Gazeta Mercantil – Agência Brasil
Os sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) querem se antecipar à reforma sindical.
Durante o IV Congresso dos Metalúrgicos da CUT/SP, que começou na sexta-feira e terminou ontem em São Paulo, foram aprovados os pontos do plano de medidas – como o fim da cobrança do imposto sindical e da unicidade sindical – que já devem ser colocados em prática.
“A implementação da reforma sindical é um dos principais pontos do nosso plano de lutas”, disse ontem o presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT do Estado de São Paulo (FEM/CUT/SP), Adi dos Santos Lima, reeleito no congresso para mais três anos de mandato.
Os cerca de 200 delegados de 16 sindicatos do Estado discutiram durante o IV Congresso dos Metalúrgicos da CUT/SP formas de luta relacionadas à correção da tabela do imposto de renda, redução das taxas de juros, não renovação dos acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ampliação dos programas de retomada de crescimento, redistribuição de renda, implantação da frente de trabalho, entre outras resoluções, táticas, planos de luta e reforço de mobilização dos trabalhadores.
Os metalúrgicos da CUT discutiram ainda a unificação dos estatutos dos sindicatos e a criação de comitês de trabalhadores em empresas.
Eles também querem pressionar pela realização da reforma sindical, e até mesmo se antecipar à ela. “Vamos trabalhar para que não seja preciso recolher o imposto sindical”, disse Lima.
Segundo ele, os sindicatos passarão a ter comitês de sindicalização com o objetivo de garantir que pelo menos 20% de trabalhadores sejam sindicalizados, antes mesmo que a reforma sindical seja implementada.
Além disso, os metalúrgicos já pretendem colocar em prática o fim da unicidade sindical. “Em lugares em que os sindicatos não pedirem exclusividade vamos criar sindicatos; nos que pedirem exclusividade, vamos dar apoio para que se estruturem”, disse Lima.
Na abertura do congresso, o ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, reafirmou que embora o governo saiba que o atual salário mínimo não está à altura da população brasileira, e exista um desejo do presidente em tentar alcançar o melhor reajuste possível, as restrições orçamentárias não permitiriam um reajuste maior que R$ 260.
“Não adianta ter hipocrisia de querer, após aprovado o orçamento, fazer milagre”, disse. E completou: “Tomamos uma posição unitária dentro do governo”.
O ministro do Trabalho elogiou a campanha promovida pela CUT pela correção da tabela do imposto de renda e disse que ela representa a consciência de que o governo deve corrigir a tabela.
“Eu sou daqueles que defendem, inclusive, que a correção deve ser anual e automática”, afirmou. Berzoini acredita também que se o governo Lula se dispõe a negociar e buscar uma solução, “é porque temos consciência de que essa correção já é tardia”.
Berzoini disse ainda que o atual modelo econômico é “de transição cujo objetivo é estabilizar a relação dívida/PIB” e só depois de equacionada essa relação o governo poderá liberar investimentos públicos.
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Por Mhais• 17 de maio de 2004• 10:03• Sem categoria
CUT PROMETE SE ANTECIPAR À REFORMA SINDICAL
Gazeta Mercantil – Agência Brasil
Os sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) querem se antecipar à reforma sindical.
Durante o IV Congresso dos Metalúrgicos da CUT/SP, que começou na sexta-feira e terminou ontem em São Paulo, foram aprovados os pontos do plano de medidas – como o fim da cobrança do imposto sindical e da unicidade sindical – que já devem ser colocados em prática.
“A implementação da reforma sindical é um dos principais pontos do nosso plano de lutas”, disse ontem o presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT do Estado de São Paulo (FEM/CUT/SP), Adi dos Santos Lima, reeleito no congresso para mais três anos de mandato.
Os cerca de 200 delegados de 16 sindicatos do Estado discutiram durante o IV Congresso dos Metalúrgicos da CUT/SP formas de luta relacionadas à correção da tabela do imposto de renda, redução das taxas de juros, não renovação dos acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ampliação dos programas de retomada de crescimento, redistribuição de renda, implantação da frente de trabalho, entre outras resoluções, táticas, planos de luta e reforço de mobilização dos trabalhadores.
Os metalúrgicos da CUT discutiram ainda a unificação dos estatutos dos sindicatos e a criação de comitês de trabalhadores em empresas.
Eles também querem pressionar pela realização da reforma sindical, e até mesmo se antecipar à ela. “Vamos trabalhar para que não seja preciso recolher o imposto sindical”, disse Lima.
Segundo ele, os sindicatos passarão a ter comitês de sindicalização com o objetivo de garantir que pelo menos 20% de trabalhadores sejam sindicalizados, antes mesmo que a reforma sindical seja implementada.
Além disso, os metalúrgicos já pretendem colocar em prática o fim da unicidade sindical. “Em lugares em que os sindicatos não pedirem exclusividade vamos criar sindicatos; nos que pedirem exclusividade, vamos dar apoio para que se estruturem”, disse Lima.
Na abertura do congresso, o ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, reafirmou que embora o governo saiba que o atual salário mínimo não está à altura da população brasileira, e exista um desejo do presidente em tentar alcançar o melhor reajuste possível, as restrições orçamentárias não permitiriam um reajuste maior que R$ 260.
“Não adianta ter hipocrisia de querer, após aprovado o orçamento, fazer milagre”, disse. E completou: “Tomamos uma posição unitária dentro do governo”.
O ministro do Trabalho elogiou a campanha promovida pela CUT pela correção da tabela do imposto de renda e disse que ela representa a consciência de que o governo deve corrigir a tabela.
“Eu sou daqueles que defendem, inclusive, que a correção deve ser anual e automática”, afirmou. Berzoini acredita também que se o governo Lula se dispõe a negociar e buscar uma solução, “é porque temos consciência de que essa correção já é tardia”.
Berzoini disse ainda que o atual modelo econômico é “de transição cujo objetivo é estabilizar a relação dívida/PIB” e só depois de equacionada essa relação o governo poderá liberar investimentos públicos.
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