejudicados pela greve. A paralisação atingiu 34 dos 133 postos.
Ontem, os grevistas distribuíram, nas portas dos postos, cartas abertas à população explicando os motivos da paralisação. Na carta, os servidores acusam o governo de não cumprir o acordo, firmado em agosto, que garantia a elaboração de um plano de carreira para a categoria. Outra reivindicação é a criação de concursos públicos.
“A contratação de mais funcionários é fundamental para a melhoria na qualidade de atendimento”, disse Pedro Luís Totti, o Pedrinho, diretor do sindicato. “A nossa grande ação é com projeto de lei. Se ele não for votado logo, não teremos o reajuste”, afirmou.
O plano de carreira dos servidores é o principal passo para que os funcionários do INSS consigam o seu reajuste salarial, já que os cargos seriam reavaliados caso o projeto de lei seja aprovado.
Perto do acordo
O relator do projeto de lei é o deputado José Pimentel (PT-CE). Segundo chefe do gabinete do deputado, Teógenes Abreu, Pimentel se reuniu ontem com representantes dos servidores. “O projeto está aberto para o diálogo, ainda teremos tempo para apresentar algumas emendas”, disse.
O projeto vai ser apreciado em caráter de urgência e tem 45 dias para ser votado na Câmara. Depois, será analisado no Senado.
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