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ESTADÃO – NA INTERNET, UM BALANÇO UFANISTA DO GOVERNO SOBRE O GOVERNO

Brasília – O Palácio do Planalto pôs no dia de Natal na internet (www.info.planalto.gov.br) um balanço extremamente ufanista do primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Com 8 capítulos e 138 páginas, o relatório diz que “o caos rondava a economia” quando o presidente Lula tomou posse e que o novo governo avançou para recuperar o “tempo perdido em décadas de estagnação”. Mesmo o aumento do desemprego e a queda na renda têm justificativas mais do que plausíveis, de acordo com o calhamaço.
Intitulado “A Mudança já Começou” – mesmo nome da revista produzida pela Secretaria de Comunicação do Governo – , o relatório é uma prestação de contas de um ano do PT no poder. Foi produzido com base em informações enviadas por todos os ministros e aponta um cenário de reconstrução nacional: “(…) É muito mais seguro investir hoje no Brasil do que há um ano, o que reduz fortemente o custo do capital.”
A Agência Estado antecipou trechos de um texto reservado, preparado pela assessoria especial da Presidência, em que eram dadas várias orientações aos ministros sobre como prestar contas de sua área. Pedia que tratassem “desencontros e gols contra como naturais do primeiro ano de governo” e que apontassem para uma “agenda positiva” em 2004. Foi exatamente isso que os ministros fizeram.
O relatório afirma que os empregos criados não foram capazes de absorver as novas demandas nem de reverter “os altos e crescentes índices”, mas toma um cuidado: ressalva que “o País já convivia” com taxas altas de desemprego e que “teve continuidade a queda na renda média dos trabalhadores”. Admite, porém, que os investimentos públicos e privados encolheram nesse período.
O quarto capítulo sustenta que 2003 deve ser entendido como “o primeiro momento” de um processo de transição para um novo modelo de desenvolvimento: “O crescimento econômico, por si só, não é condição suficiente para que se alcance o desenvolvimento (…) com inclusão social. No entanto, é uma condição necessária e irrefutável.”
Em mais um auto-elogio, o texto cita a administração Lula como “o primeiro governo de diálogo nacional” e comemora a aprovação das reformas tributária e da Previdência. O Planalto também se vangloria de ter iniciado “uma verdadeira revolução na gestão do Estado, visando a superar os problemas decorrentes das medidas de enxugamento e desmonte que o Estado brasileiro sofreu desde o início dos anos 90”. Mais: diz que 2003 foi um ano de “corrupção zero” num governo que não mediu esforços para combater quadrilhas que se formavam dentro e fora do Estado.
Na oposição, o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), disse que o relatório não traz novidade. “O tom ufanista é a marca registrada do PT”, disse. “É bravata pura.” Para ele, 2003 foi marcado por lamentáveis perdas, a começar pelo crescimento quase zero do Produto Interno Bruto. “Foi um ano maldito, no qual 650 mil pessoas perderam o emprego, os avanços na educação pararam, os progressos na saúde retrocederam e a burocracia tomou conta de tudo.”
Vera Rosa, Tânia Monteiro e Rosa Costa

Por 10:57 Sem categoria

ESTADÃO – NA INTERNET, UM BALANÇO UFANISTA DO GOVERNO SOBRE O GOVERNO

Brasília – O Palácio do Planalto pôs no dia de Natal na internet (www.info.planalto.gov.br) um balanço extremamente ufanista do primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Com 8 capítulos e 138 páginas, o relatório diz que “o caos rondava a economia” quando o presidente Lula tomou posse e que o novo governo avançou para recuperar o “tempo perdido em décadas de estagnação”. Mesmo o aumento do desemprego e a queda na renda têm justificativas mais do que plausíveis, de acordo com o calhamaço.

Intitulado “A Mudança já Começou” – mesmo nome da revista produzida pela Secretaria de Comunicação do Governo – , o relatório é uma prestação de contas de um ano do PT no poder. Foi produzido com base em informações enviadas por todos os ministros e aponta um cenário de reconstrução nacional: “(…) É muito mais seguro investir hoje no Brasil do que há um ano, o que reduz fortemente o custo do capital.”

A Agência Estado antecipou trechos de um texto reservado, preparado pela assessoria especial da Presidência, em que eram dadas várias orientações aos ministros sobre como prestar contas de sua área. Pedia que tratassem “desencontros e gols contra como naturais do primeiro ano de governo” e que apontassem para uma “agenda positiva” em 2004. Foi exatamente isso que os ministros fizeram.

O relatório afirma que os empregos criados não foram capazes de absorver as novas demandas nem de reverter “os altos e crescentes índices”, mas toma um cuidado: ressalva que “o País já convivia” com taxas altas de desemprego e que “teve continuidade a queda na renda média dos trabalhadores”. Admite, porém, que os investimentos públicos e privados encolheram nesse período.

O quarto capítulo sustenta que 2003 deve ser entendido como “o primeiro momento” de um processo de transição para um novo modelo de desenvolvimento: “O crescimento econômico, por si só, não é condição suficiente para que se alcance o desenvolvimento (…) com inclusão social. No entanto, é uma condição necessária e irrefutável.”

Em mais um auto-elogio, o texto cita a administração Lula como “o primeiro governo de diálogo nacional” e comemora a aprovação das reformas tributária e da Previdência. O Planalto também se vangloria de ter iniciado “uma verdadeira revolução na gestão do Estado, visando a superar os problemas decorrentes das medidas de enxugamento e desmonte que o Estado brasileiro sofreu desde o início dos anos 90”. Mais: diz que 2003 foi um ano de “corrupção zero” num governo que não mediu esforços para combater quadrilhas que se formavam dentro e fora do Estado.

Na oposição, o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), disse que o relatório não traz novidade. “O tom ufanista é a marca registrada do PT”, disse. “É bravata pura.” Para ele, 2003 foi marcado por lamentáveis perdas, a começar pelo crescimento quase zero do Produto Interno Bruto. “Foi um ano maldito, no qual 650 mil pessoas perderam o emprego, os avanços na educação pararam, os progressos na saúde retrocederam e a burocracia tomou conta de tudo.”

Vera Rosa, Tânia Monteiro e Rosa Costa

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