fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:49 Sem categoria

PT PRESSIONA GOVERNO POR CAUSA DO SALÁRIO MÍNIMO

O Globo

O PT vai pressionar o governo por um aumento significativo para o salário-mínimo em 1 de maio. Os líderes do partido evitam falar em números, mas há nos bastidores uma expectativa de que o mínimo chegue a R$ 280, o que garantiria aumento real de mais de 8%.

Perguntado se seria um bom reajuste, o líder do PT, deputado Arlindo Chinaglia (SP), disse:

— É menos do que o governo gostaria, menos do que gostaríamos, mas é relevante, mostra um compromisso e se traduz em efetiva distribuição de renda. O aumento real do mínimo tem que ser o mais significativo possível.

A bancada do PT quer participar da decisão sobre o reajuste e vai criar uma comissão de deputados para discutir com o ministro do Planejamento, Guido Mantega. Segundo Chinaglia não se trata de cobrar, mas de ajudar o governo no debate:

— A bancada do PT sempre participou do debate sobre o reajuste do mínimo. O ministro Mantega afirmou que está aguardando o resultado da arrecadação e que, como houve melhora, estamos com um otimismo moderado.

O presidente do PT, José Genoino, diz que o debate sobre o reajuste do mínimo deve ser feito de forma ampla, abrangendo o projeto de desenvolvimento e a geração de emprego e renda.

Ele quer que o valor do mínimo seja um sinal do governo na direção do crescimento e da melhoria da renda do trabalhador, mas não falou em números e reafirmou que a tarefa de fixar o valor do mínimo é do governo:

— A esperança do PT é que o governo fixe um reajuste bom. Mas o debate tem que ser mais amplo. Não pode ficar amarrado às metas macroeconômicas.

Tem de ser sobre o nosso projeto de desenvolvimento para o país, com crescimento do emprego e da renda.

A equipe do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que estuda os números da Previdência com a área técnica, fez propostas alternativas ao reajuste do mínimo.

O ministro deu carta-branca aos técnicos para negociar um abono ou um reajuste do salário-família — pago anualmente a todos os trabalhadores por cada filho abaixo de 14 anos — de R$ 13 para R$ 27.

Um assessor do ministro afirmou que Palocci aceita o debate do mínimo, mas que qualquer reajuste terá que levar em conta principalmente critérios técnicos.

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), que esteve ontem com Palocci, afirmou que o reajuste terá o tamanho que o ajuste fiscal permitir.

Ele lembrou que, além das dificuldades da Previdência Social e de pequenos municípios em arcar com novas despesas, há o impacto de R$ 12,5 bilhões decorrentes da correção que precisa ser paga a 1,650 milhão de aposentados e pensionistas por causa de perdas do Plano Real.

A oposição está pressionando para que o governo edite a medida provisória do reajuste do mínimo. A pauta de votações da Câmara está trancada por sete MPs.

O vice-presidente do Senado, Paulo Paim (PT-RS), subiu ontem à tribuna para dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode entrar no segundo ano de mandato sem garantir um salário-mínimo de pelo menos US$ 100 (cerca de R$ 289):

— O governo poderia demonstrar compromisso com o social. O projeto já está na Casa para que o mínimo ultrapasse a barreira dos US$ 100.

Por 10:49 Notícias

PT PRESSIONA GOVERNO POR CAUSA DO SALÁRIO MÍNIMO

O Globo
O PT vai pressionar o governo por um aumento significativo para o salário-mínimo em 1 de maio. Os líderes do partido evitam falar em números, mas há nos bastidores uma expectativa de que o mínimo chegue a R$ 280, o que garantiria aumento real de mais de 8%.
Perguntado se seria um bom reajuste, o líder do PT, deputado Arlindo Chinaglia (SP), disse:
— É menos do que o governo gostaria, menos do que gostaríamos, mas é relevante, mostra um compromisso e se traduz em efetiva distribuição de renda. O aumento real do mínimo tem que ser o mais significativo possível.
A bancada do PT quer participar da decisão sobre o reajuste e vai criar uma comissão de deputados para discutir com o ministro do Planejamento, Guido Mantega. Segundo Chinaglia não se trata de cobrar, mas de ajudar o governo no debate:
— A bancada do PT sempre participou do debate sobre o reajuste do mínimo. O ministro Mantega afirmou que está aguardando o resultado da arrecadação e que, como houve melhora, estamos com um otimismo moderado.
O presidente do PT, José Genoino, diz que o debate sobre o reajuste do mínimo deve ser feito de forma ampla, abrangendo o projeto de desenvolvimento e a geração de emprego e renda.
Ele quer que o valor do mínimo seja um sinal do governo na direção do crescimento e da melhoria da renda do trabalhador, mas não falou em números e reafirmou que a tarefa de fixar o valor do mínimo é do governo:
— A esperança do PT é que o governo fixe um reajuste bom. Mas o debate tem que ser mais amplo. Não pode ficar amarrado às metas macroeconômicas.
Tem de ser sobre o nosso projeto de desenvolvimento para o país, com crescimento do emprego e da renda.
A equipe do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que estuda os números da Previdência com a área técnica, fez propostas alternativas ao reajuste do mínimo.
O ministro deu carta-branca aos técnicos para negociar um abono ou um reajuste do salário-família — pago anualmente a todos os trabalhadores por cada filho abaixo de 14 anos — de R$ 13 para R$ 27.
Um assessor do ministro afirmou que Palocci aceita o debate do mínimo, mas que qualquer reajuste terá que levar em conta principalmente critérios técnicos.
O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), que esteve ontem com Palocci, afirmou que o reajuste terá o tamanho que o ajuste fiscal permitir.
Ele lembrou que, além das dificuldades da Previdência Social e de pequenos municípios em arcar com novas despesas, há o impacto de R$ 12,5 bilhões decorrentes da correção que precisa ser paga a 1,650 milhão de aposentados e pensionistas por causa de perdas do Plano Real.
A oposição está pressionando para que o governo edite a medida provisória do reajuste do mínimo. A pauta de votações da Câmara está trancada por sete MPs.
O vice-presidente do Senado, Paulo Paim (PT-RS), subiu ontem à tribuna para dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode entrar no segundo ano de mandato sem garantir um salário-mínimo de pelo menos US$ 100 (cerca de R$ 289):
— O governo poderia demonstrar compromisso com o social. O projeto já está na Casa para que o mínimo ultrapasse a barreira dos US$ 100.

Close