fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 01:45 Sem categoria

BB E CAIXA VÃO COMPARTILHAR CORRESPONDENTES BANCÁRIOS

Mônica Izaguirre, De Brasília

Unindo forças, os dois bancos somarão 17 mil pontos de atendimento

Mattoso: “Eles (o BB) têm mais máquinas e nós mais correspondentes”

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil decidiram compartilhar todos os seus correspondentes bancários e todos os terminais de auto-atendimento localizados fora de agências. Em fase avançada de negociação, o projeto-piloto de compartilhamento começará a ser executado em Brasília, Curitiba e Salvador já no início do ano que vem, disse ao Valor o presidente da Caixa, Jorge Mattoso. Até o final de 2004, acrescentou, o objetivo é fazer com que a parceria esteja funcionando em todo o país.

“Eles (o BB) têm mais máquinas e nós temos mais correspondentes”, explicou Mattoso, ao justificar o interesse de cada um dos bancos no projeto. Com o uso compartilhado, os clientes do BB, que hoje contam com cerca 2 mil correspondentes bancários em todo o país, ganharão aproximadamente mais 11 mil. Este é, segundo Mattoso, o atual número de correspondentes da Caixa, incluindo as quase 9 mil agências lotéricas existentes. Até março de 2004, a rede estará ainda maior, pois a instituição tem planos de contratar aproximadamente mais 4 mil estabelecimentos como correspondentes.

Os clientes da Caixa, por sua vez, ganharão mais 5,5 mil máquinas de auto-atendimento em todo o país. No total, o BB tem cerca de 36 mil desses terminais, informou Paulo Rogério Caffarelli, gerente de distribuição do banco. A grande maioria deles, no entanto, fica nas salas de auto-atendimento das agências, cujo uso não será compartilhado. A parceria, explicou Caffarelli, envolve só aqueles terminais fora de agências, como os localizados em shoppings e aeroportos, por exemplo. Ainda assim, o ganho para a Caixa será grande, pois, pelo mesmo critério, a instituição dispõem atualmente de 1.100 terminais.

Na fase piloto, que deverá durar três meses, os clientes de cada um dos dois bancos poderão usar a rede do outro só para saques, saldos e extratos. Numa segunda etapa, será possível também fazer transferências bancárias e pagamentos de um modo geral (boletos de cobrança, contas de consumo, impostos etc.) e até movimentar investimentos.

A tarifa que um banco pagará ao outro quando um cliente seu usar a rede alheia ainda está sendo negociada, informou Mattoso. Também não está definido se essa tarifa será ou não repassada ao cliente final. De preferência, não será, disse o presidente da Caixa. Talvez seja cobrada um taxa extra só no caso de algumas operações.

Para Jorge Mattoso, o compartilhamento permitirá às duas instituições oferecer uma rede maior à clientela investindo menos do que o necessário para tanto. O custo relativo de manutenção também fica menor, pois diminui-se a ociosidade, principalmente dos terminais. “As vantagens são mútuas”, afirmou Mattoso. Ele não descarta a hipótese de, no futuro, a Caixa fazer parcerias semelhantes também com outros bancos.

A aproximação entre Caixa e BB não se resume ao compartilhamento de parte da rede de atendimento. As duas instituições já começaram a fazer também licitações conjuntas para compra de material. Só na aquisição de papel A4 este ano, a economia dos dois foi de R$ 13 milhões – em vez de R$ 40 milhões, como antes, BB e Caixa gastaram R$ 27 milhões comprando juntos o material.

O papel usado para a impressão de saldos e extratos também está sendo adquirido por intermédio de licitações conjuntas. Além disso, deverá ser objeto de cotações e compras comuns a contratação de serviços, como os de telefonia e de transmissão de dados, acrescentou Mattoso.

Essas medidas não significam, porém, qualquer intenção do governo Lula de unificar os dois bancos federais. “Não vejo o menor cabimento”, disse Mattoso, quando perguntado sobre uma possível fusão entre BB e Caixa no futuro. “Vamos continuar concorrendo com o BB”, acrescentou. O fato de as agências bancárias não terem entrado nos planos de compartilhamento, destacou, é um sinal claro de que não existe qualquer intenção do governo de fundir a instituições.

