Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
(São Paulo) O ABN/Real demitiu ontem cerca de 200 bancários no país, sendo a maioria do Centro Administrativo Brigadeiro Luís Antônio e do prédio na av. Paulista, em São Paulo. As demissões ocorreram exatamente uma semana após a direção do banco garantir que só haveria baixas no setor Asset Management, com o fechamento de no máximo 19 postos de trabalho. “O que ocorreu hoje foi uma verdadeira chacina. O banco liqüidou, às vésperas do Natal, mais de dez vezes o número de postos de trabalho que havia anunciado”, ressaltou Gutemberg Oliveira, coordenador da Comissão de Organização dos Funcionários (COE) do ABN/Real.
Na avaliação de Gutemberg, o banco confirmou a falta de compromisso em manter o nível de emprego durante o processo negocial, conforme garantiu o representante do banco na negociação da última terça-feira. “Nós tínhamos uma nova reunião marcada para o início de janeiro, mas o banco está esvaziando as negociações com o movimento sindical. Ao que parece, o ABN/Real quer fazer todos os ajustes (demissões) antes de conversar com a representação dos trabalhadores”, criticou.
Ao contrário das propagandas veiculadas na TV, o banco Real demonstrou total irresponsabilidade social ao demitir centenas de pais e mães de família as véspera do Natal, avalia Gutemberg. “Do que adianta o banco mostrar para o público que tem vários projetos voltados para a área social, se internamente joga contra o Brasil, aumentando o número de desempregados e destruindo o seu maior patrimônio que é o quadro de funcionários. Um banco que lucra tanto em nosso país, não tem motivo algum para demitir”, destacou.
Gutemberg ressaltou a importância dos bancários do ABN/Real engajarem na campanha contra demissões, que será lançada nesta quinta-feira pela CNB/CUT. A COE, disse, está organizando com os sindicatos uma série de atividades nos próximos dias, dentro da campanha. “Além disto, vamos procurar o banco para cessar as demissões neste período, que são, no mínimo, uma crueldade com os seus próprios funcionários. Imaginem o clima que está nas agências neste período de festas”, finalizou Gutemberg.
Deixe um comentário