Os presidentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho acredita que a reforma sindical deve reduzir drasticamente o número de sindicatos e centrais sindicais do país.
A projeto de reforma foi apresentado hoje por integrantes do Fórum Nacional do Trabalho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião no Palácio do Planalto.
O texto prevê que os sindicatos terão que comprovar representarem percentuais mínimos de trabalhadores do setor em que atuam para continuarem a existir.
Hoje as entidades conseguem uma autorização de funcionamento do Ministério do Trabalho e garantem o direito de receber parte da contribuição sindical obrigatória paga pelos trabalhadores mesmo que não prestem serviços em troca.
Para o presidente da CUT, com a necessidade de comprovar representatividade “estamos entrando em um caminho de diminuição do número de sindicatos”.
Segundo Marinho, hoje existem cerca de 17 mil sindicatos no país. “Não sou profeta para dizer quantos sobrarão, mas será menos do que isso”, disse.
Já das 11 centrais sindicais brasileiras, ele acredita que vão sobreviver apenas “três ou quatro”.
“Os que continuarem serão fortalecidos. O trabalhador não quer um sindicato fraco. Tem sindicato que não consegue alugar um ônibus para fazer uma manifestação em Brasília. Para que serve esse sindicato?”, disse ele, defendendo a reforma.
Fonte: Folha Online
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