Por 01:45 Notícias

BB E CAIXA VÃO COMPARTILHAR CORRESPONDENTES BANCÁRIOS

Mônica Izaguirre, De Brasília
Unindo forças, os dois bancos somarão 17 mil pontos de atendimento
Mattoso: “Eles (o BB) têm mais máquinas e nós mais correspondentes”
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil decidiram compartilhar todos os seus correspondentes bancários e todos os terminais de auto-atendimento localizados fora de agências. Em fase avançada de negociação, o projeto-piloto de compartilhamento começará a ser executado em Brasília, Curitiba e Salvador já no início do ano que vem, disse ao Valor o presidente da Caixa, Jorge Mattoso. Até o final de 2004, acrescentou, o objetivo é fazer com que a parceria esteja funcionando em todo o país.
“Eles (o BB) têm mais máquinas e nós temos mais correspondentes”, explicou Mattoso, ao justificar o interesse de cada um dos bancos no projeto. Com o uso compartilhado, os clientes do BB, que hoje contam com cerca 2 mil correspondentes bancários em todo o país, ganharão aproximadamente mais 11 mil. Este é, segundo Mattoso, o atual número de correspondentes da Caixa, incluindo as quase 9 mil agências lotéricas existentes. Até março de 2004, a rede estará ainda maior, pois a instituição tem planos de contratar aproximadamente mais 4 mil estabelecimentos como correspondentes.
Os clientes da Caixa, por sua vez, ganharão mais 5,5 mil máquinas de auto-atendimento em todo o país. No total, o BB tem cerca de 36 mil desses terminais, informou Paulo Rogério Caffarelli, gerente de distribuição do banco. A grande maioria deles, no entanto, fica nas salas de auto-atendimento das agências, cujo uso não será compartilhado. A parceria, explicou Caffarelli, envolve só aqueles terminais fora de agências, como os localizados em shoppings e aeroportos, por exemplo. Ainda assim, o ganho para a Caixa será grande, pois, pelo mesmo critério, a instituição dispõem atualmente de 1.100 terminais.
Na fase piloto, que deverá durar três meses, os clientes de cada um dos dois bancos poderão usar a rede do outro só para saques, saldos e extratos. Numa segunda etapa, será possível também fazer transferências bancárias e pagamentos de um modo geral (boletos de cobrança, contas de consumo, impostos etc.) e até movimentar investimentos.
A tarifa que um banco pagará ao outro quando um cliente seu usar a rede alheia ainda está sendo negociada, informou Mattoso. Também não está definido se essa tarifa será ou não repassada ao cliente final. De preferência, não será, disse o presidente da Caixa. Talvez seja cobrada um taxa extra só no caso de algumas operações.
Para Jorge Mattoso, o compartilhamento permitirá às duas instituições oferecer uma rede maior à clientela investindo menos do que o necessário para tanto. O custo relativo de manutenção também fica menor, pois diminui-se a ociosidade, principalmente dos terminais. “As vantagens são mútuas”, afirmou Mattoso. Ele não descarta a hipótese de, no futuro, a Caixa fazer parcerias semelhantes também com outros bancos.
A aproximação entre Caixa e BB não se resume ao compartilhamento de parte da rede de atendimento. As duas instituições já começaram a fazer também licitações conjuntas para compra de material. Só na aquisição de papel A4 este ano, a economia dos dois foi de R$ 13 milhões – em vez de R$ 40 milhões, como antes, BB e Caixa gastaram R$ 27 milhões comprando juntos o material.
O papel usado para a impressão de saldos e extratos também está sendo adquirido por intermédio de licitações conjuntas. Além disso, deverá ser objeto de cotações e compras comuns a contratação de serviços, como os de telefonia e de transmissão de dados, acrescentou Mattoso.
Essas medidas não significam, porém, qualquer intenção do governo Lula de unificar os dois bancos federais. “Não vejo o menor cabimento”, disse Mattoso, quando perguntado sobre uma possível fusão entre BB e Caixa no futuro. “Vamos continuar concorrendo com o BB”, acrescentou. O fato de as agências bancárias não terem entrado nos planos de compartilhamento, destacou, é um sinal claro de que não existe qualquer intenção do governo de fundir a instituições.

Close