(São Paulo) O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou aos bancários em audiência realizada na noite de ontem que a solução para o impasse colocado entre a direção e os funcionários do Besc – Banco do Estado de Santa Catarina, deve se dar no âmbito do próprio Besc.
A reunião com Appy também foi acompanhada por Bolívar Moura Neto, sub-secretário executivo da Fazenda de Santa Catarina e membro do Conselho Diretor do Besc.
Os representantes dos bancários, Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT, Jacy Afonso, secretário de Finanças da CUT e diretor do Seeb Brasília e Rogério Fernandes, presidente do Seeb Florianópolis, cobraram uma postura mais firme do governo, uma vez que a direção do Besc afirma que está subordinada ao Ministério da Fazenda e exigiram uma negociação com o banco ainda no dia de hoje, antes da assembléia prevista para às 16h.
Os funcionários do Besc estão em greve desde o dia 31/03 e querem o cumprimento dos 12,6% de reajuste concedido aos demais bancários no ano passado e a complementação do abono.
Eles receberam R$ 1.000 em duas parcelas, enquanto o acordo firmado com a Fenaban garantiu R$ 1.500.
A reunião com o Ministério da Fazenda foi intermediada pelo ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, que recebeu os bancários no final da tarde e destacou a importância de uma solução conciliada para o impasse.
“Queremos uma posição mais firme do governo e da presidência do Besc, senão a greve continua”, ressaltou Vagner Freitas cobrando de Appy uma intermediação mais firme do governo federal.
O presidente do Sindicato de Florianópolis, Rogério Fernandes, destacou que é da responsabilidade do presidente do Besc, Eurides Mescolotto, e de seus diretores a apresentação de uma proposta viável.
“Da mesma forma que o presidente do BESC pode contar com os empregados no ano passado, quando pediu uma trégua e solicitou que esperassem até este ano para negociar, agora os empregados esperam que ele tenha capacidade de decidir alguma coisa e construir uma proposta decente e capaz de pôr fim ao impasse”.
Reunião – Em Florianópolis também houve reunião ontem, com a direção do BESC, chamada pela CUT estadual e que contou com a presença do Delegado Regional do Trabalho Odilon Silva.
Nesta reunião, os representantes dos trabalhadores fizeram todo o esforço para convencer a diretoria do banco de que, frente os resultados de 2003 e com o cenário colocado em 2004, é possível cumprir o acordo firmado nacionalmente com a Fenaban também no Besc.
Meire Bicudo – CNB/CUT, com informações do Seeb Florianópolis
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