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APÓS 5 ANOS, RENDIMENTO DA POUPANÇA VENCE A INFLAÇÃO

Cadernetas renderam 10,34% entre janeiro e novembro deste ano

São Paulo (AF) – Após perder para a inflação durante quatro anos consecutivos, a caderneta de poupança, considerada a aplicação financeira mais tradicional e popular do país, deve fechar 2003 no azul, oferecendo um pequeno ganho real aos seus investidores. De janeiro a novembro, o rendimento da poupança superou a inflação medida por dois índices: 3,2% em relação ao Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e 2,2% na comparação com o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M).

Descontando a alta dos preços no período, a poupança conseguiu manter uma rentabilidade positiva, mas ainda insuficiente para cobrir as perdas dos anos anteriores (mais de 12% só em 2002). Os dados foram divulgados ontem pela Economática, consultoria especializada em informação financeira, que analisou o desempenho da poupança desde 1990.

A rentabilidade da caderneta segue a variação da Taxa Referencial (TR) mais juros de 0,5% para cada período de aniversário (30 ou 31 dias). O desempenho positivo deste ano só foi possível devido ao recuo da inflação, obtido pelos juros elevados e pela economia estagnada, fatores que inibem a alta dos preços. O governo Lula subiu a taxa Selic em janeiro e fevereiro e só começou a cortar o juro em junho.

Nos 11 primeiros meses deste ano, a poupança rendeu 10,34% nominalmente (sem descontar a inflação). Para se ter idéia, no mesmo período, a principal carteira de ações da Bovespa acumulou uma rentabilidade de 77,6%, consolidando-se como o investimento mais rentável de 2003.

No entanto, especialistas lembram que a poupança é uma aplicação mais segura, enquanto investir na Bolsa oferece mais riscos e exige monitoramento constante das tendências do mercado. Além disso, a poupança está isenta do pagamento do imposto de renda.

Além do ressarcimento da CPMF (conhecido como imposto do cheque) e isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o poupador pode conseguir isenção de tarifas e até redução de juros no cheque especial, como acontece na Caixa Econômica Federal.

Apesar dessas vantagens, os saques feitos nas cadernetas de poupança superaram os depósitos em quase R$ 14 bilhões neste ano, até outubro. Especialistas atribuem o movimento aos investidores que buscam rendimentos maiores. O governo já admitiu que busca formas de deixar a poupança mais atrativa.

Rentabilidade

Rendimento médio, em comparação com IGP-M e IGP-DI, respectivamente:
1990: perdas de 25,8% e 15,3%.
1991: perdas de 0,5% e 4,2%.
1992: ganhos de 9,3% e 10,8%.
1993: ganhos de 5% e perda de 0,3%.
1994: ganhos de 17,1% e de 12,4%.
1995: ganhos de 21,7% e de 22,3%.
1996: ganhos de 6,6% e de 6,4%.
1997: ganhos de 8,5% e de 8,7%.
1998: ganhos de 13,1% e de 13,2%.
1999: perdas de 6,1% e de 6%.
2000: perdas de 1,5% e de 1,4%.
2001: perdas de 1,6% e de 1,6%.
2002: perdas de 12,8% e de 13,6%.
2003 (até novembro): ganhos de 2,2% e de 3,2%.

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APÓS 5 ANOS, RENDIMENTO DA POUPANÇA VENCE A INFLAÇÃO

Cadernetas renderam 10,34% entre janeiro e novembro deste ano
São Paulo (AF) – Após perder para a inflação durante quatro anos consecutivos, a caderneta de poupança, considerada a aplicação financeira mais tradicional e popular do país, deve fechar 2003 no azul, oferecendo um pequeno ganho real aos seus investidores. De janeiro a novembro, o rendimento da poupança superou a inflação medida por dois índices: 3,2% em relação ao Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e 2,2% na comparação com o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M).
Descontando a alta dos preços no período, a poupança conseguiu manter uma rentabilidade positiva, mas ainda insuficiente para cobrir as perdas dos anos anteriores (mais de 12% só em 2002). Os dados foram divulgados ontem pela Economática, consultoria especializada em informação financeira, que analisou o desempenho da poupança desde 1990.
A rentabilidade da caderneta segue a variação da Taxa Referencial (TR) mais juros de 0,5% para cada período de aniversário (30 ou 31 dias). O desempenho positivo deste ano só foi possível devido ao recuo da inflação, obtido pelos juros elevados e pela economia estagnada, fatores que inibem a alta dos preços. O governo Lula subiu a taxa Selic em janeiro e fevereiro e só começou a cortar o juro em junho.
Nos 11 primeiros meses deste ano, a poupança rendeu 10,34% nominalmente (sem descontar a inflação). Para se ter idéia, no mesmo período, a principal carteira de ações da Bovespa acumulou uma rentabilidade de 77,6%, consolidando-se como o investimento mais rentável de 2003.
No entanto, especialistas lembram que a poupança é uma aplicação mais segura, enquanto investir na Bolsa oferece mais riscos e exige monitoramento constante das tendências do mercado. Além disso, a poupança está isenta do pagamento do imposto de renda.
Além do ressarcimento da CPMF (conhecido como imposto do cheque) e isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o poupador pode conseguir isenção de tarifas e até redução de juros no cheque especial, como acontece na Caixa Econômica Federal.
Apesar dessas vantagens, os saques feitos nas cadernetas de poupança superaram os depósitos em quase R$ 14 bilhões neste ano, até outubro. Especialistas atribuem o movimento aos investidores que buscam rendimentos maiores. O governo já admitiu que busca formas de deixar a poupança mais atrativa.
Rentabilidade
Rendimento médio, em comparação com IGP-M e IGP-DI, respectivamente:
1990: perdas de 25,8% e 15,3%.
1991: perdas de 0,5% e 4,2%.
1992: ganhos de 9,3% e 10,8%.
1993: ganhos de 5% e perda de 0,3%.
1994: ganhos de 17,1% e de 12,4%.
1995: ganhos de 21,7% e de 22,3%.
1996: ganhos de 6,6% e de 6,4%.
1997: ganhos de 8,5% e de 8,7%.
1998: ganhos de 13,1% e de 13,2%.
1999: perdas de 6,1% e de 6%.
2000: perdas de 1,5% e de 1,4%.
2001: perdas de 1,6% e de 1,6%.
2002: perdas de 12,8% e de 13,6%.
2003 (até novembro): ganhos de 2,2% e de 3,2%.

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