Gazeta do Povo
Estudo mostra que desempenho foi puxado pelos bancos públicos
São Paulo (Das Agências) – O Banco Central (BC) diz acreditar que a contínua redução da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, já começa a estimular os bancos privados a aumentar o volume de empréstimos. Segundo estudo mensal sobre juros bancários divulgado ontem pelo BC, o volume total de empréstimos bancários atingiu em novembro R$ 404,8 bilhões. Isso representa um crescimento de 2,5% sobre o mês anterior e uma alta de 7% nos 11 primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2002.
Entretanto, essa taxa de crescimento anual está associada quase que totalmente ao aumento dos empréstimos pelo bancos públicos. Enquanto as instituições ligadas aos governos federal e estaduais aumentaram suas operações de crédito em 14,3% nos 11 primeiros meses deste ano, os bancos privados apresentaram alta de só 2,5%.
No entanto, o chefe-substituto do Departamento Econômico do BC, Luiz Sampaio Malan, destacou que, isolando os dados de novembro, essa situação já não é observada. Segundo ele, no mês passado os bancos públicos aumentaram sua carteira de crédito em 2,7%, enquanto que as operações dos bancos privados tiveram um crescimento pouco menor, de 2,4%.
Ele explicou que os bancos privados poderiam ter aumentado o volume de crédito em 2,6% em novembro não fosse uma provisão de R$ 480 milhões feita por uma instituição para cobrir a inadimplência de uma empresa do setor elétrico. Como a dívida não deve ser recebida, ela deixou o estoque contábil de operações de crédito dos bancos privados.
Importância
“O setor privado é responsável por 60% dos empréstimos do Brasil. O fato de os bancos privados começarem a aumentar o volume de recursos direcionado ao crédito é relevante e extremamente positivo porque está associado à queda da taxa de juros”, disse Luiz Sampaio Malan, que é irmão do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan. Ele também destacou que, além do crescimento do volume de crédito em novembro, também houve aumento da poupança interna -com maior investimento na caderneta de poupança e em fundos de renda fixa.
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Por Mhais• 23 de dezembro de 2003• 01:20• Sem categoria
EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS CRESCEM 7% EM 2003
Gazeta do Povo
Estudo mostra que desempenho foi puxado pelos bancos públicos
São Paulo (Das Agências) – O Banco Central (BC) diz acreditar que a contínua redução da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, já começa a estimular os bancos privados a aumentar o volume de empréstimos. Segundo estudo mensal sobre juros bancários divulgado ontem pelo BC, o volume total de empréstimos bancários atingiu em novembro R$ 404,8 bilhões. Isso representa um crescimento de 2,5% sobre o mês anterior e uma alta de 7% nos 11 primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2002.
Entretanto, essa taxa de crescimento anual está associada quase que totalmente ao aumento dos empréstimos pelo bancos públicos. Enquanto as instituições ligadas aos governos federal e estaduais aumentaram suas operações de crédito em 14,3% nos 11 primeiros meses deste ano, os bancos privados apresentaram alta de só 2,5%.
No entanto, o chefe-substituto do Departamento Econômico do BC, Luiz Sampaio Malan, destacou que, isolando os dados de novembro, essa situação já não é observada. Segundo ele, no mês passado os bancos públicos aumentaram sua carteira de crédito em 2,7%, enquanto que as operações dos bancos privados tiveram um crescimento pouco menor, de 2,4%.
Ele explicou que os bancos privados poderiam ter aumentado o volume de crédito em 2,6% em novembro não fosse uma provisão de R$ 480 milhões feita por uma instituição para cobrir a inadimplência de uma empresa do setor elétrico. Como a dívida não deve ser recebida, ela deixou o estoque contábil de operações de crédito dos bancos privados.
Importância
“O setor privado é responsável por 60% dos empréstimos do Brasil. O fato de os bancos privados começarem a aumentar o volume de recursos direcionado ao crédito é relevante e extremamente positivo porque está associado à queda da taxa de juros”, disse Luiz Sampaio Malan, que é irmão do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan. Ele também destacou que, além do crescimento do volume de crédito em novembro, também houve aumento da poupança interna -com maior investimento na caderneta de poupança e em fundos de renda fixa.
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