fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 11:43 Notícias

REPIQUE DA INFLAÇÃO RENDE BONS GANHOS

Valor – Catherine Vieira, Do Rio
As expectativas de repique da inflação e a paralisação do corte na taxa de juros renderam maus momentos ao mercado, mas ótimos ganhos aos fundos de pensão. Recheadas de papéis atrelados aos índices de preços, inclusive os de prazo mais longo, carteiras como a da Eletros chegam a render 200% do Certificado de Depósitos Interbancários (CDI), que variou 1,31% em janeiro.
Previ, Petros, Funcef e mesmo fundações de menor porte também comemoraram um início de ano alentador.
“Com esse repique, nós realmente fomos beneficiados, pois mais de 50% da nossa carteira de renda fixa está alocada nas NTN-B (indexada ao IPCA) e NTN-C (indexada ao IGP-M)”, afirma Ricardo Martins, diretor de investimentos da Petros. Enquanto o CDI variou 1,8%, as NTN-B mais longas, com vencimento em 2004, acumulavam até ontem rendimento de cerca de 7% no ano.
Com a manutenção da Selic e a reviravolta nos mercados futuros de juros, os fundos de renda fixa em geral patinaram e acumulam ganhos de apenas 1,62% em 2004. Já os títulos corrigidos pela inflação, ao contrário, acabaram dando bons ganhos aos fundos de pensão, compensando a bolsa em queda.
“Fomos muito beneficiados, porque havia uma dívida da Petrobras que foi toda paga ano passado com papéis indexados ao IPCA, as NTN-B. Ainda não fechamos os dados de janeiro, mas seguramente teremos ganhos muito acima do CDI. Nossa carteira tem prazos longos, com papéis vencendo até 2033”, comemora Martins, da Petros.
Para o diretor financeiro da Associação Brasileira das Entidades de Previdência Fechada (Abrapp), Antônio Cruz, não só o repique inflacionário, mas também o aumento da liquidez no mercado secundário garantiram os ganhos.
De acordo com levantamento da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro, até setembro passado, esse mercado negociava cerca de R$ 100 milhões em média. Depois das eleições presidenciais, no entanto, como a inflação voltou ao foco dos analistas, essa média praticamente quadruplicou, subindo para R$ 370 milhões.
“O aumento de liquidez faz com que as fundações não sejam os únicos agentes a operar nesse mercado. Com isso, os cupons (prêmios embutidos nos papéis) acabam sofrendo mais variações. Como neste início de ano houve um fechamento significativo dessas taxas, o ganho foi expressivo”, explica Cruz. Ele, que também é diretor do fundo de pensão da Andima, diz que esses dois primeiros meses já garantem o resultado até pelo menos o meio do ano.
A Funcef, terceiro maior fundo do país, também conseguiu excelentes resultados em janeiro. Somente a carteira de renda fixa ofereceu ganhos de 150% do CDI e garantiu que, mesmo com queda da bolsa, o fundo batesse tanto a meta atuarial quanto o próprio CDI na carteira total. Enquanto a meta era de 1,1%, a rentabilidade geral foi de 1,85%. “Acreditamos muito nesses papéis indexados à inflação, que têm tido cada vez melhor desempenho”, diz o diretor de finanças da Funcef, Luiz Afonso Simoens.
Um dos fundos que mais vêm focando no mercado de títulos indexados, a Eletros computou também os melhores ganhos. “Temos uma parte menor em renda variável e nossa carteira de renda fixa rendeu 200% do CDI neste início de ano”, comemora Jair Ribeiro, gerente de risco da Eletros.
Na Previ, o diretor de investimentos Luiz Aguiar também ainda não fechou completamente os dados relativos à janeiro, mas não tem dúvida de que o resultado será muito superior ao CDI. “Apesar de nossa carteira de renda variável ser grande, os papéis indexados vão compensar bastante eventuais perdas. No fundo dos novos funcionários, onde a parcela de renda variável é muito pequena e temos muitos papéis indexados a preços, o ganho será espetacular”, explica.
Ele lembra que desde o ano passado esses papéis vem oferecendo ótimo retorno. “O cupom, que chegou a 12,6%, fechou muito e agora está em 8,3%. É um ganho extraordinário”, completa Aguiar. Em 2003, a carteira da Previ rendeu 36,34%. Só a de renda fixa variou 28,04%.

