Agência CUT
É decepcionante perceber que o conservadorismo continua marcando as decisões do Comitê de Política Monetária.
Esperávamos que o Copom se sensibilizasse e fizesse uma redução mais incisiva na taxa de juros e não apenas os 0,25% anunciados hoje (14 de abril).
Infelizmente, com a taxa de juros fixada agora em 16% e a persistir a sua redução em pequenas doses homeopáticas, como a destes dois últimos meses, fica difícil acreditar que a recuperação da economia apresente vigor ainda neste primeiro semestre.
Para nós, quanto mais este conservadorismo do Copom imperar, maior dificuldade o País terá de crescer em 2004, mesmo com a inflação sob controle e com os sinais de reaquecimento de alguns setores produtivos.
E, assim, a corda vai continuar arrebentando para o lado daqueles milhões de brasileiros que aguardam ansiosamente o desenvolvimento econômico e a oportunidade de conseguir voltar
ou entrar no mercado de trabalho.
Luiz Marinho
Presidente Nacional da CUT
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