Estadão
São Paulo – O economista Antonio Luiz Ficha, do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, discorda da estimativa do Banco Central de que a inflação este ano será de 4,5% (1% a menos da previsão inicial da própria instituição), razão pela qual a taxa Selic não será reduzida com a intensidade do ano passado, devendo chegar ao final de 2004 na faixa de 13,5%. Entrevistado no Jornal das Dez, da Globo News, Ficha explicou que prevê uma inflação de 6,5%, medida pelo IPCA; segundo ele, os preços administrados (entre eles as tarifas de energia elétrica e de telefonia) continuarão crescendo, provavelmente na faixa de 8%, enquanto os preços livres terão uma elevação de 5,5%.
Ele rebateu a garantia dada pela Petrobrás de que os preços dos combustíveis não subirão tanto em 2004, dizendo que tais preços pesam apenas 8% no IPCA. E lembrou que o preço dos combustíveis está muito ligado à taxa cambial, que não será muito pressionada este ano.
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