Por 11:43 Sem categoria

REPIQUE DA INFLAÇÃO RENDE BONS GANHOS

Valor – Catherine Vieira, Do Rio

As expectativas de repique da inflação e a paralisação do corte na taxa de juros renderam maus momentos ao mercado, mas ótimos ganhos aos fundos de pensão. Recheadas de papéis atrelados aos índices de preços, inclusive os de prazo mais longo, carteiras como a da Eletros chegam a render 200% do Certificado de Depósitos Interbancários (CDI), que variou 1,31% em janeiro.

Previ, Petros, Funcef e mesmo fundações de menor porte também comemoraram um início de ano alentador.

“Com esse repique, nós realmente fomos beneficiados, pois mais de 50% da nossa carteira de renda fixa está alocada nas NTN-B (indexada ao IPCA) e NTN-C (indexada ao IGP-M)”, afirma Ricardo Martins, diretor de investimentos da Petros. Enquanto o CDI variou 1,8%, as NTN-B mais longas, com vencimento em 2004, acumulavam até ontem rendimento de cerca de 7% no ano.

Com a manutenção da Selic e a reviravolta nos mercados futuros de juros, os fundos de renda fixa em geral patinaram e acumulam ganhos de apenas 1,62% em 2004. Já os títulos corrigidos pela inflação, ao contrário, acabaram dando bons ganhos aos fundos de pensão, compensando a bolsa em queda.

“Fomos muito beneficiados, porque havia uma dívida da Petrobras que foi toda paga ano passado com papéis indexados ao IPCA, as NTN-B. Ainda não fechamos os dados de janeiro, mas seguramente teremos ganhos muito acima do CDI. Nossa carteira tem prazos longos, com papéis vencendo até 2033”, comemora Martins, da Petros.

Para o diretor financeiro da Associação Brasileira das Entidades de Previdência Fechada (Abrapp), Antônio Cruz, não só o repique inflacionário, mas também o aumento da liquidez no mercado secundário garantiram os ganhos.

De acordo com levantamento da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro, até setembro passado, esse mercado negociava cerca de R$ 100 milhões em média. Depois das eleições presidenciais, no entanto, como a inflação voltou ao foco dos analistas, essa média praticamente quadruplicou, subindo para R$ 370 milhões.

“O aumento de liquidez faz com que as fundações não sejam os únicos agentes a operar nesse mercado. Com isso, os cupons (prêmios embutidos nos papéis) acabam sofrendo mais variações. Como neste início de ano houve um fechamento significativo dessas taxas, o ganho foi expressivo”, explica Cruz. Ele, que também é diretor do fundo de pensão da Andima, diz que esses dois primeiros meses já garantem o resultado até pelo menos o meio do ano.

A Funcef, terceiro maior fundo do país, também conseguiu excelentes resultados em janeiro. Somente a carteira de renda fixa ofereceu ganhos de 150% do CDI e garantiu que, mesmo com queda da bolsa, o fundo batesse tanto a meta atuarial quanto o próprio CDI na carteira total. Enquanto a meta era de 1,1%, a rentabilidade geral foi de 1,85%. “Acreditamos muito nesses papéis indexados à inflação, que têm tido cada vez melhor desempenho”, diz o diretor de finanças da Funcef, Luiz Afonso Simoens.

Um dos fundos que mais vêm focando no mercado de títulos indexados, a Eletros computou também os melhores ganhos. “Temos uma parte menor em renda variável e nossa carteira de renda fixa rendeu 200% do CDI neste início de ano”, comemora Jair Ribeiro, gerente de risco da Eletros.

Na Previ, o diretor de investimentos Luiz Aguiar também ainda não fechou completamente os dados relativos à janeiro, mas não tem dúvida de que o resultado será muito superior ao CDI. “Apesar de nossa carteira de renda variável ser grande, os papéis indexados vão compensar bastante eventuais perdas. No fundo dos novos funcionários, onde a parcela de renda variável é muito pequena e temos muitos papéis indexados a preços, o ganho será espetacular”, explica.

Ele lembra que desde o ano passado esses papéis vem oferecendo ótimo retorno. “O cupom, que chegou a 12,6%, fechou muito e agora está em 8,3%. É um ganho extraordinário”, completa Aguiar. Em 2003, a carteira da Previ rendeu 36,34%. Só a de renda fixa variou 28,04%.

Close