Valor Online
SÃO PAULO – O Banco Itaú deve aumentar as operações de crédito de 25% a 30% no próximo ano, prevê o presidente da instituição, Roberto Setubal. Já o Itaú BBA, que opera no atacado, deve aumentar sua carteira de 15% a 20%, voltando aos R$ 28,5 bilhões de um ano atrás, logo após a fusão.
A expansão do crédito, explicou Setubal, será uma das estratégias do Itaú para manter uma das melhores rentabilidades do sistema financeiro no cenário de juros declinantes do próximo ano. Além disso, espera crescer em cartões de crédito, seguros e previdência e manter a atenção no controle de custos. A economia aquecida colabora com os planos.
O banqueiro afirmou que os spreads dos bancos vêm caindo, com a redução da inadimplência e o aumento do volume de operações. A margem de intermediação, acrescentou, tem que acomodar os impostos e a remuneração do capital.
Entre os setores em que o crédito deve crescer mais, ele coloca o financiamento de automóveis e a as operações com empresas médias. A carteira de automóveis cresceu com a compra do Banco Fiat e a união com a FinÁustria, que pertencia ao BBA.
Até o final do ano, “a integração completa das três financeiras estará concluída” , informou, comemorando a expectativa de recorde na produção de automóveis, atingindo a faixa de 1,5 milhão a 1,6 milhão de veículos produzidos pelas montadoras.
Com o Itaú BBA voltado para o atacado, o Itaú voltou-se mais para as pequenas e médias empresas, cuja carteira cresceu 30% neste ano e, no próximo, também deve aumentar além da média, de 30% a 40%.
O presidente do Itaú BBA, Fernão Bracher, disse que a integração das operações de atacado das duas instituições está concluída, formando um banco com 600 funcionários e 1 mil clientes que, no início do ano, vai trocar as instalações na avenida Paulista, em São Paulo, pela avenida Faria Lima.
– Antes tínhamos um grande banco como sócio, mas ausente. Agora, continuamos tendo um grande banco como sócio, mas muito presente, que é o Itaú – disse Bracher.
O diretor do Itaú BBA, Cândido Bracher, disse que o balanço das empresas brasileiras melhorou com a queda do dólar.
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