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BANCOS BRASILEIROS CRESCEM NO EXTERIOR

Valor

Cristiane Perini Lucchesi, De São Paulo

O crescimento no mercado de títulos de dívida externa brasileira neste ano e as perspectivas positivas para 2004 têm levado os bancos de capital nacional a investir na ampliação de capacidade de venda e distribuição. O Banco do Brasil planeja abrir uma corretora (“broker-dealer”) em Nova York e pôs em fase de testes uma página de negociação eletrônica. O Itaú inaugurou há um mês na Argentina uma mesa para vender títulos externos brasileiros. E o banco prepara-se para inaugurar outra mesa em Hong Kong. O Unibanco pôs para funcionar uma página eletrônica de negociação de títulos na “Bloomberg”, que já se mostra um sucesso.

Na Europa, além de contratar funcionários, o Unibanco vai mudar a base de operações de Londres, onde têm capital de US$ 20 milhões, para Luxemburgo, onde o capital é maior, de US$ 60 milhões, para conseguir mais capacidade de atuação na compra e venda. Nos EUA, a idéia também é também crescer, pois o mercado americano ganhou importância, passando de 10% do total de negócios em 2002 para 48% em 2003.

Neste ano, aproveitando-se de um mercado em expansão e da retração de instituições estrangeiras, os bancos e pequenas empresas de capital nacional já ganharam importância no mercado de captações externas: conseguiram liderar quase US$ 3,5 bilhões em operações no mercado primário, incluindo as feitas para bancos e empresas do mesmo grupo e empréstimos sindicalizados, nos quais participam mais de um banco (ver tabela nesta página).

O giro de títulos operados pelos grandes bancos nacionais com clientes finais dobrou. O grupo de distribuição de renda fixa do Unibanco comprou e vendeu papéis da dívida externa no total de US$ 18 bilhões – não estão incluídas a tesouraria, “private” ou “asset” do banco. O crescimento na comparação com o ano passado chega a 120%, conta Marcelo Felberg, diretor do Unibanco.

A página de negociação eletrônica do banco na “Bloomberg” permitiu o acesso a investidores de mais de 30 países espalhados pelos diferentes continentes, como Egito, Israel, Grécia, Turquia, Hungria, Rússia, Hong Kong, Irlanda etc. Do total negociado pelo banco em 2003, 25% vieram da plataforma eletrônica, que tem mais de 500 investidores autorizados a operar e uma média de 1.600 acessos/dia.

O grupo Itaú também movimentou US$ 18 bilhões em compras e vendas com clientes finais, chegando a representar 11,52% do total de negócios com títulos de bancos e empresas brasileiras nos três primeiros meses do ano, tomando como base os números da EMTA (Emerging Markets Traders Association), afirma Paulo Soares, diretor-sênior de tesouraria internacional do Itaú S.A. O aumento na comparação com o ano passado é de 107%.

A BB Securities, corretora do Banco do Brasil em Londres, girou US$ 3,5 bilhões, conta Carlos André, diretor-executivo. O BB tem participação mais antiga nesse marcado, com a atuação da BB Securities, criada há nove anos, lembra o diretor Augusto Braúna Pinheiro. Em 2002, a BB Securities chegou a ser a líder nacional do ranking de bônus externos do Valor, liderando US$ 585 milhões em lançamentos de bônus.

“As empresas brasileiras passaram a olhar os bancos nacionais com mais atenção quando os estrangeiros fugiram, no final do ano passado”, disse o diretor do Unibanco, Carlos Catraio. “Em julho de 2002, quando abrimos nossa corretora em Nova York em meio à crise pré-eleitoral, insistimos que nossa visão era estratégica e de longo prazo. Hoje, estamos colhendo esses frutos”, afirma Alberto Barreto, vice-presidente executivo da área internacional do Itaú, que destacou ainda a abertura da agência em Londres, em junho.

Até 2003, o Itaú não tinha presença significativa no mercado de emissão primária de títulos da dívida externa de empresas não-financeiras. Ganhou espaço com a aquisição do BBA. “Temos um relacionamento de longo prazo com nossos mais de mil clientes corporativos, que veio se unir à forte capacidade de distribuição do Itaú S.A.”, disse Fernando Iunes, diretor do Itaú/BBA.

