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COMISSÃO DE SEGURANÇA BANCÁRIA VOLTA A NEGOCIAR

(São Paulo) A Comissão de Segurança Bancária, formada por representantes dos bancários e dos bancos, se reuniu ontem à tarde na sede da Fenaban, em São Paulo.

É a segunda reunião da Comissão, cuja implementação está prevista na Convenção Coletiva dos Bancários desde 1992.

A Comissão debaterá as principais falhas na segurança dos bancos por etapas. A cada reunião novos temas serão elencados.

Representantes dos bancos e dos bancários decidiram como se dará o funcionamento da Comissão. Até o final desta semana deverá ser agendada a próxima reunião.

Já está pautada a questão da segurança no setor de auto-atendimento. Além deste tema, os representantes dos bancários questionarão os números da violência praticada nas agências – que envolvem clientes, funcionários e suas famílias.

“São preocupantes os traumas e distúrbios psicológicos que estão afetando os bancários, famílias e clientes, que acabam muitas vezes sendo vítimas de seqüestros”, enfatiza Carlos Cordeiro, secretário-geral da CNB/CUT. Outro ponto que deverá ser abordado é o transporte de numerário.

Os dirigentes sindicais Carlos Cordeiro (CNB/CUT), Ademir Wiederkehr (Feeb/RS), Gutemberg de Oliveira (Fetec/SP), Júnior César Dias (Seeb Curitiba) e Sebastião Silva Maria (Seeb BH) entregaram a Carta de Curitiba, documento elaborado após o 2º Seminário de Segurança Bancária, realizado nos dias 24 e 25 em Curitiba. Reveja a carta, abaixo.

Carta de Curitiba

Nós, participantes do 2º Seminário Nacional sobre Segurança Bancária, estamos perplexos diante do crescimento da violência ligada as instituições financeiras, o que está deixando um rastro de medo, pavor e vítimas em todo o país.

Vários bancários, vigilantes e clientes já perderam suas vidas, enquanto outros ficaram traumatizados física e psicologicamente, em função de inúmeros assaltos e seqüestros, com danos irrecuperáveis para a sua saúde.

Verificamos que esse processo brutal ocorre por causa da irresponsabilidade dos banqueiros, que, apesar de seus lucros fabulosos, pouco investem em equipamentos de segurança.

Como se não bastasse, eles recorrem de todas as leis municipais e estaduais sobre segurança bancária.

Além disso, constatamos a implantação de correspondentes bancários, totalmente desprovidos de mecanismos de segurança, precarizando o atendimento e facilitando as ações dos assaltantes, que estão cada vez mais ousados diante do caos da segurança pública.

Soma-se a isso a existência de uma legislação federal ultrapassada, diante dos avanços tecnológicos e da escalada da violência, sendo que não responde mais aos riscos de ações criminosas nos pontos de atendimento bancário.

Para mudar esse quadro dramático, que coloca o bancário como profissão perigo, apresentamos um conjunto de reivindicações às instituições financeiras e às autoridades competentes que, se atendidas, garantirão mais segurança para bancários, vigilantes e clientes e protegerão a vida de milhões de brasileiros.

Consideramos que a luta pelo atendimento dessas demandas exigirá a atuação permanente de todas as entidades sindicais, que deverão priorizar esse tema, organizar comissões de segurança pública e impulsionar atividades de mobilização para envolver a clientela e a população.

A proteção da vida não pode esperar.

Reivindicações aos bancos

– instalar portas giratórias de segurança (detectora de metais e blindada) na entrada das agências e postos de serviços, evitando a sua colocação após a sala de auto-atendimento;
– exigir a colocação de câmeras de vídeo, cujo monitoramento deve ser efetuado fora das unidades;
– reivindicar garantia de emprego aos bancários seqüestrados e vítimas de assaltos;
– emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) aos bancários que sofreram assaltos ou seqüestros;
– cobrar dos bancos a colocação de vidros blindados nas portas e fachadas externas das unidades;
– exigir o fim da guarda das chaves do cofre pelos bancários, mediante a contratação de empresas especializadas de segurança para efetuar a guarda;
– garantir que os bancos tenham pelo menos dois vigilantes por unidade;
– dotar os correspondentes bancários de equipamentos de segurança, como vigilância, porta giratória, câmeras de vídeo, alarme e cofre;
– garantir segurança e tratamento psicológico para todos os que sofreram seqüestro ou foram vítimas de assaltos;
– oferecer treinamento e reciclagem periódica para vigilantes para qualificação e acompanhamento psicológico;
– fechar as agências no dia do assalto, com reabertura após vistoria pela Polícia Federal;
– vetar o transporte de numerário pelos bancários;
– garantir assistência à saúde do trabalhador e seus familiares que foram vítimas de assaltos, sequestros e outras formas de violência;
– requerer a comunicação de todos assaltos para os sindicatos de bancários e vigilantes correspondentes;
– proibir o uso junto ao corpo do bancário de alarmes ou outros equipamentos de segurança;

Com essas iniciativas, acreditamos que será possível combater a insegurança nas instituições financeiras e proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes.

Os bancos que auferem lucros cada vez maiores precisam garantir segurança à altura dos juros e tarifas que cobram de seus usuários. Para nós, a vida está acima do lucro.

Curitiba, 25 de março de 2004.

