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BB CAPTA US$ 250 MILHÕES NO MERCADO INTERNACIONAL

Correio Braziliense – Vicente Nunes

O otimismo dos investidores estrangeiros em relação ao país levou o Banco do Brasil a captar US$ 250 milhões ontem no mercado internacional, a juros de 2,92% ao ano acima da taxa paga pelo Tesouro dos Estados Unidos. São os menores juros já pagos por companhias brasileiras no exterior e mesmo pelo Tesouro Nacional.

Os papéis têm vencimento em dez anos, sendo três de carência para início do pagamento do principal do empréstimo. Os títulos receberam classificação BBB das empresas de rating Standard & Poor’s e Moody’s, o que significa dizer que a operação apresenta risco baixíssimo para os investidores.

Dobro da meta
Segundo o vice-presidente da Área Internacional do BB, Rossano Maranhão, os compradores dos papéis emitidos pela instituição foram investidores institucionais (fundos de pensão), principalmente dos EUA.

Com essa operação, o Banco do Brasil totalizou captação de US$ 940 milhões ao longo de 2003, quase o dobro de meta fixada para o ano, de US$ 500 milhões. ‘‘O melhor de tudo foi o fato de o BB ter dito ao mercado quanto estava decidido a pagar de juros na emissão e não esperar o mercado apresentar suas propostas’’, afirmou.

O dinheiro captado pelo BB tem sido usado basicamente para financiar as exportações brasileiras. Parte dos US$ 250 milhões, no entanto, será destinada para o financiamento de investimentos na área produtiva e de infra-estrutura. O BB está analisando projetos superiores a R$ 12 bilhões.

‘‘O prazo de vencimento de 10 anos dos títulos nos permite financiar projetos de longo prazo, fundamentais o crescimento econômico sustentado’’, assinalou Maranhão. Ele disse ainda que o sucesso na operação do BB é resultado da consolidação da credibilidade do governo. ‘‘Abrimos um importante espaço para as empresas brasileiras no exterior’’, emendou.

Risco menor
Desde 1997, o BB não emitia títulos tão longo no exterior. Naquele ano, o banco captou US$ 200 milhões, por dez anos, a juros anuais de 9,35%. Em março de 2003, o BB lançou papéis no valor de US$ 120 milhões, por sete anos, com taxa de 4,5% ao ano. Em julho, foram emitidos mais US$ 223 milhões, por um prazo de oito anos, com taxa de 3,5% ao ano acima dos juros do Tesouro norte-americano. ‘‘Esses números mostram o quanto melhorou a percepção de risco dos investidores em relação ao Brasil’’, reforçou o vice-presidente do BB.

No ano passado, o país enfrentou uma séria crise de confiança. As linhas internacionais de crédito praticamente secaram. Somente o BB perdeu US$ 1 bilhão que captava junto a outros bancos para financiar o comércio exterior.

‘‘Hoje, não só recuperamos esse R$ 1 bilhão, como ampliamos as linhas em mais US$ 2 bilhões’’, destacou. Na avaliação de Maranhão, à medida que o crescimento econômico for se consolidando no ano que vem, o volume de investimentos estrangeiros no país tenderá a crescer muito mais.

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BB CAPTA US$ 250 MILHÕES NO MERCADO INTERNACIONAL

Correio Braziliense – Vicente Nunes
O otimismo dos investidores estrangeiros em relação ao país levou o Banco do Brasil a captar US$ 250 milhões ontem no mercado internacional, a juros de 2,92% ao ano acima da taxa paga pelo Tesouro dos Estados Unidos. São os menores juros já pagos por companhias brasileiras no exterior e mesmo pelo Tesouro Nacional.
Os papéis têm vencimento em dez anos, sendo três de carência para início do pagamento do principal do empréstimo. Os títulos receberam classificação BBB das empresas de rating Standard & Poor’s e Moody’s, o que significa dizer que a operação apresenta risco baixíssimo para os investidores.
Dobro da meta
Segundo o vice-presidente da Área Internacional do BB, Rossano Maranhão, os compradores dos papéis emitidos pela instituição foram investidores institucionais (fundos de pensão), principalmente dos EUA.
Com essa operação, o Banco do Brasil totalizou captação de US$ 940 milhões ao longo de 2003, quase o dobro de meta fixada para o ano, de US$ 500 milhões. ‘‘O melhor de tudo foi o fato de o BB ter dito ao mercado quanto estava decidido a pagar de juros na emissão e não esperar o mercado apresentar suas propostas’’, afirmou.
O dinheiro captado pelo BB tem sido usado basicamente para financiar as exportações brasileiras. Parte dos US$ 250 milhões, no entanto, será destinada para o financiamento de investimentos na área produtiva e de infra-estrutura. O BB está analisando projetos superiores a R$ 12 bilhões.
‘‘O prazo de vencimento de 10 anos dos títulos nos permite financiar projetos de longo prazo, fundamentais o crescimento econômico sustentado’’, assinalou Maranhão. Ele disse ainda que o sucesso na operação do BB é resultado da consolidação da credibilidade do governo. ‘‘Abrimos um importante espaço para as empresas brasileiras no exterior’’, emendou.
Risco menor
Desde 1997, o BB não emitia títulos tão longo no exterior. Naquele ano, o banco captou US$ 200 milhões, por dez anos, a juros anuais de 9,35%. Em março de 2003, o BB lançou papéis no valor de US$ 120 milhões, por sete anos, com taxa de 4,5% ao ano. Em julho, foram emitidos mais US$ 223 milhões, por um prazo de oito anos, com taxa de 3,5% ao ano acima dos juros do Tesouro norte-americano. ‘‘Esses números mostram o quanto melhorou a percepção de risco dos investidores em relação ao Brasil’’, reforçou o vice-presidente do BB.
No ano passado, o país enfrentou uma séria crise de confiança. As linhas internacionais de crédito praticamente secaram. Somente o BB perdeu US$ 1 bilhão que captava junto a outros bancos para financiar o comércio exterior.
‘‘Hoje, não só recuperamos esse R$ 1 bilhão, como ampliamos as linhas em mais US$ 2 bilhões’’, destacou. Na avaliação de Maranhão, à medida que o crescimento econômico for se consolidando no ano que vem, o volume de investimentos estrangeiros no país tenderá a crescer muito mais.

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