Agência Brasil
(São Paulo) A empresários e representantes de câmaras internacionais de comércio presentes ontem na instalação da São Paulo Chamber of Commerce, órgão da Associação Comercial de São Paulo, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que a reativação do mercado interno é uma das missões prioritárias do governo este ano.
O ministro apontou duas oportunidades para o empresariado no mercado externo, no curto prazo. A primeira delas é um espaço negociado com a maior rede de lojas de departamento britânica, a Selfridges. Durante três semanas, a partir de 4 de maio, a rede disponibilizará para os produtos made in Brazil áreas de 200 metros quadrados em suas principais lojas.
“Esperamos divulgar o nome do Brasil como sinônimo de qualidade, o Brasil moderno, da qualidade, da alta tecnologia, da moda, do design”, disse o ministro.
A segunda oportunidade de negócios apontada por Furlan é a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, marcada para 22 de maio. Uma missão comercial acompanhará o presidente.
Entre o empresariado, a preocupação maior é a necessidade de desmistificar as exportações.
“Nosso desafio é fazer do comércio exterior uma atividade de elite, mas de todos os empreendedores”, disse o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.
Neste sentido, reforçou o ministro, tem papel fundamental a recém instalada São Paulo Chamber of Commerce. Em países como China e Taiwan, as pequenas empresas respondem por cerca de 80% do total das exportações. No Brasil, respondem apenas por 6%.
Caso Nestlé-Garoto
A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e a Associação Comercial de São Paulo manifestaram preocupação com relação à decisão do Cade no caso Nestlé/Garoto, e suas repercussões sobre a economia e o emprego. “Em setores que não existe monopólio natural, ou legal, uma economia aberta representa melhor garantia para a população”, diz carta aberta direcionada ao ministro.
“Parece discutível considerar-se excessiva a participação da Nestlé, sem que se leve em conta o fato de que ela opera em um mercado aberto à entrada de novas empresas ou à importação de produtos”, afirmam os empresários no documento.
Os empresários apontam ainda na carta que “a intervenção do Estado deve ser limitada e, sobretudo, eficiente”. Segundo ainda o documento, “independente do mérito da decisão, o que mais preocupa o setor privado é o fato de que os órgãos burocráticos não têm prazo para responder às solicitações ou encontram expedientes para contorná-los, deixando as empresas absolutamente indefesas quanto ao tempo que pode demorar uma autorização ou decisão”.
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Por Mhais• 10 de fevereiro de 2004• 11:25• Sem categoria
FURLAN DIZ QUE PRIORIDADE É REATIVAR O MERCADO INTERNO
Agência Brasil
(São Paulo) A empresários e representantes de câmaras internacionais de comércio presentes ontem na instalação da São Paulo Chamber of Commerce, órgão da Associação Comercial de São Paulo, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que a reativação do mercado interno é uma das missões prioritárias do governo este ano.
O ministro apontou duas oportunidades para o empresariado no mercado externo, no curto prazo. A primeira delas é um espaço negociado com a maior rede de lojas de departamento britânica, a Selfridges. Durante três semanas, a partir de 4 de maio, a rede disponibilizará para os produtos made in Brazil áreas de 200 metros quadrados em suas principais lojas.
“Esperamos divulgar o nome do Brasil como sinônimo de qualidade, o Brasil moderno, da qualidade, da alta tecnologia, da moda, do design”, disse o ministro.
A segunda oportunidade de negócios apontada por Furlan é a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, marcada para 22 de maio. Uma missão comercial acompanhará o presidente.
Entre o empresariado, a preocupação maior é a necessidade de desmistificar as exportações.
“Nosso desafio é fazer do comércio exterior uma atividade de elite, mas de todos os empreendedores”, disse o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.
Neste sentido, reforçou o ministro, tem papel fundamental a recém instalada São Paulo Chamber of Commerce. Em países como China e Taiwan, as pequenas empresas respondem por cerca de 80% do total das exportações. No Brasil, respondem apenas por 6%.
Caso Nestlé-Garoto
A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e a Associação Comercial de São Paulo manifestaram preocupação com relação à decisão do Cade no caso Nestlé/Garoto, e suas repercussões sobre a economia e o emprego. “Em setores que não existe monopólio natural, ou legal, uma economia aberta representa melhor garantia para a população”, diz carta aberta direcionada ao ministro.
“Parece discutível considerar-se excessiva a participação da Nestlé, sem que se leve em conta o fato de que ela opera em um mercado aberto à entrada de novas empresas ou à importação de produtos”, afirmam os empresários no documento.
Os empresários apontam ainda na carta que “a intervenção do Estado deve ser limitada e, sobretudo, eficiente”. Segundo ainda o documento, “independente do mérito da decisão, o que mais preocupa o setor privado é o fato de que os órgãos burocráticos não têm prazo para responder às solicitações ou encontram expedientes para contorná-los, deixando as empresas absolutamente indefesas quanto ao tempo que pode demorar uma autorização ou decisão”.
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