Correio Braziliense – Rudolfo Lago
Empregos, e não programas assistencialistas. O brasileiro quer que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva invista diretamente em programas que promovam o crescimento e diminuam o desemprego, em vez de programas sociais, que apenas minimizam a situação.
Na rodada de maio da pesquisa CNT/Sensus, os índices de popularidade de Lula e de seu governo estabilizaram-se depois de quatro meses de quedas consecutivas.
A pesquisa, no entanto, mostra que a grande maioria dos brasileiros está preocupada com o desemprego e a violência.
Na opinião de 53,9% dos entrevistados, o governo deveria investir em projetos que gerem empregos. Em segundo lugar, aparecem programas na área de educação e capacitação profissional.
Apenas 6,8% dos entrevistados acham que a prioridade do governo deveria ser investir em programas de assistência social, cujo acesso é considerado difícil pela maior parte da população.
Na opinião de 41,8% dos entrevistados, não é fácil obter os benefícios dos programas do governo. Para 12,8%, é muito difícil. Outros 19,2% julgam não ser nem difícil nem fácil, e 17,5% consideram ser fácil.
“O brasileiro quer trabalho, não assistencialismo. O governo deve investir mais em projetos que gerem desenvolvimento, e repensar seus atuais programas sociais, que parecem ser desconhecidos e de difícil acesso”, avaliou o presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Clésio Andrade.
O desemprego é o grande problema do país. Essa é a visão de 41,3% dos brasileiros. Em segundo lugar está a violência, apontada como principal problema nacional por 36%.
Bem atrás, são citadas a imoralidade na administração pública (6,5%), saúde (4,5%), educação (4%), administração pública paralisada (2,4%) e contas públicas (2,3%).
A popularidade do presidente Lula estabilizou-se. A avaliação positiva do governo ficou no mesmo patamar do mês anterior: 34,6%. A avaliação regular oscilou de 42,7% para 43,5%, e a negativa, de 19,4% para 20%.
A avaliação pessoal do presidente Lula ainda é bem melhor do que a de seu governo. E ela também estabilizou-se. O percentual dos que aprovam o desempenho de Lula oscilou de 59,6% para 60,2%. E o índice dos que desaprovam passou de 30,5% para 32,4%.
Para os responsáveis pela pesquisa, no entanto, o governo não tem motivos para comemorar essa estabilidade.
“O eleitor não decidiu baixar ainda mais a avaliação do governo, porque está observando. Agora, o governo tem que olhar fortemente para a questão do desemprego e da violência”, alertou Ricardo Guedes, diretor do instituto Sensus.
Já o presidente da CNT, Clésio Andrade, declarou que o governo está num momento crítico. “Chegamos em um ponto crítico do governo, em que ele tem que mostrar resultados, disse Andrade.
Um dado que parece comprovar a avaliação de Ricardo Guedes e Clésio Andrade é o sentimento do cidadão quanto à figura do presidente Lula.
Concorrem com relação a ele sentimentos positivos e negativos. O sentimento que prevalece é de “confiança”, apontado por 30,6% dos entrevistados.
Mas em segundo lugar vem “decepção”, palavra repetida por 22,5%. Em seguida, vem “compreensão” (20,8%) e desconfiança (12,4%). E satisfação (5,5%) e rejeição (4,3%).
Por encomenda da CNT, o Instituto Sensus ouviu duas mil pessoas, em 195 municípios nos 24 estados brasileiros, entre os dias 7 e 9 de maio. A margem de erro da pesquisa é de 3%.
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Por Mhais• 14 de maio de 2004• 11:10• Sem categoria
PESQUISA APONTA CLAMOR NACIONAL POR EMPREGO
Correio Braziliense – Rudolfo Lago
Empregos, e não programas assistencialistas. O brasileiro quer que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva invista diretamente em programas que promovam o crescimento e diminuam o desemprego, em vez de programas sociais, que apenas minimizam a situação.
Na rodada de maio da pesquisa CNT/Sensus, os índices de popularidade de Lula e de seu governo estabilizaram-se depois de quatro meses de quedas consecutivas.
A pesquisa, no entanto, mostra que a grande maioria dos brasileiros está preocupada com o desemprego e a violência.
Na opinião de 53,9% dos entrevistados, o governo deveria investir em projetos que gerem empregos. Em segundo lugar, aparecem programas na área de educação e capacitação profissional.
Apenas 6,8% dos entrevistados acham que a prioridade do governo deveria ser investir em programas de assistência social, cujo acesso é considerado difícil pela maior parte da população.
Na opinião de 41,8% dos entrevistados, não é fácil obter os benefícios dos programas do governo. Para 12,8%, é muito difícil. Outros 19,2% julgam não ser nem difícil nem fácil, e 17,5% consideram ser fácil.
“O brasileiro quer trabalho, não assistencialismo. O governo deve investir mais em projetos que gerem desenvolvimento, e repensar seus atuais programas sociais, que parecem ser desconhecidos e de difícil acesso”, avaliou o presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Clésio Andrade.
O desemprego é o grande problema do país. Essa é a visão de 41,3% dos brasileiros. Em segundo lugar está a violência, apontada como principal problema nacional por 36%.
Bem atrás, são citadas a imoralidade na administração pública (6,5%), saúde (4,5%), educação (4%), administração pública paralisada (2,4%) e contas públicas (2,3%).
A popularidade do presidente Lula estabilizou-se. A avaliação positiva do governo ficou no mesmo patamar do mês anterior: 34,6%. A avaliação regular oscilou de 42,7% para 43,5%, e a negativa, de 19,4% para 20%.
A avaliação pessoal do presidente Lula ainda é bem melhor do que a de seu governo. E ela também estabilizou-se. O percentual dos que aprovam o desempenho de Lula oscilou de 59,6% para 60,2%. E o índice dos que desaprovam passou de 30,5% para 32,4%.
Para os responsáveis pela pesquisa, no entanto, o governo não tem motivos para comemorar essa estabilidade.
“O eleitor não decidiu baixar ainda mais a avaliação do governo, porque está observando. Agora, o governo tem que olhar fortemente para a questão do desemprego e da violência”, alertou Ricardo Guedes, diretor do instituto Sensus.
Já o presidente da CNT, Clésio Andrade, declarou que o governo está num momento crítico. “Chegamos em um ponto crítico do governo, em que ele tem que mostrar resultados, disse Andrade.
Um dado que parece comprovar a avaliação de Ricardo Guedes e Clésio Andrade é o sentimento do cidadão quanto à figura do presidente Lula.
Concorrem com relação a ele sentimentos positivos e negativos. O sentimento que prevalece é de “confiança”, apontado por 30,6% dos entrevistados.
Mas em segundo lugar vem “decepção”, palavra repetida por 22,5%. Em seguida, vem “compreensão” (20,8%) e desconfiança (12,4%). E satisfação (5,5%) e rejeição (4,3%).
Por encomenda da CNT, o Instituto Sensus ouviu duas mil pessoas, em 195 municípios nos 24 estados brasileiros, entre os dias 7 e 9 de maio. A margem de erro da pesquisa é de 3%.
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