da Agência Folha, Curitiba
Cerca de 5.000 sem-terra do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) chegaram ontem pela manhã a Curitiba e se instalaram em um centro de exposições, o Marumby Expo Center, alugado pelo movimento para uma semana de debates em favor da reforma agrária.
No caminho, os sem-terra pararam em Campo Largo (região metropolitana), no km 107 da BR-277, onde o agricultor Antônio Tavares Pereira foi morto em maio de 2000 em confronto com a PM e onde, no ano seguinte, foi erguido um monumento projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em homenagem a Pereira.
No local, usando coletes da Rone (Ronda Ostensiva de Natureza Especial, da PM do Paraná), os sem-terra encenaram o confronto ocorrido com a polícia quatro anos antes.
No Estado, a chamada “jornada de luta” do MST produziu uma invasão, em 28 de março: a da fazenda Araupel, em Rio Bonito do Iguaçu. A Justiça concedeu reintegração de posse, e a área foi desocupada em 7 de abril.
José Damasceno, um dos coordenadores estaduais do MST, não descartou outras ações nos próximos dias. “As ocupações vão continuar neste país, caso o governo não tome nenhuma medida para acelerar o processo.”
Hoje, João Pedro Stedile, coordenador nacional do movimento, é esperado para debater a reforma junto com um dos fundadores do PT Plínio de Arruda Sampaio.
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