Fonte: Carolina Coronel – CNB/CUT

Por 10:32 Notícias

COMISSÃO DE SEGURANÇA BANCÁRIA VOLTA A NEGOCIAR

(São Paulo) A Comissão de Segurança Bancária, formada por representantes dos bancários e dos bancos, se reuniu ontem à tarde na sede da Fenaban, em São Paulo.
É a segunda reunião da Comissão, cuja implementação está prevista na Convenção Coletiva dos Bancários desde 1992.
A Comissão debaterá as principais falhas na segurança dos bancos por etapas. A cada reunião novos temas serão elencados.
Representantes dos bancos e dos bancários decidiram como se dará o funcionamento da Comissão. Até o final desta semana deverá ser agendada a próxima reunião.
Já está pautada a questão da segurança no setor de auto-atendimento. Além deste tema, os representantes dos bancários questionarão os números da violência praticada nas agências – que envolvem clientes, funcionários e suas famílias.
“São preocupantes os traumas e distúrbios psicológicos que estão afetando os bancários, famílias e clientes, que acabam muitas vezes sendo vítimas de seqüestros”, enfatiza Carlos Cordeiro, secretário-geral da CNB/CUT. Outro ponto que deverá ser abordado é o transporte de numerário.
Os dirigentes sindicais Carlos Cordeiro (CNB/CUT), Ademir Wiederkehr (Feeb/RS), Gutemberg de Oliveira (Fetec/SP), Júnior César Dias (Seeb Curitiba) e Sebastião Silva Maria (Seeb BH) entregaram a Carta de Curitiba, documento elaborado após o 2º Seminário de Segurança Bancária, realizado nos dias 24 e 25 em Curitiba. Reveja a carta, abaixo.
Carta de Curitiba
Nós, participantes do 2º Seminário Nacional sobre Segurança Bancária, estamos perplexos diante do crescimento da violência ligada as instituições financeiras, o que está deixando um rastro de medo, pavor e vítimas em todo o país.
Vários bancários, vigilantes e clientes já perderam suas vidas, enquanto outros ficaram traumatizados física e psicologicamente, em função de inúmeros assaltos e seqüestros, com danos irrecuperáveis para a sua saúde.
Verificamos que esse processo brutal ocorre por causa da irresponsabilidade dos banqueiros, que, apesar de seus lucros fabulosos, pouco investem em equipamentos de segurança.
Como se não bastasse, eles recorrem de todas as leis municipais e estaduais sobre segurança bancária.
Além disso, constatamos a implantação de correspondentes bancários, totalmente desprovidos de mecanismos de segurança, precarizando o atendimento e facilitando as ações dos assaltantes, que estão cada vez mais ousados diante do caos da segurança pública.
Soma-se a isso a existência de uma legislação federal ultrapassada, diante dos avanços tecnológicos e da escalada da violência, sendo que não responde mais aos riscos de ações criminosas nos pontos de atendimento bancário.
Para mudar esse quadro dramático, que coloca o bancário como profissão perigo, apresentamos um conjunto de reivindicações às instituições financeiras e às autoridades competentes que, se atendidas, garantirão mais segurança para bancários, vigilantes e clientes e protegerão a vida de milhões de brasileiros.
Consideramos que a luta pelo atendimento dessas demandas exigirá a atuação permanente de todas as entidades sindicais, que deverão priorizar esse tema, organizar comissões de segurança pública e impulsionar atividades de mobilização para envolver a clientela e a população.
A proteção da vida não pode esperar.
Reivindicações aos bancos
– instalar portas giratórias de segurança (detectora de metais e blindada) na entrada das agências e postos de serviços, evitando a sua colocação após a sala de auto-atendimento;
– exigir a colocação de câmeras de vídeo, cujo monitoramento deve ser efetuado fora das unidades;
– reivindicar garantia de emprego aos bancários seqüestrados e vítimas de assaltos;
– emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) aos bancários que sofreram assaltos ou seqüestros;
– cobrar dos bancos a colocação de vidros blindados nas portas e fachadas externas das unidades;
– exigir o fim da guarda das chaves do cofre pelos bancários, mediante a contratação de empresas especializadas de segurança para efetuar a guarda;
– garantir que os bancos tenham pelo menos dois vigilantes por unidade;
– dotar os correspondentes bancários de equipamentos de segurança, como vigilância, porta giratória, câmeras de vídeo, alarme e cofre;
– garantir segurança e tratamento psicológico para todos os que sofreram seqüestro ou foram vítimas de assaltos;
– oferecer treinamento e reciclagem periódica para vigilantes para qualificação e acompanhamento psicológico;
– fechar as agências no dia do assalto, com reabertura após vistoria pela Polícia Federal;
– vetar o transporte de numerário pelos bancários;
– garantir assistência à saúde do trabalhador e seus familiares que foram vítimas de assaltos, sequestros e outras formas de violência;
– requerer a comunicação de todos assaltos para os sindicatos de bancários e vigilantes correspondentes;
– proibir o uso junto ao corpo do bancário de alarmes ou outros equipamentos de segurança;
Com essas iniciativas, acreditamos que será possível combater a insegurança nas instituições financeiras e proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes.
Os bancos que auferem lucros cada vez maiores precisam garantir segurança à altura dos juros e tarifas que cobram de seus usuários. Para nós, a vida está acima do lucro.
Curitiba, 25 de março de 2004.
Fonte: Carolina Coronel – CNB/CUT

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