Por 11:29 Notícias

BANCOS BRASILEIROS CRESCEM NO EXTERIOR

Valor
Cristiane Perini Lucchesi, De São Paulo
O crescimento no mercado de títulos de dívida externa brasileira neste ano e as perspectivas positivas para 2004 têm levado os bancos de capital nacional a investir na ampliação de capacidade de venda e distribuição. O Banco do Brasil planeja abrir uma corretora (“broker-dealer”) em Nova York e pôs em fase de testes uma página de negociação eletrônica. O Itaú inaugurou há um mês na Argentina uma mesa para vender títulos externos brasileiros. E o banco prepara-se para inaugurar outra mesa em Hong Kong. O Unibanco pôs para funcionar uma página eletrônica de negociação de títulos na “Bloomberg”, que já se mostra um sucesso.
Na Europa, além de contratar funcionários, o Unibanco vai mudar a base de operações de Londres, onde têm capital de US$ 20 milhões, para Luxemburgo, onde o capital é maior, de US$ 60 milhões, para conseguir mais capacidade de atuação na compra e venda. Nos EUA, a idéia também é também crescer, pois o mercado americano ganhou importância, passando de 10% do total de negócios em 2002 para 48% em 2003.
Neste ano, aproveitando-se de um mercado em expansão e da retração de instituições estrangeiras, os bancos e pequenas empresas de capital nacional já ganharam importância no mercado de captações externas: conseguiram liderar quase US$ 3,5 bilhões em operações no mercado primário, incluindo as feitas para bancos e empresas do mesmo grupo e empréstimos sindicalizados, nos quais participam mais de um banco (ver tabela nesta página).
O giro de títulos operados pelos grandes bancos nacionais com clientes finais dobrou. O grupo de distribuição de renda fixa do Unibanco comprou e vendeu papéis da dívida externa no total de US$ 18 bilhões – não estão incluídas a tesouraria, “private” ou “asset” do banco. O crescimento na comparação com o ano passado chega a 120%, conta Marcelo Felberg, diretor do Unibanco.
A página de negociação eletrônica do banco na “Bloomberg” permitiu o acesso a investidores de mais de 30 países espalhados pelos diferentes continentes, como Egito, Israel, Grécia, Turquia, Hungria, Rússia, Hong Kong, Irlanda etc. Do total negociado pelo banco em 2003, 25% vieram da plataforma eletrônica, que tem mais de 500 investidores autorizados a operar e uma média de 1.600 acessos/dia.
O grupo Itaú também movimentou US$ 18 bilhões em compras e vendas com clientes finais, chegando a representar 11,52% do total de negócios com títulos de bancos e empresas brasileiras nos três primeiros meses do ano, tomando como base os números da EMTA (Emerging Markets Traders Association), afirma Paulo Soares, diretor-sênior de tesouraria internacional do Itaú S.A. O aumento na comparação com o ano passado é de 107%.
A BB Securities, corretora do Banco do Brasil em Londres, girou US$ 3,5 bilhões, conta Carlos André, diretor-executivo. O BB tem participação mais antiga nesse marcado, com a atuação da BB Securities, criada há nove anos, lembra o diretor Augusto Braúna Pinheiro. Em 2002, a BB Securities chegou a ser a líder nacional do ranking de bônus externos do Valor, liderando US$ 585 milhões em lançamentos de bônus.
“As empresas brasileiras passaram a olhar os bancos nacionais com mais atenção quando os estrangeiros fugiram, no final do ano passado”, disse o diretor do Unibanco, Carlos Catraio. “Em julho de 2002, quando abrimos nossa corretora em Nova York em meio à crise pré-eleitoral, insistimos que nossa visão era estratégica e de longo prazo. Hoje, estamos colhendo esses frutos”, afirma Alberto Barreto, vice-presidente executivo da área internacional do Itaú, que destacou ainda a abertura da agência em Londres, em junho.
Até 2003, o Itaú não tinha presença significativa no mercado de emissão primária de títulos da dívida externa de empresas não-financeiras. Ganhou espaço com a aquisição do BBA. “Temos um relacionamento de longo prazo com nossos mais de mil clientes corporativos, que veio se unir à forte capacidade de distribuição do Itaú S.A.”, disse Fernando Iunes, diretor do Itaú/BBA.

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