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GOVERNO PRETENDE VOTAR REDUÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO

RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Líderes do governo na Câmara dos Deputados iniciaram nesta semana uma movimentação para tentar aprovar ainda neste ano no Congresso a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
A idéia é capitaneada pelo presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), e tem como objetivo apresentar à população uma medida de impacto em prol da geração de empregos.
Embora diga a assessores que a discussão ainda é “embrionária”, João Paulo determinou há alguns dias à Secretaria Geral da Mesa o levantamento de todos os projetos relacionados ao assunto que tramitam no Congresso.
O governo ainda não teria sido consultado formalmente sobre o tema, que, até então, só seria tratado na reforma trabalhista, em 2005.
O novo presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, Tarcisio Zimmermann (PT-RS), afirmou que um de seus primeiros atos será apresentar um requerimento convocando uma audiência pública para discutir a redução da jornada com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, com as centrais sindicais e com representantes do setor empresarial.
“Acho que, se o presidente da Câmara e os líderes concordarem com a iniciativa de destacar o projeto de redução da reforma trabalhista, a bancada do PT será radicalmente favorável”, afirmou o líder do PT na Casa, deputado Arlindo Chinaglia (SP).
“Somos a favor da redução, que é um mecanismo de geração de emprego imediato”, disse.
Bandeira defendida principalmente pelas centrais sindicais, a redução da carga horária de trabalho encontra resistência no meio empresarial.
“Nós somos frontalmente contrários e deixamos isso claro nas discussões do Fórum Nacional do Trabalho”, afirmou o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado Armando Monteiro (PTB-PE).
Segundo ele, a proposta é “ilusória” e de um “voluntarismo ingênuo”, já que elevaria os custos para as empresas e sobrecarregaria mais ainda o setor produtivo.
“Ou aproveitamos o momento para tomarmos uma medida direta de geração de emprego ou vamos ver essa questão embaralhada na reforma trabalhista”, afirmou o deputado Durval Orlato (PT-SP), um dos defensores da votação imediata da proposta.
Pela Constituição, a jornada prevista é de 44 horas semanais, não podendo ser superior a oito horas diárias, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada mediante acordo ou convenção coletiva”. Antes de 1988, a jornada semanal era de 48 horas.
Na Câmara, há 13 projetos tratando do assunto. O último em que houve tramitação foi o de autoria do deputado Inácio Arruda (PC do B-CE). Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça em 2003, ele prevê a redução para 40 horas no ano seguinte à aprovação, e para 35 horas semanais dois anos depois.
Além disso, haveria aumento no pagamento da hora extra, hoje de 50% além da hora normal.
Por se tratar de emenda à Constituição, uma possível redução tem que ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara e no Senado, sendo que em cada votação são necessários 60% dos votos dos congressistas.
Isso torna muito difícil uma aprovação neste ano, já que o Congresso tende a não ter votações entre julho e novembro devido às eleições.

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GOVERNO PRETENDE VOTAR REDUÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO

RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Líderes do governo na Câmara dos Deputados iniciaram nesta semana uma movimentação para tentar aprovar ainda neste ano no Congresso a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

A idéia é capitaneada pelo presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), e tem como objetivo apresentar à população uma medida de impacto em prol da geração de empregos.

Embora diga a assessores que a discussão ainda é “embrionária”, João Paulo determinou há alguns dias à Secretaria Geral da Mesa o levantamento de todos os projetos relacionados ao assunto que tramitam no Congresso.

O governo ainda não teria sido consultado formalmente sobre o tema, que, até então, só seria tratado na reforma trabalhista, em 2005.

O novo presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, Tarcisio Zimmermann (PT-RS), afirmou que um de seus primeiros atos será apresentar um requerimento convocando uma audiência pública para discutir a redução da jornada com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, com as centrais sindicais e com representantes do setor empresarial.

“Acho que, se o presidente da Câmara e os líderes concordarem com a iniciativa de destacar o projeto de redução da reforma trabalhista, a bancada do PT será radicalmente favorável”, afirmou o líder do PT na Casa, deputado Arlindo Chinaglia (SP).

“Somos a favor da redução, que é um mecanismo de geração de emprego imediato”, disse.

Bandeira defendida principalmente pelas centrais sindicais, a redução da carga horária de trabalho encontra resistência no meio empresarial.

“Nós somos frontalmente contrários e deixamos isso claro nas discussões do Fórum Nacional do Trabalho”, afirmou o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado Armando Monteiro (PTB-PE).

Segundo ele, a proposta é “ilusória” e de um “voluntarismo ingênuo”, já que elevaria os custos para as empresas e sobrecarregaria mais ainda o setor produtivo.

“Ou aproveitamos o momento para tomarmos uma medida direta de geração de emprego ou vamos ver essa questão embaralhada na reforma trabalhista”, afirmou o deputado Durval Orlato (PT-SP), um dos defensores da votação imediata da proposta.

Pela Constituição, a jornada prevista é de 44 horas semanais, não podendo ser superior a oito horas diárias, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada mediante acordo ou convenção coletiva”. Antes de 1988, a jornada semanal era de 48 horas.

Na Câmara, há 13 projetos tratando do assunto. O último em que houve tramitação foi o de autoria do deputado Inácio Arruda (PC do B-CE). Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça em 2003, ele prevê a redução para 40 horas no ano seguinte à aprovação, e para 35 horas semanais dois anos depois.

Além disso, haveria aumento no pagamento da hora extra, hoje de 50% além da hora normal.

Por se tratar de emenda à Constituição, uma possível redução tem que ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara e no Senado, sendo que em cada votação são necessários 60% dos votos dos congressistas.

Isso torna muito difícil uma aprovação neste ano, já que o Congresso tende a não ter votações entre julho e novembro devido às eleições.

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